sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Português. Como vai o seu?

Hoje peço licença ao leitor para literalmente postar um artigo exclusivo com mais de 80 dos principais erros de português cometidos no ambiente corporativo.
Para muitos, uma verdadeira lição, para outros mera revisão e quiçá outros chatice.
Só não esqueça que a palavra escrita tem muito mais chance de erros e má interpretação que a falada.
Observe com atenção e verifique se algum destes erros você não está cometendo também:
1 A/há
Erro: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.
Forma correta: Atuo no setor de controladoria há 15 anos.
Explicação: Para indicar tempo passado usa-se o verbo haver.
2 A champanhe/ o champanhe
Erro: Pegue a champanhe e vamos comemorar.
Forma correta: Pegue o champanhe e vamos comemorar.
Explicação: De acordo com o Dicionário Aurélio, a palavra “champanhe” provém do francês “champagne” e é um substantivo masculino, como defende a maioria dos gramáticos, explica Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional
3 A cores/ em cores
Erro: O material da apresentação será a cores
Forma correta: O material da apresentação será em cores
Explicação: Se o correto é material em preto em branco, o certo é dizer material em cores, explica Laurinda Grion no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer).
4 A domicílio/ em domicílio
Erro: O serviço engloba a entrega a domicílio
Forma correta: O serviço engloba a entrega em domicílio
Explicação: No caso de entrega usa-se a forma em domicílio. A forma a domicílio é usada para verbos de movimento. Exemplo: Foram levá-lo a domicílio.
5 A longo prazo/ em longo prazo
Erro: A longo prazo, serão necessárias mudanças.
Forma correta: Em longo prazo, serão necessárias mudanças.
Explicação: Usa-se a preposição em nos seguintes casos: em longo prazo, em curto prazo e em médio prazo.
6 A nível de/ em nível de
Erro: A nível de reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo.
Forma correta: Em relação ao reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo
Explicação: De acordo com o professor Reinaldo Passadori, o uso de “a nível de” está correto quando a preposição a está aliada ao artigo o e significa “à mesma altura”. Exemplo: Hoje, o Rio de Janeiro acordou ao nível do mar. A expressão “em nível de” está utilizada corretamente quando equivale a “de âmbito” ou “com status de”. Exemplo: O plebiscito será realizado em nível nacional.
7 À partir de/ a partir de
Erro: À partir de novembro, estarei de férias
Forma correta: A partir de novembro, estarei de férias.
Explicação: Não se usa crase antes de verbos
8 A pouco/ há pouco
Erro: O diretor chegará daqui há pouco.
Forma correta: O diretor chegará daqui a pouco.
Explicação: Nesse caso, há pouco indica ação que já passou, pode ser substituído por faz pouco tempo. A pouco indica ação que ainda vai ocorrer, a ideia é de futuro.
9 À prazo/ A prazo
Erro: Vamos vender à prazo
Forma correta: Vamos vender a prazo.
Explicação: Não se usa crase antes de palavra masculina.
10 À rua/ Na rua
Erro: José, residente à rua Estados Unidos, era um cliente fiel.
Forma correta: José, residente na rua Estados Unidos, era um cliente fiel.
Explicação: Os vocábulos residir, morador, residente, situado e sito pedem o uso da preposição em.
11 A vista/ à vista
Erro: O pagamento foi feito a vista.
Forma correta: O pagamento foi feito à vista.
Explicação: Ocorre crase nas expressões formadas por palavras femininas. Exemplos: à noite, à tarde, à venda, às escondidas e à vista.
11 Adequa/ adequada
Erro: O móvel não se adequa à sala
Forma correta: O móvel não é adequado à sala.
Explicação: Adequar é um verbo defectivo, ou seja, não se conjuga em todas as pessoas e tempos. No presente do indicativo são conjugadas apenas primeira e a segunda pessoa do plural (nós adequamos, vós adequais).
13 Agradecer pela/ agradecer a
Erro: Agradecemos pela preferência
Forma correta: Agradecemos a preferência
Explicação: O certo é agradecer a alguém alguma coisa. Exemplo: Agradeço a Deus a graça recebida.
14 Aluga-se/ alugam-se
Erro: Aluga-se apartamentos
Forma correta: Alugam-se apartamentos
Explicação: O sujeito da oração (apartamentos) concorda com o verbo.
15 Anexo/ anexa/ em anexo
Erro: Segue anexo a carta de apresentação.
Formas corretas: Segue anexa a carta de apresentação. Segue em anexo a carta de apresentação.
Explicação: Anexo é adjetivo e deve concordar com o substantivo a que se refere, em gênero e número. A expressão em anexo é invariável. Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)” lembra que alguns estudiosos condenam o uso da expressão em anexo. Portanto, dê preferência à forma sem a preposição.
16 Ao invés de/ em vez de
Erro: Ao invés de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.
Forma correta: Em vez de comprar carros, compraremos caminhões para aumentar nossa frota.
Explicação: “Ao invés de” representa contrariedade, oposição, o inverso. “Em vez de” quer dizer no lugar de. É uma locução prepositiva, sendo terminada em de normalmente.
17 Aonde/onde
Erro: Não sei aonde fica a sala do diretor
Forma correta: Não sei onde fica a sala do diretor
Explicação: O advérbio onde indica lugar em que algo ou alguém está. Deve ser utilizado somente para substituir vocábulo que expressa a ideia de lugar. Exemplo: Não sei onde fica a cidade de Araguari. O advérbio aonde indica também lugar em que algo ou alguém está, porém quando o verbo que se relacionar com “onde” exigir a preposição a, deve-se agregar esta preposição, formando assim, o vocábulo “aonde”. Expressa a ideia de destino, movimento, conforme exemplo a seguir: aonde você irá depois das visitas?
18 Ao meu ver/ a meu ver
Erro: Ao meu ver, a reunião foi um sucesso
Forma correta: A meu ver, a reunião foi um sucesso.
Explicação: Não existe a expressão ao meu ver. As formas corretas são: a meu ver, a nosso ver, a vosso ver.
19 Às micro/ às micros
