quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"Uber do governo" começa a funcionar em janeiro de 2017

Sistema de transporte será direcionado, inicialmente, a servidores de cinco ministérios.


O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão informou hoje (3) que a empresa Shalom Ltda. venceu a licitação para o serviço de transporte de servidores públicos em atividades administrativas. O valor anual do serviço será de cerca de R$ 12,7 milhões. Atualmente, segundo o Planejamento, o gasto estimado com a frota própria é de R$ 32 milhões. O sistema começará a funcionar, em caráter piloto, em janeiro de 2017.

A ideia é que o novo modelo de transporte de servidores em serviço seja uma espécie de “Uber do governo”, com disponibilização de um aplicativo adaptado às necessidades do serviço público. Inicialmente, participarão apenas cinco ministérios: do Planejamento; da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; da Saúde; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Transparência, Fiscalização e Controle.

Até o início de 2018, espera-se que todos os ministérios migrem para o sistema. Atualmente, segundo o Planejamento, o serviço de transporte é descentralizado: cada ministério tem uma central de atendimento na qual o servidor solicita o carro. No novo modelo, o Ministério do Planejamento ficará responsável por gerir um único contrato, que atenderá a vários ministérios.

O transporte será realizado com frota da empresa vencedora da licitação. Os veículos do governo, cerca de 130, serão realocados para atender a outras necessidades da administração pública federal.

No novo sistema, o governo pagará os deslocamentos dos servidores por quilômetro percorrido e tempo de utilização. Com as mudanças, além da redução do gasto, o governo espera ter mais controle sobre o transporte dos servidores, com informações precisas sobre o trajeto, por exemplo. Os funcionários dos ministérios também poderão avaliar a qualidade do serviço de transporte. Com informações da Agência Brasil.

Moradora de Vitória é escolhida para ser bailarina do Faustão

"Minha mãe sempre me incentivou e, a realização, desse sonho dedico totalmente à ela", afirmou Érica Rodrigues

Foto: Divulgação/Globo
Érica Rodrigues, 23, é a primeira capixaba a se tornar bailarina da equipe do Faustão
Uma moradora de Vitória realizou, nesta semana, um sonho antigo: estreou como bailarina no programa Domingão do Faustão, da Rede Globo. Érica Rodrigues,  23 anos, mora no Centro de Vitória, desde pequena, com a mãe. Na infância, após ser levada pela mãe para fazer teste em uma escola de música no Centro, a bailarina se apaixonou pela dança.
A dançarina conta que participou de uma seletiva em julho do ano passado, porém, não foi selecionada. "Eu fiquei entre as 60 de 12 mil. Vieram três meninas de Vitória. Mas, infelizmente, nenhuma ficou", diz Érica.
No entanto, em julho desse ano, veio uma nova oportunidade de realizar o sonho. A produção da Globo a chamou para fazer um teste. Dessa vez, a bailarina disputou com outras seis candidatas. "Minha mãe sempre me deu força. Se não fosse por ela, eu não teria chegado até aqui". 
Três meses. Esse foi o tempo em que Érica teve de ensaiar, em São Paulo, para poder estrear no programa neste domingo (16). "Minutos antes, a gente fica com o coração na mão. Ansiosa. Mas querendo que chegue logo. A ficha demora a cair um pouco. A gente não se dá conta o quão grande é a oportunidade. Estou bem feliz". A dançarina diz, ainda, que nunca imaginou que fosse trocar as sapatilhas por sandálias plataformas.
Vida
Foto: Divulgação/Globo
Érica Rodrigues, 23, é a primeira capixaba a se tornar bailarina da equipe do Faustão
Érica, que nasceu em Fortaleza, vive na capital do Espírito Santo desde os três anos de idade. A história da bailaria com a música teve início aos sete anos de idade. O incentivo veio da mãe, que a levou para fazer testes de balé na Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música Fafi, no Centro de Vitória. "Minha mãe sempre me incentivou e a realização desse sonho dedico totalmente à ela. Desde então, me apaixonei pela dança. Ela sempre me deu força. Também tenho muito apoio de meu noivo Gabriel".
Antes de ser chamada para fazer o teste, Érica trabalhava como professora de dança em Vitória. Recentemente, tinha iniciado o curso de psicologia em uma faculdade do Estado.
Há três meses, a bailarina mudou-se para São Paulo. "A gente tem ensaio durante a semana. Na folga, às vezes tento vir para casa. Chegar nesse patamar é muito importante. Estou me sentindo muito realizada e feliz", finaliza a bailarina.

