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sexta-feira, 30 de março de 2012

SEDÃS PEQUENOS, resultados de fevereiro: Voyage começa a ameaçar liderança do Corsa Sedan

Voyage Comfortline 2012

Em janeiro a diferença entre o Chevrolet Corsa Sedan e o VW Voyage havia sido superior a 3,2 mil unidades. Fevereiro, por sua vez, mostrou um panorama bem mais acirrado entre os sedãs pequenos.

Enquanto o líder da marca norte-americana caiu 22,6% em relação a 2011 e fechou o mês com 7.226 unidades emplacadas o modelo da alemã avançou quase 16% e chegou às 6.639 unidades. O resultado foi uma diferença de apenas 587 unidades, a menor já registrada entre os dois concorrentes.

Chevrolet Classic 2011

Prestes a receber uma nova geração, o Fiat Siena amargou uma queda de quase 60% nos últimos 12 meses e registrou 4.084 unidades, mas ainda garantiu presença no pódio.

O Ford Fiesta Sedan, 5º, já começa a ameaçar a 4ª posição do Prisma – a diferença foi de apenas 110 unidades a favor do Chevrolet (2.867 x 2.757). Com queda de quase 22,5% o Renault Logan se manteve na “lanterna” da categoria, com 2.156 unidades.

Novo Fiesta Sedan 2011

Confira os resultados finais de fevereiro:

SEDÃS PEQUENOS

RANKING GERAL
1. Chevrolet Corsa Sedan – 7.226
2. VW Voyage 6.639
3. Fiat Siena – 4.084
4. Chevrolet Prisma – 2.867
5. Ford Fiesta Sedan – 2.757
6. Renault Logan – 2.313

SUBIRAM (2012/2011) ↑
• VW Voyage +15,62%
• Ford Fiesta Sedan +2,34%

DESCERAM (2012/2011) ↓
• Fiat Siena -59,81%
• Chevrolet Corsa Sedan -22,58%
• Renault Logan -22,49%
• Chevrolet Prisma -20,80%

Por Thiago Parísio / Fonte: Fenabrave

quarta-feira, 28 de março de 2012

PICAPES PEQUENAS, resultados de fevereiro: Strada volta a abrir vantagem e Hoggar continua em seu “calvário”

Num mês em que todos os modelos registraram queda nas vendas em relação ao mesmo período de 2011 a Fiat Strada minimizou os prejuízos. Se em janeiro a vantagem da líder entre as picapes pequenas sobre a rival VW Saveiro foi inferior a 1,6 mil unidades, em fevereiro a diferença subiu para mais de 4 mil unidades (8.617 x 4.612).

O pódio foi completado por uma Chevrolet Montana que emplacou 2.485 unidades e recuou quase 27% de um ano para o outro. A veterana Ford Courier, que perdeu pouco mais de 15%, manteve a 4ª posição graças às 499 unidades.

Nova Saveiro Cross 2010

Como tem se tornado comum no segmento, ninguém tem registrado perdas maiores do que a Peugeot Hoggar. No mês passado foram emplacadas apenas 210 unidades em todo o país, 55,3% a menos do que há um ano. A “lanterna”, como habitual, coube à chinesa Hafei Mini (80).

Confira os resultados finais dos principais modelos em fevereiro:

PICAPES PEQUENAS

RANKING GERAL
1. Fiat Strada – 8.617
2. VW Saveiro – 4.612
3. Chevrolet Montana – 2.485
4. Ford Courier – 499
5. Peugeot Hoggar – 210
6. Hafei Mini – 80

SUBIRAM ↑ (2012/2011)
• Nenhuma

DESCERAM ↓ (2012/2011)
• Peugeot Hoggar -55,32%
• Chevrolet Montana -26,89%
• Hafei Mini -21,57%
• VW Saveiro -16,63%
• Ford Courier -15,14%
• Fiat Strada -14,23%

Por Thiago Parísio / Fonte: Fenabrave


segunda-feira, 26 de março de 2012

PICAPES MÉDIAS / GRANDES, resultados de fevereiro: Hilux mantém dianteira e L200 ultrapassa S10

Mitsubishi L200 Triton 2011

A principal novidade entre as picapes médias e grandes em fevereiro foi a posição da Mitsubishi L200: com 1.409 unidades emplacadas, 8 a mais do que a Chevrolet S10, o modelo japonês assegurou a vice-liderança do segmento.