Erro: O pacote de tributos refere-se às micro e pequenas empresas
Forma correta: O pacote de tributos refere-se às micros e pequenas empresas
Explicação: Por se tratar de adjetivo, micro é variável e por isso deve ser grafada no plural quando for o caso.
20 Através/ por
Erro: Fui avisada através de um email de que a reunião está cancelada.
Forma correta: Fui avisada por email de que a reunião está cancelada.
Explicação: “Para muitos gramáticos, através se refere ao que atravessa”, diz Vivien Chivalski, do Instituto Passadori. Prefira “pelo e-mail”, “por email”.
21 Auferir/ aferir
Erro: No fim do expediente, o gestor deve auferir se os valores pagos conferem com os números do sistema.
Forma correta: No fim do expediente, o gestor deve aferir se os valores pagos conferem com os números do sistema.
Explicação: Os verbos aferir e auferir têm sentidos distintos. Aferir: conferir de acordo com o estabelecido, avaliar, calcular. Auferir: colher, obter, ter. Exemplo: O projeto auferiu bons resultados.
22 Aumentar ainda mais/ aumentar muito
Erro: Precisamos aumentar ainda mais os lucros.
Forma correta: Precisamos aumentar muito os lucros.
Explicação: Aumentar é sempre mais, não existe aumentar menos, conforme explica Laurinda Grion, no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva. Portanto são formas redundantes: aumentar mais, aumentar muito mais e aumentar ainda mais.
23 Bastante/ bastantes
Erro: Eles leram o relatório bastante vezes.
Forma correta: Eles leram o relatório bastantes vezes.
Explicação: Para saber se bastante deve variar conforme o número é preciso saber qual a classificação dele na frase. Quando é adjetivo (como no caso acima) deve variar. Exemplo: Já há provas bastantes para incriminá-lo (= provas suficientes). Se for advérbio é invariável. Exemplo: Compraram coisas bastante bonitas (= muito bonitas). Se for pronome indefinido é variável. Exemplo: Vimos bastantes coisas (= muitas coisas). Se for substantivo, não varia, mas pede artigo definido masculino: Os animais já comeram o bastante (= o suficiente).
24 Bi-campeão /bicampeão
Erro: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bi-campeão mundial, sob o comando de Telê Santana.
Forma correta: Em 1993, o São Paulo Futebol Clube foi bicampeão mundial, sob o comando de Telê Santana.
Explicação: A forma correta de usar os prefixos numéricos “bi”, “tri”, “tetra”, “penta”, “hexa”, “hepta” (etc) é sem hífen. “O Novo Acordo Ortografico nunca exigiu nem exige alteração gráfica”, diz o professor de língua portuguesa do Damásio Educacional, Diogo Arrais.
25 Caiu em/ caiu
Erro: O lucro caiu em 10%.
Forma correta: O lucro caiu 10%.
Explicação: O verbo cair, assim como aumentar e diminuir, não admite a preposição “em”. E no sentido de descer, ir ao chão, ser demitido, o verbo cair é intransitivo.
26 Chegar em/ chegar a
Erro: Chegamos em São Paulo, ontem.
Forma correta: Chegamos a São Paulo, ontem.
Explicação: o verbo exige a preposição a. Quem chega, chega a algum lugar, ou a alguma coisa.
27 Chove/ chovem
Erro: Chove emails com reclamações de clientes.
Forma correta: Chovem emails com reclamações de clientes.
Explicação: Quando indica um fenômeno natural, o verbo chover é impessoal e fica sempre o singular. Mas no sentido figurado, como acontece acima, flexiona-se normalmente.
28 Comprimento/cumprimento
Erro: Entrou e não me comprimentou.
Forma correta: Entrou e não me cumprimentou.
Explicação: Comprimento está relacionado ao tamanho, à extensão de algo ou alguém. Exemplo: Não sei o comprimento da sala. Cumprimento relaciona-se a dois verbos diferentes: cumprimentar uma pessoa (saudar) e cumprir uma tarefa (realizar). Exemplos: Cada pessoa tem um jeito de cumprimentar. O cumprimento dos prazos contará pontos na competição.
29 Consiste de/ consiste em
Erro: A seleção consiste de cinco etapas.
Forma correta: A seleção consiste em cinco etapas.
Explicação: Consistir é verbo transitivo indireto e requer complemento regido da preposição em.
30 Continuidade/ continuação
Erro: O sindicato optou pela continuidade da greve.
Forma correta: O sindicato optou pela continuação da greve.
Explicação: Continuidade refere-se à extensão de um acontecimento. Exemplo: dar continuidade ao governo. Continuação refere-se à duração de algo. Exemplo continuação da sessão.
31 Correr atrás do prejuízo/ correr atrás do lucro
Erro: É hora de correr atrás do prejuízo.
Forma correta: É hora de correr atrás do lucro.
Explicação: Pode-se correr do prejuízo, mas nunca deve-se correr atrás dele. A forma correr atrás do prejuízo não faz o menor sentido, diz Laurinda Grion, no livro “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.
32 Da onde/ de onde
Erro: Fortaleza é a cidade da onde vieram nossos colaboradores.
Forma correta: Fortaleza é a cidade de onde vieram nossos colaboradores.
Explicação: A forma de onde indica origem. Não existe a forma “da onde”.
33 Daqui/ daqui a
Erro: Farei o pagamento daqui 5 dias.
Forma correta: Farei o pagamento daqui a 5 dias.
Explicação: o advérbio daqui é usado para indicar lugar ou tempo e pede a preposição a.
34 De encontro aos/ ao encontro dos
Erro: A sua ideia vem de encontro ao que a empresa precisa neste momento.
Forma correta: A sua ideia vem ao encontro do que a empresa precisa neste momento.
Explicação: De encontro a é estar em sentido contrário, em oposição a. Ao encontro de é estar de acordo, ideia de conformidade.
35  Debitou na/ debitou à
Erro: O banco debitou na minha conta a taxa.
Forma correta: O banco debitou à minha conta a taxa.
Explicação: quem debita, debita a.
36 Desapercebidas/ despercebidas
Erro: As mudanças passaram desapercebidas pelos nossos executivos
Forma correta: As mudanças passaram despercebidas.
Explicação: Desapercebido significa desprovido de, desprevenido. Exemplo: Não parei para cumprimenta-lo porque estava desapercebido. Despercebido significa não notado, não percebido. Exemplo: O erro passou despercebido pela equipe da redação do jornal.