25/10/2016 - 13h41 - Atualizado em 26/10/2016 - 07h57
Autor: Rita Benezath | rbenezath@redegazeta.com.br

‘Nós criamos uma delinquência generalizada no País’, diz Barroso

Para o ministro do STF, ‘contágio’ da corrupção ‘ultrapassa o que seria imaginável’; ele pede a redução do foro privilegiado.


Resultado de imagem para STF

BRASÍLIA - “O que me impressiona é que onde você destampa tem alguma coisa errada”, disse ao Estado o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). A pergunta era sobre a Operação Lava Jato, que tramita na Casa sob a relatoria do ministro Teori Zavascki. Barroso evitou qualquer comentário específico, mas manifestou seu assombro com o volume de denúncias que tem vindo à tona.
Em seu quarto ano como ministro – foi indicado pela presidente cassada Dilma Rousseff e aprovado pelo Senado – o ex-advogado e procurador do Estado do Rio de Janeiro, de 58 anos, disse esperar que em breve o País passe por uma campanha incisiva de desjudicialização. “Ninguém pode achar que a vida de um país possa tramitar nos tribunais”, afirmou.
O que mais o impressiona na Operação Lava Jato?
Nós termos construído um país em que um Direito Penal absolutamente ineficiente não funcionou, durante anos, como mínima prevenção geral para evitar um amplo espectro de criminalidade.
O acúmulo das denúncias, portanto.
Sim. Porque não é um episódio, nem dois, nem três. Onde você destampa tem alguma coisa errada. Nós criamos uma delinquência generalizada no País. E com um contágio que ultrapassa tudo o que seria imaginável.
Como é que se sai disso?
Não é fácil. Por mais que o Judiciário consiga fazer bem o seu papel, não se governa um país com o Judiciário. É a política que precisa ser reformada.
E aí está o problema...
A grande contradição é que nós dependemos de mudanças que têm que vir do Congresso. E espontaneamente elas não virão, porque, compreensivelmente, as pessoas não mudam o sistema que as elegeu. A sociedade brasileira, mobilizada, é que deve cobrar as mudanças, começando pelo sistema de justiça, que é o fim do mundo.
O que traz as ações penais contra os políticos para o Supremo e o Superior Tribunal de Justiça é a prerrogativa especial de foro por função, estabelecida pela Constituição. Esse é um dos problemas?
A prerrogativa de foro deveria ser drasticamente reduzida, para abranger apenas os chefes de poder, e, talvez, os ministros do Supremo.
Como ficariam os demais, como deputados e senadores?
Eu defendo a criação de duas varas federais, em Brasília, uma para matéria penal, outra para ações de improbidade administrativa. Esse juízes seriam escolhidos pelo Supremo, com mandato de quatro anos, ao final dos quais seriam automaticamente promovidos para o seu Tribunal, para não dever favor a ninguém. E teriam tantos juízes auxiliares quanto necessário.
Uma das críticas a essa proposta é que um juiz como esse seria poderoso demais...
Qualquer juiz criminal que possa prender alguém é muito poderoso. E depois, na minha proposta, da decisão dele caberia recurso, ou para o Supremo ou para o STJ. Haveria um controle, mas sairia do Supremo esse papel de fazer a instrução do processo, funcionando como primeiro grau.
E por que sediá-los em Brasília?
Porque o parlamentar, sobretudo no seu Estado, no seu município, pode ou ser perseguido ou ser protegido. Eu gosto de brincar: Brasília é muito longe do Brasil, então não tem risco desse tipo de influência local.
Entre essas ações penais que tramitam no Supremo está a Operação Lava Jato...
Eu não vou falar da Lava Jato, mas da tramitação dos processos penais aqui no Supremo, de forma geral. É evidente que o Supremo demora mais. No primeiro grau, quando o Ministério Público oferece uma denúncia, o juiz diz “Recebo a denúncia, cite-se o réu”. Aqui, ao receber uma denúncia, tem que abrir uma fase para a defesa prévia do acusado. Depois, o relator tem que preparar um voto e trazer para plenário, onde cinco ou dez outras pessoas também vão se manifestar sobre aquela questão. Aqui o recebimento de uma denúncia leva, na média, quase dois anos. O sistema é que é ruim.
Melhorou alguma coisa a mudança que manda a maioria dos casos para as turmas (cinco ministros), e não necessariamente para o plenário?
Foi uma mudança de grande importância, e eu mesmo é que sugeri. A turma tem uma dinâmica muito mais rápida, por muitas razões. A ausência da TV Justiça é só uma delas.
A Operação Lava Jato criou um clamor público. Ele deve interferir nas decisões do Supremo?
Numa sociedade democrática, o clamor público sempre deve ser levado em conta. Quem exerce cargo público tem que ter olhos para o mundo e saber o que a sociedade pensa. Mas, evidentemente, não se decide um processo penal em razão do clamor público.
Clamor que também existe, faz tempo, com o sistema de Justiça que o sr. Mesmo chama de “fim do mundo”.
A litigiosidade aumentou, as pessoas têm ido procurar mais os seus direitos. E o Judiciário ainda não está aparelhado para atender a tempo e a hora essa volumosa demanda.
Qual é a solução?
Nós temos que nos aparelhar, melhorar os serviços. Acho que logo ali na frente o País vai ter que passar por uma campanha incisiva de desjudicialização da vida.
Como assim?
Ninguém pode achar que a vida de um país possa tramitar nos tribunais. É esquisito eu dizer isso agora que eu virei juiz, mas nós somos uma instância patológica da vida. Uma matéria chega ao Judiciário quando tem briga. E ninguém deve achar que briga é a forma normal de se solucionar os problemas da vida. Tem que ter mecanismos administrativos de solução amigável.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