A liderança, assim como em janeiro, coube à Toyota Hilux e suas 2.264 unidades. Mesmo prestes a receber uma nova geração no Brasil, a Ford Ranger avançou quase 10% e fechou o mês em 4º lugar, com 1.198 unidades.

Nova Toyota Hilux 2012

O maior crescimento ficou com a VW Amarok, que registrou um avanço de 34,4% graças às 786 unidades emplacadas, suficientes para garanti-la no top 5, logo à frente da Nissan Frontier (772).

Confira os resultados finais dos principais modelos em fevereiro:

PICAPES MÉDIAS / GRANDES

RANKING GERAL
1. Toyota Hilux – 2.264
2. Mitsubishi L200 – 1.409
3. Chevrolet S10 – 1.401
4. Ford Ranger – 1.198
5. VW Amarok – 786
6. Nissan Frontier – 772
7. Hafei Ruiyi – 302
8. Ford F250 – 27
9. Mahindra – 10
10. Effa Plutus – 8
11. Dodge Ram – 4
12. Agrale Marruá – 3

SUBIRAM ↑ (2012/2011)
• VW Amarok +34,36%
• Ford Ranger +9,81%
• Nissan Frontier +2,80%
• Toyota Hilux +2,12%

DESCERAM ↓ (2012/2011)
• Ford F250 -82,91%
• Mahinda -60,00%
• Chevrolet S10 -46,26%
• Hafei Ruiyi -40,55%
• Mitsubishi L200 -17,46%

Observações: A Effa Plutus não era comercializada em fevereiro de 2011. A Dodge Ram, por sua vez, não teve nenhuma unidade comercializada naquele período. Já a Agrale Marruá emplacou as mesmas 3 unidades no ano passado, não existindo variação percentual.

Por Thiago Parísio / Fonte: Fenabrave


quinta-feira, 22 de março de 2012

Hatches Médios - i30 na ponta

O mês de fevereiro trouxe um fato histórico entre os hatches médios.





Pela 1ª vez o Nissan Tiida assegurou presença no pódio da categoria. Foram comercializadas 988 unidades, número quase 17,5% superior ao registrado no mesmo período de 2011.






Quem saiu no prejuízo com o crescimento do Tiida foi o veterano VW Golf, que caiu para a 4ª posição ao emplacar 916 unidades e ver as vendas caírem quase 38% de um ano para o outro.
O Hyundai i30 permaneceu na ponta, mas as 1.557 unidades emplacadas representaram uma redução de quase 55%. Vice-líder, o Ford Focus (1.198) também perdeu espaço, mas em menor escala: -42,4%. O Fiat Bravo, que avançou 4,6% e chegou às 732 unidades, voltou ao top 5.

Em seu 1º mês de comercialização o Peugeot 308 emplacou 207 unidades e garantiu presença no top 10. Embora ainda não lançado oficialmente, o Chevrolet Cruze Hatch apareceu em 16º lugar com 27 unidades emplacadas, possivelmente como distribuição prévia para concessionárias.
Outrora figurando entre os modelos mais vendidos, os sul-coreanos Kia Soul e Hyundai Veloster continuaram à sombra do que foram essencialmente por conta da alta do IPI e registraram apenas 441 unidades e 318 unidades, respectivamente.