37 Descrição/ discrição
Erro: Ela age com descrição.
Forma correta: Ela age com discrição.
Explicação: Descrição refere-se ao ato de descrever. Exemplo: Ela fez a descrição do objeto. (ela descreveu). Discrição significa ser discreto.
38 Descriminar/ discriminar
Erro: Descrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.
Forma correta: Discrimine os produtos na nota fiscal e coloque todos os códigos necessários.
Explicação: Descriminar significa absolver, inocentar. É o que o prefixo “des” faz – indica uma ação no sentido contrário – e, nesse caso, quer dizer tirar o crime. Exemplo: Ele falou em descriminar o uso de algumas drogas. Discriminar significa distinguir, separar, diferenciar, especificar. Isso pode ser feito com ou sem preconceito. Quando há preconceito, o sentido é de segregação. Exemplo: A discriminação racial deve ser combatida sempre.
39 Devidas providências
Erro: Peço as devidas providências.
Forma correta: Peço providências
Explicação: Trata-se de um vício de linguagem, segundo Vivien Chivalski, do Instituto Passadori – Educação Corporativa. O adjetivo (devidas) é desnecessário e redundante. “Quem pediria providências indevidas”, diz Vivien.
40 Dispor/dispuser
Erro: Se ele dispor de tempo, poderá atende-lo em breve.
Forma correta: Se ele dispuser de tempo, poderá atende-lo em breve.
Explicação: A conjugação correta do verbo dispor na terceira pessoa do singular no futuro do pretérito é se ele dispuser. A conjugação acompanha a do verbo pôr.
41  Dois por cento/ dois pontos percentuais
Erro: No ano passado, o crescimento foi de 10%. Neste ano, de 8%, tendo havido queda de 2%.
Forma correta: No ano passado, o crescimento foi de 10%. Neste ano, de 8%, tendo havido queda de 2 pontos percentuais.
Explicação: A queda de 10% para 8% não é de 2% e, sim, de 2 pontos percentuais.
42 E nem/ nem
Erro: O funcionário não sabe escrever e nem ler.
Forma correta: O funcionário não sabe escrever nem ler.
Explicação: A conjunção nem significa “e não”.
43 Em conformação à/ em confirmação da
Erro: Em confirmação à minha proposta, envio os valores para execução do serviço.
Forma correta: Em confirmação da minha proposta, envio os valores para execução do serviço.
Explicação: Confirmação é um substantivo feminino que pede a preposição “de”.
44 Em mãos/ em mão
Erro: O envelope deve ser entregue em mãos.
Forma correta: O envelope deve ser entregue em mão.
Explicação: Ninguém escreve a mãos, nem fica em pés. O correto é em mão, cuja abreviatura é E. M.
45 Em vias de/ em via de
Erro: Estou em vias de finalizar o projeto.
Forma correta: Estou em via de finalizar o projeto.
Explicação: A locução é “em via de” e significa “a caminho de”, “prestes a”.
46  Eminente/ iminente
Erro: A falência é eminente.
Forma correta: A falência é iminente.
Explicação: Eminente é um adjetivo que significa alto, grande, elevado, saliente, pessoa importante, notável. Exemplos: Era um eminente orador. A montanha eminente surge na paisagem. Iminente também é um adjetivo e indica que algo está prestes a acontecer. Exemplo: A sua morte é iminente.
47  Ensinar a executarem/ ensinar a executar
Erro: O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executarem as tarefas.
Forma correta: O bom líder deve ensinar seus colaboradores a executar as tarefas.
Explicação: Não se flexiona infinitivo com preposição que funcione como complemento de substantivo, adjetivo ou do próprio verbo principal. Exemplo: As mulheres conquistaram o direito de trabalhar fora de casa.
48  Entre eu e ele/ entre mim e ele
Erro: Entre eu e ele não há conversa nem acordo.
Forma correta: Entre mim e ele não já conversa nem acordo.
Explicação: Os pronomes pessoais do caso reto exercem função de sujeito (ou predicativo do sujeito) e não de complemento.
49  Falta/faltam
Erro: Falta 30 dias para minhas férias começarem
Forma correta: Faltam 30 dias para minhas férias começarem.
Explicação: O verbo deve concordar com o sujeito da frase. Laurinda Grion, autora de “Os erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva, ensina um macete para encontrar o sujeito: “pergunte, antes do verbo, quem é que…? (para pessoas) ou que é que…? (para coisas)”. No exemplo acima a resposta é: 30 dias faltam.
50 Fazem /faz
Erro: Fazem oito semanas que fui promovida.
Forma correta: Faz oito semanas que fui promovida.
Explicação: Verbo fazer quando sinaliza tempo que passou fica na 3ª pessoa do singular.
51 Fazer uma colocação/ emitir uma opinião
Erro: Deixe-me fazer uma colocação a respeito do tema da reunião.
Forma correta: Deixe-me emitir uma opinião a respeito do tema da reunião.
Explicação: o padrão formal é emitir uma opinião e não fazer uma colocação, embora esta seja uma forma bastante usada.
52 Ficou claro/ ficou clara
Erro: Ficou claro, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.
Forma correta: Ficou clara, após a reunião, a necessidade de corte de gastos.
Explicação: A necessidade de corte de gastos é o que ficou clara, durante a reunião.
53 Foi assistida/ assistiu à
Erro: A palestra foi assistida por muita gente
Forma correta: Muita gente assistiu à palestra.
Explicação: Verbo assistir no sentido de ver, presenciar, é transitivo indireto e a voz passiva só admite verbos transitivos diretos.
54 Fosse… comprava/ fosse…compraria
Erro: Se eu fosse você eu comprava aquela gravata.
Forma correta: Se eu fosse você eu compraria aquela gravata.
Explicação: Atente à correlação verbal. Imperfeito do subjuntivo (se eu fosse) é usado com o futuro do pretérito (compraria).
55 A grosso modo/ grosso modo
Erro: O que quero dizer, a grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.
Forma correta: O que quero dizer, grosso modo, é que há mais chances de dar errado do que de dar certo.
Explicação: A expressão é “grosso modo”, sem a preposição a.
56 Guincho/guinchamento
Erro: Sujeito a guincho
Forma correta: Sujeito a guinchamento