Confira os destaques de fevereiro:



HATCHES MÉDIOS



RANKING GERAL





1. Hyundai i30 – 1.557


2. Ford Focus – 1. 198


3. Nissan Tiida – 988


4. VW Golf – 916


5. Fiat Bravo – 732


6. Citroën C4 – 611


7. Kia Soul – 441


8. Peugeot 307 – 353


9. Hyundai Veloster – 318


10. Peugeot 308 – 207


11. BMW Série 1 – 112


12. Audi A3 – 48


13. Chevrolet Astra – 44


14. Chevrolet Vectra Hatch – 41


15. Subaru Impreza – 41


16. Chevrolet Cruze Hatch – 27


17. Volvo C30 – 8


18. VW Beetle – 3



SUBIRAM (2012/2011)





↑• Nissan Tiida +17,48%


• Fiat Bravo +4,57%



DESCERAM (2012/2011)





↓• Chevrolet Astra -97,23%


• VW Beetle -96,05%


• Chevrolet Vectra Hatch -93,29%


• Kia Soul -69,50%


• Volvo C30 -68,00%


• Subaru Impreza -64,66%


• Peugeot 307 -55,32%


• Hyundai i30 -54,59%


• Audi A3 -52,00%


• Ford Focus -42,38%


• VW Golf -37,69%


• Citroën C4 -33,66%


• BMW Série 1 -2,61%



Observação:





Hyundai Veloster e Peugeot 308 não eram comercializados em fevereiro de 2011. Já o Chevrolet Cruze Hatch ainda não foi lançado oficialmente no país, com os emplacamentos de fevereiro possivelmente referentes à prévia distribuição para concessionárias.



Por Thiago Parísio / Fonte: Fenabrave

terça-feira, 20 de março de 2012

Cruze LZT - Consumo na Cidade

O Chevrolet Cruze é um carro que recebe muito bem o motorista em relação aos itens de conforto e ergonomia. Ao avaliar o modelo em condições normais de uso, ou seja, utilizando na cidade como qualquer pessoa, muitos atributos positivos foram observados. Confira as impressões ao dirigir o Cruze LTZ no trânsito urbano.

Como falamos anteriormente, o Cruze LTZ oferece ajustes manuais de altura do banco do motorista e de altura e profundidade da coluna de direção, o que permite encontrar a posição ideal para dirigir com facilidade. Retrovisores ajustados, cinto afivelado, hora de dar a partida no carro pressionando o botão. O ronco do motor 1.8 16V Ecotec difere bastante do 2.0 FlexPower da linha Vectra.

Ao rodar com o Cruze por ruas legitimamente brasileiras, a suspensão trabalha razoavelmente bem, mas ao passar em buracos, as rodas de 17 polegadas e os pneus de perfil mais baixo transmitem as imperfeições aos ocupantes. Comparando com a suspensão do Novo Civic que avaliamos anteriormente, podemos dizer que é mais firme e mesmo assim, ligeiramente mais confortável. A sensação é de um carro na mão, fato que fica ainda mais nítido com a precisão da direção elétrica. Podemos classificar o perfil de condução que o Cruze mais para esportivo, oferecendo sempre boa estabilidade e controle do carro.

O novo câmbio de automático de 6 marchas tem pontos positivos e negativos. Ao acelerar, as trocas são feitas de forma quase que imperceptíveis. O escalonamento das marchas é bom e permite ao motor trabalhar bem. No entanto, em situações de retomada de velocidade, onde se pisa forte no acelerador, o câmbio fica indeciso se reduz uma ou duas marchas. Na prática, esse vacilo é um pouco incômodo, pois o câmbio reduz um pouco, depois reduz mais e o motor acaba gritando. Já na situação de aceleração forte continua, o câmbio entende o recado e trabalha bem.

Este câmbio ainda possui sensor de inclinação. Com ele, o câmbio é capaz de identificar que o carro está numa descida, e caso o motorista não esteja acelerando, ele “segura” o carro com o freio-motor. Em outros carros automáticos, ao entrar numa grande ladeira, o câmbio mantém o ritmo forte obrigando o motorista a freiar com mais intensidade ou reduzir o câmbio manualmente (mudando para posição 3, 2 ou 1 na maioria dos modelos). Quem não está acostumado com esta comodidade, pode estranhar. Ainda sobre a utilização do câmbio automático na cidade, ao reduzir a velocidade para parar em um semáforo, o câmbio dá um pequeno tranco na redução da segunda para primeira, o que é estranho para um câmbio tão moderno.

Consumo do Cruze LTZ na cidade

Durante a avaliação do Cruze, rodamos com o carro abastecido tanto com etanol como com gasolina. Na cidade, cerca de 90% do tempo foi utilizado o ar condicionado e o carro levava duas pessoas. Quando abastecido somente com etanol, o consumo médio oscilou de 6,2 a 6,6 km/litro rodando grande parte do tempo com trânsito pesado. Com gasolina, a melhor média de consumo na cidade com o ar ligado 100% foi de 7,6 km/litro.

Considerações do Cruze na cidade

Em resumo, o Cruze é um carro que agrada bastante ao motorista que gosta de um carro firme, mais voltado para estilo esportivo de condução. O conjunto é moderno e desenvolve bem em altas velocidades (vamos falar isso adiante), mas peca no consumo em trecho urbano. Mesmo assim, está muito à frente do seu antecessor Vectra.

Fonte: Carplace

domingo, 18 de março de 2012

Vendas globais da Hyundai crescem quase 30% em Fevereiro de 2012

A Hyundai Motors registrou um expressivo crescimento nas vendas globais em fevereiro. Com 360.979 novos veículos registrados a marca sul-coreana avançou 28,3% na comparação com as 281.284 unidades de fevereiro de 2011.

Deste total, 307.332 unidades foram comercializadas fora da Coreia do Sul, país-sede da montadora. Isto representou nada menos que 85,1% de tudo o que a Hyundai vendeu no mês passado e ainda uma evolução de 32,5% sobre as 231.879 unidades do ano anterior.

Já na Coreia as vendas também cresceram, mas num ritmo mais moderado. Foram 53.647 unidades, 8,6% a mais do que em fevereiro passado (49.405).

quarta-feira, 14 de março de 2012

Hatches Pequenos/Compactos

Mesmo registrando uma queda de quase 20% no número de emplacamentos na comparação com o mesmo período do ano anterior o VW Fox / Crossfox fechou o mês de fevereiro com 10.561 unidades e avançou frente ao total de janeiro.
O Ford Fiesta assegurou o 2º lugar com 8.280 unidades registradas e um crescimento superior a 18%. 3º, o Renault Sandero também avançou (+16,5%) e terminou o mês com 6.024 unidades.

O Chevrolet Agile parece ter perdido um pouco de fôlego e viu as vendas, de 4.803 unidades, recuarem quase 25% de um ano para o outro. Completando o top 5 veio o Fiat Punto (2.478), com 7,5% de avanço.
Modelos que chegaram a ser anunciados como concorrentes quando lançados no 2º semestre do ano passado, o Fiat 500 e o Kia Picanto vivem momentos absolutamente distintos. Enquanto o pequeno da marca italiana assegurou quase 1,5 mil unidades e cresceu acima de 2.000%, o compacto da sul-coreana, com menos de 300 unidades emplacadas, foi quem mais perdeu espaço: -69%.

Confira os resultados de fevereiro:

HATCHES PEQUENOS / COMPACTOS

RANKING GERAL

1. VW Fox / Crossfox – 10.561
2. Ford Fiesta – 8.280
3. Renault Sandero – 6.024
4. Chevrolet Agile – 4.803
5. Fiat Punto – 2.478
6. Chevrolet Corsa – 2.363
7. Citroën C3 – 2.194
8. Fiat 500 – 1.468
9. JAC J3 – 769
10. VW Polo – 643
11. Kia Picanto – 270
12. Mini Cooper – 172
13. Audi A1 – 131
14. Chery Cielo Hatch – 54
15. Smart Fortwo – 34
16. Citroën DS3 – 31

SUBIRAM (2012/2011)

↑• Fiat 500 +2.618,52%
• Ford Fiesta +18,39%
• Renault Sandero +16,50%
• Fiat Punto +7,46%

DESCERAM (2012/2011) ↓

• Kia Picanto -69,00%
• Chery Cielo Hatch -55,37%
• Smart Fortwo -33,33%
• Chevrolet Corsa -25,65%
• Citroën C3 -25,04%
• Chevrolet Agile -24,21%
• VW Fox / Crossfox -19,72%
• Mini Cooper -14,43%
• VW Polo -7,75%

Observação:

Audi A1, Citroën DS3 e JAC J3 não eram comercializados em fevereiro de 2011.