Explicação: Guincho é o veículo que faz a ação, isto é, o guinchamento.
57 Há 10 anos atrás/ há 10 anos
Erro: Há 10 anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.
Formas corretas: Há 10 anos, eu decidi comprar um imóvel. Dez anos atrás, eu decidi comprar um imóvel.
Explicação: É redundante usar “há” e “atrás” na mesma frase. O verbo haver impede a palavra atrás em seguida sempre que estiver relacionado a tempo, à ação que já se passou. Há, portanto, duas formas corretas para a frase: “há dez anos” ou “dez anos atrás”.
58 Hora/ora
Erro: Você pediu minha decisão, por hora ainda não a tenho.
Forma correta: Você pediu minha decisão, por ora ainda não a tenho.
Explicação: A expressão “por hora”, quando escrita com a letra h, refere-se ao tempo, a marcação em minutos. Exemplo: O carro estava a cento e vinte quilômetros por hora. A expressão “por ora”, quando escrita sem o h, dá a ideia de no momento ou agora. É um advérbio de tempo, expressa sentido de por enquanto, no momento, atualmente. Exemplo: “Por ora estou muito ocupado”.
59 Horas extra/ horas extras
Erro: Você deverá fazer horas extra para terminar o relatório.
Forma correta: Você deverá fazer horas extras para terminar o relatório.
Explicação: Neste caso, extra é um adjetivo e, portanto, é variável.
60 Houveram/houve
Erro: Houveram rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
Forma correta: Houve rumores sobre um anúncio de demissão em massa.
Explicação: Haver no sentido de existir não é usado no plural.
61 Implicará em/implicará
Erro: A sua atitude implicará em demissão por justa causa.
Forma correta: A sua atitude implicará demissão por justa causa.
Explicação: o verbo implicar, quando é transitivo direto, significa “dar a entender”, “pressupor” ou “trazer como consequência”, “acarretar”, “provocar”. E se a transitividade é direta, isso quer dizer que não pede preposição.
62 Independente/ independentemente
Erro: Independente da proposta, minha resposta é não.
Forma correta: Independentemente da proposta, minha resposta é não.
Explicação: Independente é adjetivo e independentemente é advérbio. O enunciado acima pede o advérbio.
63 Insisto que/ insisto em que
Erro: Insisto que é preciso cortar custos na cadeia produtiva.
Forma correta: Insisto em que é preciso cortar custos na cadeia produtiva.
Explicação: O verbo insistir é trânsito indireto, quando objeto for uma coisa usa-se a preposição em e a preposição com aparece quando há referência a uma pessoa. Exemplo: Insisto nisso com o diretor.
64 Junto a/ no/ ao
Erro: Solicite junto ao departamento de recursos humanos o informe de rendimentos para a Receita Federal.
Forma correta: Solicite ao departamento de recursos humanos o informe de rendimentos para a Receita Federal.
Explicação: As locuções “junto a, junto de” são sinônimas e significam “perto de”, “ao lado de”. Não cabem na frase acima. Para você lembrar, não desconte cheques junto ao banco e sim com o banco. Não renegocie uma dívida junto aos credores e sim com os credores Evite empregar a expressão “junto a” em lugar de com, de, em e para. Assim, em lugar de “conseguimos apoio junto à equipe” escreva “conseguimos apoio da equipe”, indica Vivien Chivalski, facilitadora do do Instituto Passadori – Educação Corporativa.
65 Maiores informações/ mais informações
Erro: Caso precise de maiores informações, entre em contato conosco.
Forma correta: Caso precise de mais informações, entre em contato conosco.
Explicação: Conforme explica Laila Vanetti, diretora da Scritta, o termo “maior” é comparativo, não deve ser utilizado nesse caso.
66 Mal/ mau
Erro: Era um mal funcionário e foi demitido.
Forma correta: Era um mau funcionário e foi demitido
Explicação: Reinaldo Passadori, professor e CEO do Instituto Passadori, explica que mau e bom são adjetivos, ou seja, conferem qualidade aos substantivos, palavras que nomeiam seres e coisas. Exemplos: “Ele é bom médico” e “Ele é mau aluno”. Por outro lado, mal e bem podem exercer três funções distintas. Exercem a função de advérbios, modificam o estado do verbo, por exemplo: “Seu filho se comportou mal na escola” e “ele foi bem aceito no novo trabalho”. Como conjunção, servindo para conectar orações, como em “Mal chegou e já se foi”. Essas palavras também têm a função de substantivos, por exemplo: “Você é o meu bem” e “o mal dele é não saber ouvir”.
67 Mal humorado/ mal-humorado
Erro: Estava mal humorado e isso afetou a todos da equipe.
Forma correta: Estava mal-humorado e isso afetou a todos da equipe.
Explicação: Diogo Arrais, professor do Damásio Educaional, explica que as formações vocabulares com MAL- exigem hífen caso a palavra principal inicie-se por vogal, h ou l: mal-estar, mal-empregado, mal-humorado, mal-limpo.
68 Mão-de-obra/ mão de obra
Erro: A falta de mão-de-obra qualificada é um dos gargalos da economia brasileira.
Forma correta: A falta de mão de obra qualificada é um dos gargalos da economia.
Explicação: Com palavras justapostas (uma após a outra) em que haja um termo de ligação (geralmente uma preposição ou conjunção) não se usa hífen, segundo Vivien Chivalski, facilitadora do Instituto Passadori de Educação Corporativa.
69 Meio-dia e meio/ meio-dia e meia
Erro: Entregarei o relatório ao meio-dia e meio.
Forma correta: Entregarei o relatório ao meio-dia e meia.
Explicação: O termo meio pode ter duas funções: adjetivo e advérbio, segundo explica Laurinda Grion no livro Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer). Quando advérbio, meio quer dizer “um pouco” e é invariável. Quando adjetivo, meio quer dizer “metade de” e é variável, ou seja, concorda com o termo a que se refere.
70 No aguardo/ ao aguardo
Erro: Fico no aguardo da sua resposta.
Forma correta: Fico ao aguardo da sua resposta.
Explicação: O certo é “ao aguardo de”, “à espera de”, segundo Laurinda Grion, autora do livro Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer).
71 No ponto de/ a ponto de