Por Thiago Parísio / Fonte: Fenabrave

sexta-feira, 9 de março de 2012

Análise: aliança de GM e PSA começa a cumprir 'profecia dos seis grupos'


O anúncio da aliança entre a General Motors e o grupo PSA Peugeot Citroën, na semana passada, é mais um sinal de que a indústria automotiva corre contra o tempo para se adaptar a um ambiente econômico e geopolítico em transformação.

De uma discreta participação acionária de 7% da GM na Peugeot, e de corriqueiras estratégias conjuntas para economizar US$ 2 bilhões anualmente em custos diversos, o chefão da PSA, Phillipe Varin, já fala em compartilhar linhas de montagem (Peugeot usa Opel, Opel usa Peugeot), enquanto um jornal alemão aponta até a plataforma que seria aproveitada para novos modelos médios da aliança -- a do Insignia, premiado sedã da Opel.

Fica comprovado o tino de Sergio Marchionne, chefão de outra aliança, a de Fiat e Chrysler, que vem repetindo acreditar numa indústria automotiva com até seis grandes grupos industriais, sem "players" menores -- estes seriam gradualmente absorvidos pelos maiores, ou simplesmente fechariam as portas.

Cada um desses megagrupos terá várias marcas, boa parte delas competidoras entre si. No entanto, cada vez mais os carros serão variações sobre plataformas compartilhadas. No Brasil, o caso mais conspícuo é o da própria PSA, que mantém Citroën e Peugeot como rivais, e de Hyundai e Kia, que brigam até na publicidade. Seus produtos, no entanto, usam os mesmos motores, transmissões e demais partes. Mudam as cascas e o status, a depender da imagem da marca.

As alianças GM-PSA e Fiat-Chrysler e o vaticínio de Marchionne dão musculatura a especulações sobre quais seriam os seis grandes grupos automotivos do futuro. Hoje, as empresas candidatas a nave-mãe, por ordem de vendas em 2011, são General Motors, Volkswagen, Renault-Nissan, Toyota, Hyundai-Kia e Ford.

Todas as demais, inclusive a própria Fiat-Chrysler (sétimo lugar no ranking de 2011), acabariam -- de um modo ou outro -- recorrendo a estas para sobreviver. A lista tem nomes fortes como Honda, Suzuki, Mitsubishi, Peugeot, Citroën... A ver.

TEMPO DE MUDAR
A reformulação da indústria automotiva parece inevitável quando alguns dos chamados "mercados maduros", de países desenvolvidos, parecem ter passado ao próximo estágio -- o apodrecimento. É o que se vê na Europa.

Ao mesmo tempo, os chamados países emergentes consomem cada vez mais carros. A China é o maior mercado do mundo, e o Brasil, o quarto, à frente da poderosa Alemanha, sede de várias fabricantes de peso.

A questão energética é global, assim como o da poluição. Nesse cenário tenso e de frágil equilíbrio entre as várias peças dispostas no tabuleiro automotivo (grandes corporações, governos, investidores, marcas, distribuidores, consumidores etc.), jogadas que antes poderiam parecer impensáveis (ou impossíveis) são encetadas.

Por exemplo, aquela que levou uma tradicional fabricante de carros, talvez a mais "ianque delas", acostumada a vender "barcas" a um consumidor fanático por beberrões motores V8, oferecer-se toda a uma italiana especlalista em carros pequenos, econômicos e com histórico de fracasso nos EUA. Foi assim com Chrysler e Fiat.