Erro: A demanda da chefia é tão alta, que estou no ponto de mandar tudo às favas.
Forma correta: A demanda da chefia é tão alta, que estou a ponto de mandar tudo às favas.
Explicação: Para dar a ideia de estar “prestes a”, “na iminência de”, use a expressão “a ponto de”, indica Laurinda Grion.
72 O mesmo/ele
Erro: Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.
Forma correta: Antes de entrar no elevador, verifique se ele se encontra parado neste andar.
Explicação: De acordo com Laila Vanetti, diretora da Scritta, o termo “o mesmo” não serve para substituir uma palavra anteriormente dita. Quem está nas empresas, portanto, deve preferir os pronomes ele (s) ou ela (s), cuidando para adequar a partícula “se” à nova sentença.
73 Onde/ em que
Erro: Vamos à reunião onde decidiremos os rumos da companhia.
Forma correta: Vamos à reunião em que decidiremos os rumos da companhia.
Explicação: de acordo com Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, reunião não é lugar e as palavras onde e aonde se referem apenas a lugares. Prefira “a reunião em que” ou “na qual decidiremos sobre”.
74 O quanto antes/ quanto antes
Erro: Voltarei ao escritório o quanto antes.
Forma correta: Voltarei ao escritório quanto antes.
Explicação: Antes da locução adverbial “quanto antes” não se usa artigo definido o, diz Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria cometer)”, da editora Saraiva.
75 Parcela única/ de uma só vez
Erro: O pagamento será feito em parcela única.
Forma correta: O pagamento será feito de uma só vez.
Explicação: Parcela significa parte de um todo, diz Laurinda Grion. Logo se não há parcelamento, o certo é dizer “de uma só vez”.
76 Por que / porque
Erro: Não a vi ontem por que eu estava fora da cidade.
Forma correta: Não a vi ontem porque eu estava fora da cidade.
Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, explica: porque é uma conjunção e serve para ligar duas ideias, duas orações. É usado ando a segunda parte apresenta uma explicação ou causa em relação à primeira. A forma “por que” é um advérbio interrogativo de causa e é usada quando pedimos por uma causa ou motivo. Caso mais incomum para o uso da forma “por que” é quando ela pode ser substituída por “para que”, “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, pelas quais. Exemplos: Lutamos por que (para que) a obra terminasse antes da inauguração. Este é o caminho por que (pelo qual) passamos.
77 Porquê/ por quê
Erro: A diretriz mudou, não sei porquê.
Formas corretas: A diretriz mudou, não sei por quê. A diretriz mudou, não sei o porquê.
Explicação: Segundo explicação de Viven Chivalski, “porquê” substitui as palavras razão, causa ou motivo. É um substantivo e, como tal, tem plural e pode vir acompanhado por artigos, pronomes e adjetivos. A palavra geralmente é antecedida de artigo o ou “um”.
Use a expressão “por quê” quando ela estiver no fim da frase. Alguns autores dizem que isso vale também quando houver uma pausa, uma vírgula, não importa que seja pergunta ou não, diz Vivien. Exemplos: Não aprovaram a proposta e não sabemos por quê. Não temos o resultado da concorrência. Por quê? Não sabemos por quê, onde e quando tudo aconteceu.
78 Penalizado/ punido
Erro: Quem desrespeitar o código de conduta será penalizado.
Forma correta: Quem desrespeitar o código de conduta será punido.
Explicação: Penalizar significa “causar pena”, “magoar”. No sentido de castigar, o certo é usar o verbo punir, indica Laurinda Grion.
79 Por causa que/ porque/ por causa de
Erro: Não fui à aula por causa que está chovendo muito.
Formas corretas: Não fui à aula porque está chovendo muito. Não fui à aula por causa da chuva.
Explicação: O certo é usar “porque” ou “por causa de”.
80  Por cento veio/ por cento vieram
Erro: Entre os funcionários, 15% é contra a mudança de sede.
Forma correta: Entre os funcionários 15% são contra a mudança de sede.
Explicação: Números percentuais exigem concordância.
81 Precaver/ prevenir
Erro: É importante que a empresa se precavenha contra invasões.
Forma correta: É importante que a empresa se previna contra invasões.
Explicação: O verbo precaver é defectivo, não tem todas as conjugações. No presente do indicativo só existem a 1ª e 2ª pessoa do plural (precavemos e precaveis) e não existe presente do subjuntivo.
82 Precisam-se/ precisa-se
Erro: Precisam-se de bons vendedores.
Forma correta: Precisa-se de bons vendedores.
Explicação: Vivien Chivalski, do Instituto Passadori, explica que sempre que houver uma preposição depois do pronome “se” (de, por, para, com, em, etc.) não haverá plural, apenas singular. Exemplo: Trata-se de ideias inovadoras.
83 Prefiro … do que/ prefiro… a
Erro: Prefiro sair mais tarde do trabalho do que ficar parado no trânsito.
Forma correta: Prefiro sair mais tarde do trabalho a ficar parado no trânsito.
Explicação: Não há necessidade do comparativo “do que” porque, conforme a explicação de Diogo Arrais, professor do Damásio Educacional, não há comparação. “Não há necessidade de palavras como mais, mil vezes, do que”, diz o professor.
84  Preveram/ previram
Erro: Os analistas preveram tempos de crise.
Forma correta: Os analistas previram tempos de crise.
Explicação: A conjugação do verbo prever segue a do verbo ver. Logo, se o certo é dizer eles viram, é certo dizer eles previram.
85 Quadriplicar/ quadruplicar
Erro: O número de funcionários quadriplicou no ano passado.
Forma correta: O número de funcionários quadruplicou no ano passado.
Explicação: Quádruplo é o numeral e significa multiplicativo de quatro, quantidade quatro vezes maior que outra. Quadruplicação, quadruplicar e quádruplo são as formas corretas, explica Laurinda Grion, autora de “Erros que um executivo comete ao redigir (mas não deveria comete)”, da editora Saraiva.
E pra você, foi de valia?
Eu aprendi muito…
Escrever certo e inteligível é uma arte e uma arte necessária no ambiente corporativo.
#Ficaadica

terça-feira, 5 de novembro de 2013

É do credor a obrigação de retirar nome de consumidor do cadastro de proteção ao crédito

É do credor a obrigação de retirar nome de consumidor do cadastro de proteção ao crédito




O ônus da baixa da indicação do nome do consumidor de cadastro de proteção ao crédito é do credor, e não do devedor. Essa é conclusão da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
O entendimento foi proferido no recurso da Sul Financeira contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) que condenou a empresa de crédito ao pagamento de indenização no valor de R$ 5 mil por danos morais, em virtude da manutenção indevida do nome do consumidor em cadastros de proteção ao crédito. 
No STJ, a empresa pediu que o entendimento do tribunal de origem fosse alterado. Alegou que o valor fixado para os danos morais era excessivo. Entretanto, a Quarta Turma manteve a decisão da segunda instância. 
O ministro Luis Felipe Salomão, relator do recurso, afirmou que a tese foi adotada em virtude do disposto no artigo 43parágrafo 3º e no artigo 73, ambos do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Esse último dispositivo caracteriza como crime a falta de correção imediata dos registros de dados e de informações inexatas a respeito dos consumidores. 
No que se refere ao valor da indenização, Salomão destacou que a jurisprudência da Corte é bastante consolidada no sentido de que apenas as quantias “ínfimas” ou “exorbitantes” podem ser revistas em recurso especial. E para o relator, a quantia de R$ 5 mil “além de atender as circunstâncias do caso concreto, não escapa à razoabilidade”.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Forró Aniversário de 85 anos de meu Pai

http://www.youtube.com/v/V_ypIHAJYR8?version=3&autohide=1&showinfo=1&attribution_tag=pJBASGD4FkDS-yDGW-6uGA&autoplay=1&autohide=1&feature=share

Forró Aniversário de 85 anos de meu Pai

http://www.youtube.com/v/V_ypIHAJYR8?version=3&autohide=1&showinfo=1&attribution_tag=pJBASGD4FkDS-yDGW-6uGA&autoplay=1&autohide=1&feature=share

sábado, 6 de julho de 2013

O pedágio e a cabeça do bacalhau

Ouvindo as preces do governador, o povo resolveu ajudar: os protestos, agora, são para o governo capixaba.


Quando as bombas caíram todas no colo de Dilma, Casagrande afirmou: “Se Deus me der saúde, meu objetivo é buscar atender ao máximo aos pedidos escritos em cartazes expostos nas manifestações”. Ouvindo as preces do governador, o povo resolveu ajudar: os protestos, agora, são para o governo capixaba.

Porém, além da falta de diálogo, a administração anda míope diante dos cartazes que pedem o fim do pedágio da Terceira Ponte. E não faltam razões para o protesto. Os 3,3 km entre Vitória e Vila Velha são os mais caros do país. A tarifa é de R$ 1,90, ou seja, R$ 0,57/km, quase o dobro dos R$ 0,33/km do sistema Anchieta-Imigrantes, de São Paulo. Detalhe: a rodovia paulista conta com 10 faixas ao longo de seus 176 km, algo bem distante das nossas modestas quatro pistas de cartão postal. Em 2008, o trânsito caótico fez o governo cobrar obras de melhorias à Rodosol. A concessionária, então, disse que o contrato não lhe obrigava empreender melhorias de tráfego e que o pedágio poderia ser aumentado como bem entendesse.

O misterioso contrato-cabeça-de-bacalhau é a polêmica. De um lado, o deputado Euclério Sampaio (PDT) argumenta que vias municipais de Vila Velha foram estadualizadas para serem cedidas à Rodosol sem a aprovação do Legislativo. Do outro, a empresa diz que investiu R$ 380 milhões na Rodovia do Sol e que o pedágio é seu direito.

Contudo, se parece mudo e míope, o governo tem uma habilidade em torpedinhos como ninguém. Durante a sessão que votaria o fim do pedágio, alguns parlamentares não paravam de receber mensagens no celular, vindas do Palácio Anchieta. Na noite anterior, houve até reunião de emergência. Disseram que era “apenas uma reflexão”.

Os pensamentos sobre a vida não pararam por aí. Agora, o Executivo pressiona os deputados Dary Pagung (PRP) e Sérgio Borges (PMDB) para que peçam as famosas “vistas” do projeto e adiem o assunto. E como semana que vem começam as férias, o tema só voltaria em agosto! A Assembleia vai virar hotel.

Mas a Rodosol anda longe de perder as noites de sono. Os 77 mil veículos/dia na ponte geram uma renda de R$ 50 milhões por ano. A quebra do contrato acarretaria em multa de R$ 549 milhões, ou seja, 11 anos de pedágio! Acontece que a concessão termina daqui a 10 aninhos. Portanto, a Rodosol levaria meio bilhão de reais sem gasto algum com manutenção, iluminação, nem a tradicional reconstrução das cabines após os protestos.

Porém, os R$ 7,20 cobrados na rodovia têm passado despercebidos. Em cálculos simples, nos últimos dez anos a Rodosol já arrecadou, por baixo, R$ 200 milhões na ligação Vila Velha-Guarapari. Somando, novamente por baixo, míseros cinco anos na ponte, tem-se mais R$ 250 milhões, chegando-se facilmente a R$ 450 milhões. Se o investimento foi de R$ 380 milhões, a Rodosol já levou alguns centavos a mais. Aceitamos o troco!

Estranho é que pouco se fala em números. Ninguém diz ao certo quanto custou a ponte e quando foi paga. Também ignora-se que o tráfego cresceu mais de 450% e superou todas as previsões do início das negociações. O único valor lançado no ringue é o da tal multa que, se depender do governo, nos obrigará a pedir esmola nos antigos pedágios.

De nada adianta o governador ameaçar prefeitos com corte de investimentos. É inútil dizer que “não assinou contrato algum”, pois, na época, Casagrande era vice-governador. Não adianta, também, bater na mesa dizendo que o Legislativo terá que mostrar de onde virá o dinheiro. Que tal cortar as centenas de cargos comissionados espalhados pelo Estado? E os carros de luxo? E a lista quilométrica de privilégios e auxílios? Já daria para começar a vaquinha, hein!

O fato é que a população cansou de pagar por acordos que nem mesmo o governo consegue explicar. Este deveria debruçar-se sobre os fatos, sem medo de ferir velho$ amigo$, e provar, com números e leis aquilo que conduz.

O povo cansou do governo “crescer” “sem a gente”. E cabe a Casagrande administrar a bomba. Se me permite uma dica, ler os cartazes pode ser o primeiro passo.

Gabriel Tebaldi, 20 anos, é estudante de História da Ufes
Fonte: A GAZETA

sábado, 1 de junho de 2013

Feriado, sangue e justiça

O feriado é apenas uma parte do ócio que se estende pelo ano, sobretudo no Legislativo


GABRIEL TEBALDI | gab_meira@hotmail.com
Já disse Jô Soares: “No Brasil, feriado religioso até ateu comemora”. E se até os que “creem na falta de crença” agradecem a Deus pelo descanso, não seria diferente na política, terra distante da santidade. Por lá, os senhores glorificam como as notas do Real: “Deus seja louvado”.