Outro lance ousado foi confiar o desenvolvimento de produto globais a equipes estrangeiras à matriz, e depois iniciar a produção deles em mercados robustos, mas fora do eixo EUA-Europa. Aconteceu com a nova geração da Chevrolet S10, projetada por brasileiros e lançada na Tailândia, e com o novo Ford EcoSport, outro projeto brasileiro, este apresentado em janeiro passado na Índia.

O objetivo último, evidentemente, é adequar-se à nova realidade dos mercados para cortar custos e, na ponta da operação, aumentar a lucratividade. Além de quem ganha, é preciso ver quem vai perder nesse processo. A boa notícia é que pode não ser o Brasil.

Autolatina e DaimlerChrysler: fracassos históricos


Juergen Schrempp (Daimler) e Robert Eaton (Chrysler) anunciam a união das empresas, em 1998

Sem querer agourar as atuais, não se deve esquecer que a história da indústria automotiva assistiu a várias alianças que não deram certo. No Brasil, as operações conjuntas de Volkswagen e Ford sob o nome Autolatina, iniciadas em 1987 e encerradas em 1996, foram um desastre completo. A joint-venture em nível local, que buscava proteger as duas fabricantes do avanço de Fiat e General Motors, não agradou às matrizes -- que continuaram concorrentes e aparentemente, perceberam que a Autolatina era mais ou menos o mesmo que tentar unificar Corinthians e Palmeiras para enfrentar o São Paulo.

Com investimentos escassos, a Autolatina deixou como herança nos ferro-velhos modelos compartilhados absolutamente medíocres, como Volkswagen Apollo e Ford Verona, e uma Ford em crise e hoje com menos de metade da participação no mercado que possuía em 1987. Fora que, neste século, a Fiat é a líder inconteste no Brasil.

Em âmbito internacional, outra aliança que deu errado foi a entre Chrysler e Daimler, controladora da Mercedes-Benz. Como narra o jornalista Paul Ingrassia no livro "Crash Course" (Random House, 2010), logo após um começo festivo e otimista em 1998, começaram os estranhamentos, primeiro pelos motivos mais absurdos. Executivos americanos e alemães passaram horas discutindo um novo padrão para os cartões de visita da DaimlerChrysler (os europeus eram maiores que os dos EUA); depois, executivos da Daimler protestaram ao ver que a logomarca da nova empresa estava em guardanapos e copos descartáveis, destinados a irem para o lixo após o uso. Já os americanos logo se encheram das viagens aéreas bate-e-volta entre Detroit e Stuttgart para comparecer a reuniões no QG da DaimlerChrysler.

PREJUÍZO FINAL
Os desentendimentos evoluíram para questões mais importantes. Os executivos americanos, por exemplo, ganhavam muito mais que os alemães. Estes não entendiam porque seus colegas dos EUA davam tantas satisfações a Wall Street, com relatórios financeiros públicos trimestrais (não obrigatórios na Alemanha).

Quando a Chrysler começou a perder dinheiro, o bigodudo Dieter Zetsche foi enviado a Detroit para, numa intervenção branca determinada pela Daimler (que sempre foi a verdadeira dona do negócio), pôr ordem na casa ianque. O lançamento do sedã 300C em 2004 injetou ânimo na companhia, mas bastou o preço da gasolina voltar a subir para que suas vendas caíssem. Ao final daquele mesmo ano, 41% dos carros vendidos nos EUA eram de origem estrangeira (especialmente asiáticos).

Em 2007, a Daimler vendeu 80% da Chrysler para uma firma de investidores com o simpático nome de Cerberus, por módicos US$ 7,4 bilhões -- em 1998, havia entrado com US$ 36 bilhões para controlar a parceira. Três anos depois, sem Zetsche (hoje chefão da Daimler) e com Sergio Marchionne, sem a Daimler e com a Fiat, a Chrysler segue à procura de um rumo.

domingo, 4 de março de 2012

Veículos - Mais vendidos em Fevereiro de 2012

1/3/2012 - Uno ameaça, mas não supera o campeão.