O feriado é apenas uma parte do ócio que se estende pelo ano, sobretudo no Legislativo. O reflexo da negligência é uma sociedade que caminha a passos largos para a barbárie. Nesse rumo, quem não tem ponto facultativo é a violência. Em cinco dias, dois crimes bárbaros lembraram rankings que nem o marketing consegue esconder e revelaram que, se crescer é com a gente, assassinar friamente também é!

Em apenas 90 dias, 432 pessoas foram mortas no Espírito Santo. E somos destaque nacional: Serra é o município mais violento do país, com 97 assassinatos para cada 100 mil habitantes – só em 2012 somou 267 homicídios. Mas nada parece preocupar os vereadores serranos. Enquanto projetos de combate à violência estão na fila para votação, as excelências, simplesmente, não comparecem às sessões.

O serviço na Câmara é pesado: duas sessões por semana, com três horas cada. Para isso, os 23 representantes recebem o maior salário do Estado, R$ 9,2 mil por mês, ou seja, mais de R$ 380,00 por hora de “serviço”. Sem falar dos 15 assessores a R$ 3,5 mil cada. Mesmo assim, é comum não haver quórum para as votações. Mais da metade dos vereadores assina a presença e, minutos depois, vai embora. Saem por aí, gastando os 200 litros de combustível que recebem.

A terceira cidade mais violenta do Brasil também é nossa! Cariacica tem 91 assassinatos para cada 100 mil habitantes e, em 2012, somou 232 homicídios. Para enfrentar os problemas, a Câmara criou três vagas a mais em 2011, totalizando 19 vereadores. Porém, a única diferença percebida foi no orçamento: no ano passado, o salário subiu de R$ 4.740 para R$ 8 mil.

Mas justiça seja feita! Em Cariacica não há clima de feriado nas sessões. Na semana passada, os vereadores aprovaram mais de 20 projetos em um mesmo dia num surto de utilidade: a lei 22/2013, por exemplo, declarou de utilidade pública a Associação de Produtores Rurais e Trabalhadores da Ceasa. Já a 113/2013, declarou de utilidade pública a Congregação Redentorista do bairro Nova Rosa da Penha. Não menos importante, a lei 79/2013 fez o mesmo para a Associação Terapêutica Miguel Arcanjo. Medidas que mudarão o rumo do município! São, realmente, momentos de tensão para o crime organizado.

Já Vila Velha, mesmo sendo considerada a sétima cidade mais violenta do país, com 69 assassinatos para cada 100 mil habitantes e 177 homicídios em 2012, não priorizava o debate da segurança. Somente na última semana a Câmara criou uma comissão para o tema. Detalhe: dias após a população linchar, esfaquear, apedrejar e matar um caminhoneiro.

A realidade mostra que as principais mazelas da população passam distante da prioridade política. Somada a isso, a ineficiência policial gera números igualmente preocupantes: dos 267 homicídios da Serra, apenas 90 inquéritos foram concluídos. Em Cariacica, dos 232, apenas 80 chegaram ao fim. E em Vila Velha, foram apenas 87 dos 177. Nessa estrada, surge o caminho da barbárie: a justiça com as próprias mãos.

Cinco dias após a população assassinar o caminheiro do acidente em Vila Velha, moradores de Vargem Alta fizeram o mesmo com um estuprador que matou Kevilin, de 10 anos. Longe de justificar tais horrores, uma equação traça algumas explicações: o total descaso político, somado à cegueira judicial e à certeza da impunidade, faz-nos, após quase quatro mil anos, retornar à Lei de Talião, o famoso “Olho por olho, dente por dente”.

O fato é que a irresponsabilidade e o eterno feriado dos que deveriam conduzir o Estado criarão, cada vez mais, o sentimento expresso no velório de Kevilin. Lá, um cartaz trazia os dizeres: “Você é um anjo e vai para céu. Já fizemos justiça. Ele vai para o inferno, de onde nunca deveria ter saído”. E nós, para onde iremos?

Gabriel Tebaldi, 20 anos, é estudante de História da Ufes

terça-feira, 14 de maio de 2013

Marca Corinthians

14/05/2013 - 17h25

Marca Corinthians é a única a valer mais de R$ 1 bi em 2013, revela estudo

Do UOL, em São Paulo
O Corinthians é o único clube brasileiro com valor de marca superior a R$ 1 bilhão. Esta é a conclusão que chega o estudo realizado pela BDO RCS Auditores Independentes, que tem como um dos proprietários o diretor financeiro do Timão, Raul Correa da Silva.
Segundo o estudo, o Corinthians vale em 2013 a quantia de R$ 1,108 bilhão, seguido pelo Flamengo, com R$ 855,4 milhões. Completa o pódio o São Paulo, com valor de R$ 848, 2 milhões.
A BDO avaliou o valor da marca dos 23 principais clubes do futebol brasileiro. O valor consolidado em 2013 apresentou evolução de 9% em relação ao ranking de 2012 e 69% de crescimento desde 2009.

Confira o ranking do valor dos clubes brasileiros:
1 – Corinthians: R$ 1,108 bilhão
2 – Flamengo: R$ 855,4 milhões
3 – São Paulo: R$ 848,2 milhões
4 – Palmeiras: R$ 496,4 milhões
5 – Inter: R$ 412,9 milhões
6 – Santos: R$ 377,4 milhões
7 – Grêmio: R$ 359,6 milhões
8 – Vasco: R$ 323,2 milhões
9 – Atlético-MG: R$ 214,9 milhões
10 – Cruzeiro: R$ 202,8 milhões
11 – Fluminense: R$ 170,2 milhões
12 – Botafogo: R$ 124,2 milhões
13 – Coritiba: R$ 92,4 milhões
14 – Atlético-PR: R$ 89,1 milhões
15 – Bahia: R$ 66,3 milhões
16 – Portuguesa: R$ 51,4 milhões
17 – Goiás: R$ 47,7 milhões
18 – Vitória: R$ 44,9 milhões
19 – Sport: R$ 41,5 milhões
20 – Náutico: R$ 38 milhões
21 – Figueirense: R$ 35,4 milhões
22 – Avaí: R$ 29,6 milhões
23 – Ponte Preta: R$ 28 milhões

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Boneca inflável


Valentina: R$ 5 mil para passar a noite com boneca inflável

Real doll tem olhos verdes, esqueleto flexível, pele similar à humana e teve virgindade leiloada por R$ 109 mil.


FIORELLA GOMES | fnunes@redegazeta.com.br
Bonita, olhos verdes, boca carnuda, corpo de causar inveja e capaz de guardar segredos. Pela bagatela de R$ 5 mil, por quatro horas, um motel de São Paulo oferece essa companhia perfeita a homens solitários. Mas se engana quem pensa que se trata de uma mulher: a bela é uma boneca erótica (real doll), que recebeu o nome de Valentina.
Foto: Divulgação
 Divulgação
Valentina, a real doll que custa R$ 5 mil por programa em motel de São Paulo


Fabricada nos Estados Unidos e trazida ao país pelo site Sexônico, a boneca custou R$ 40 mil para ser desenvolvida e é única no país. A novidade foi lançada na 1ª Mostra Internacional de Bonecas Infláveis, realizada em São Paulo e teve a "virgindade" leiloada por R$ 109 mil, pagos por um publicitário paulista, de cerca de 30 anos. Agora ela está disponível no Motel Swing para quem tiver disposição de pagar o valor estipulado.

Valentina tem esqueleto feito por material PVC, 1,65 cm de altura e 75 kg de peso. Pode ser colocada em qualquer posição, porque tem todas as articulações humanas e é revestida por cyberskin, um material de silicone que reproduz a pele humana.

Foto: Divulgação
 Divulgação
Valentina tem esqueleto feito por material PVC, 1,65 cm de altura e 75 kg de peso



Quando é colocada em contato com água quente - durante um banho, por exemplo -, a boneca  apresenta um calor corporal próxima ao de um ser humano. Possui também pelos pubianos fixos, unhas e dentes - feitos do mesmo material. Já os cabelos da boneca são humanos, e a maquiagem feita por uma profissional.
Valentina tem outros diferenciais em relação às bonecas infláveis, como boca articulada e o canal vaginal renováveis, o que garante a higiene na hora da relação. A limpeza da boneca e as trocas das entradas são feitas pelos funcionários do local.

domingo, 21 de abril de 2013

Sexo: o que fazer quando é o marido que alega "dor de cabeça"


Doenças e mulheres que não se cuidam podem reduzir desejo sexual masculino


Dayse Torresdtorres@redegazeta.com.br

Não ter desejo sexual é tão natural para os homens quanto é para as mulheres. Mas, a “dor de cabeça” na “Hora H” não precisa significar o fim do relacionamento. Com jeitinho, paciência e bom humor, é possível, sim, ajudar o seu parceiro a elevar a libido (e com você).

Existem vários motivos que podem levar à falta desejo sexual, que vão desde a redução da testosterona no organismo a estar se relacionando com uma mulher que deixou de se cuidar.

“Os problemas de saúde serão tratados com a ajuda de um urologista ou sexólogo, que farão exames e indicarão medicamentos. Mas, o lado psicológico e a postura da companheira também devem ser analisados”, recomenda a sexóloga e ginecologista Denise Galvêas.

A médica explica que o problema pode surgir em qualquer faixa etária, e a mulher precisa ter muita paciência para lidar com essa fase. “Educação, respeito e paciência são essenciais. Ter bom humor também é importante. Porém, isso não significa fazer brincadeiras indelicadas”.

Segundo a médica, a relação precisa ser avaliada para verificar se é algo ligado à saúde ou o motivo é a falta de atração do homem pela sua mulher. Com os exames feitos e se há sentimento entre eles, a mulher pode ajudar o casal com uma simples mudança.

“Às vezes, basta que ela volte a se cuidar e a ser carinhosa como antes. É preciso descobrir porque ela não é mais carinhosa – muitas vezes, isso acontece porque ele deixou de ser mais atencioso com ela –, e se cuidar, pois homem gosta de mulher bem arrumada e perfumada”.

Tudo vai voltar ao normal

Possíveis causas
Testosterona
Pode ser uma causa orgânica, como redução de testosterona. Isso acontece por volta dos 50 anos
Doenças
Problemas como depressão, hipotireoidismo, distúrbios de ansiedade, uso de alguns medicamentos – como os antidepressivos – e doenças crônicas
Psicológico
Experiências sexuais ruins, decepções, cansaço, estresse, doenças na família, morte de algum parente ou amigo, preocupação, autoestima baixa, desemprego e salário baixo
Ligados à mulher
Sem ânimo
Desmotivação conjugal com aquela parceira especificamente
Beleza
Isso pode acontecer quando a mulher deixa de cuidar da aparência e higiene. A mulher precisa ficar arrumada e perfumada
Falta de atitude
Ela não é ativa no sexo ou não gosta mais
Fala demais
É grosseira e reclama o dia inteiro sobre tudo
Falta de respeito
Quando a mulher humilha o parceiro, seja por sua aparência, porque ele ganha menos que ela, está acima do peso, está ficando careca ou porque ele não tem libido
Indelicadeza
Quando a mulher não é mais delicada na relação, como quando se conheceram
Disputa
Quando ela insiste em disputar o poder com seu marido
Sem admiração
Quando a mulher não é dinâmica nem produtiva. Assim, o homem fica desmotivado e deixa de admirá-la como pessoa e como mulher
Como ajudá-lo
Regras básicas
Ter educação, respeito e bom humor (sem exageros) para lidar com o problema e paciência
Sem pressão
Conversar com o parceiro, sem pressão, sem críticas destrutivas e sem questionar a masculinidade dele. Ofereça ajuda
Médico
Sugira uma visita a um urologista ou sexólogo para ajudar no processo. Assim, ele fará exames para tentar descobrir o que está havendo
Remédios
Se for algo orgânico, ele vai usar o medicamento correto e tudo voltará ao normal na cama
Terapia de casal
Se for algo ligado à relação, o casal vai ter que descobrir – com ajuda do sexólogo – o que precisa ser mudado. A mulher deve estar disposta a escutar – sem se sentir ofendida – e, se for o caso, tentar mudar para que o casal se reaproxime
Falar mais
Se for uma questão apenas dele, o homem deve fazer terapia sozinho para se restabelecer
Carinho
Nem tão perto
Não force uma penetração, pois ele está sem desejo sexual. Não priorize o contato genital
Carícias
Priorize as carícias para que um redescubra o corpo do outro
Passe longe
Erotizar demais com lingeries e fantasias de sex shop não é indicado para este momento. Ele pode ver isso como pressão
Recomeço
Saiam para namorar, jantem fora, convide-o para ir ao cinema, tenham momentos só para os dois
Fonte: Denise Galvêas, sexóloga e ginecologista