A situação do Gol é tão estável que mesmo num mês fraco, como fevereiro, ele perde a liderança. O carro da Volkswagen vendeu no mês passado 18.597 unidades, apenas 255 a mais do que o Uno, mas foi o suficiente para mantê-lo na eterna liderança. E não há nenhum indicativo de que ele possa perder a posição.

Uma possível ameaça fica limitada ao Uno, que vendeu 18.342 unidades em fevereiro, porque nenhum outro carro tem poder de fogo para sonhar com a liderança do mercado.

Depois de Gol e Uno, que venderam na faixa dos 18 mil carros em fevereiro, o volume mensal de vendas cai para a faixa dos dez mil. Palio, em terceiro, vendeu 11.555; Fox, em quatro, 10.561.

Em seguida surgem mais dois carros na faixa dos oito mil (Celta e Strada), depois o Classic (Corsa velho), com sete mil e encerrando o ranking dos dez mais vêm o Voyage, o Fiesta hatch e o Sandero, todos na faixa de seis mil unidades (veja lista).

Veja o ranking dos 100 carros mais vendidos no Brasil em fevereiro

RANKING POR MODELO FEV 2012

Ord. Descrição Qtd.
1 Gol 18.597
2 Uno 18.342
3 Palio 11.555
4 Fox 10.561
5 Celta 8.657
6 Strada 8.616
7 Classic 7.198
8 Voyage 6.639
9 Fiesta hatch 6.190
10 Sandero 6.025
11 Agile 4.803
12 Saveiro 4.612
13 Siena 4.085
14 Ka 3.703
15 Corolla 3.678
16 Cobalt 3.661
17 Civic 2.962
18 Prisma 2.867
19 Cruze 2.854
20 FIESTA sedã 2.757
21 March 2.664
22 Montana 2.485
23 Punto 2.478
24 Corsa hatch 2.363
25 Logan 2.313
26 Toyota Hilux 2.265
27 Ecosport 2.257
28 Jetta 2.245
29 Citroen C3 2.195
30 New Fiesta hatch 2.090
31 Clio hatch 2.069
32 Fit 2.033
33 207 2.008
34 Duster 1.983
35 Spacefox 1.901
36 Kombi 1.709
37 Idea 1.643
38 Palio Weekend 1.612
39 I30 1.557
40 500 1.468
41 Mitsubishi L200 1.410
42 Tucson 1.410
43 S10 1.401
44 Versa 1.202
45 Focus hatch 1.198
46 Ranger 1.198
47 Cr-V 1.131
48 Megane Grandtour 1.131
49 City 1.123
50 Doblo 1.104
51 Fiorino 1.096
52 Fluence 1.086
53 Mitsubishi Pajero 1.057
54 Ducato 1.033
55 Meriva 1.032
56 Tiida 988
57 Freemont 940
58 Golf 916
59 Sentra 879
60 Chery Qq 871
61 Livina 809
62 New Fiesta Sedã 798
63 Polo Sedã 795
64 Amarok 786
65 207 Sedã 775
66 Frontier 772
67 JAC J3 769
68 Bravo 732
69 Linea 705
70 Mitsubishi ASX 695
71 Captiva 686
72 Focus Sedã 658
73 Polo hatch 643
74 Citroen C3 Aircross 631
75 K2500 626
76 Hyundai HR 613
77 Citroën C4 611
78 Sportage 585
79 Kangoo 538
80 Iveco Daily 508
81 Symbol 501
82 Courier 499
83 JAC J3 Turin 497
84 Ix35 493
85 408 490
86 Master 485
87 Citroen C3 Picasso 473
88 Toyota Hilux Sw4 460
89 307 451
90 Chery Face 445
91 Soul 441
92 Santa Fe 433
93 Sorento 423
94 Zafira 419
95 Sonata 403
96 Transit 399
97 Land Rover Evoque 394
98 Citroen C4 Pallas 379
99 Cerato 353
100 Elantra 351
Renavam