EUA têm centenas de candidatos além de Hillary e Trump; veja principais

Libertário Gary Johnson e verde Jill Stein também pontuam em pesquisas.
Inscritos e independentes concorrem com candidatos indicados por partidos.


Parte de cédula eleitoral do condado de Davidson, no estado do Tennessee, nos EUA (Foto: Reprodução/Nashville.gov)

Parte de cédula eleitoral do condado de Davidson, no estado do Tennessee, nos EUA (Foto: Reprodução/Nashville.gov)
As eleições presidenciais dos Estados Unidos oferecem muitas opções para aqueles que se recusam a votar na democrata Hillary Clinton ou no republicano Donald Trump. Na verdade, os eleitores têm este ano centenas de candidatos para escolher -- na Comissão Eleitoral Federal há mais de 1.800 candidaturas registradas, embora muitas sejam de pessoas que aparentemente não fizeram campanha de fato.
Além de Hillary e Trump, apenas outros dois aparecem nas pesquisas de intenção de voto: o do Partido Libertário, Gary Johnson, e a do Partido Verde, Jill Stein.

Em alguns estados, porém, outros nomes estarão impressos nas cédulas. Em pelo menos 15% delas, os eleitores verão as opções Darrell Castle, do Partido Constitucional, Rocky De La Fuente, do Partido Reformista, Gloria Estela La Riva, do Partido pelo Socialismo e Liberação, e o independente Evan McMullin

Existem três formas de concorrer à presidência dos Estados Unidos: sendo indicado por um partido, como candidato independente ou como candidato inscrito. Os mais conhecidos e votados sempre são os do primeiro tipo, neste ano representados por Hillary, Trump, Johnson e Stein.

Para um independente, já é difícil até mesmo ter seu nome incluído nas cédulas. Para isso, é preciso apresentar uma petição somando pelo menos 880 mil assinaturas em todos os 50 estados do país. As únicas exceções são os estados de Colorado e Louisiana, que aceitam o pagamento de taxas no lugar de assinaturas.

Já os inscritos não aparecem nas cédulas, e os eleitores precisam escrever seus nomes ao votar. Para se candidatar nessa categoria, 34 estados exigem o preenchimento de um requerimento para que possíveis votos sejam válidos e outros sete dispensam esse procedimento. Nove estados, porém, não aceitam as candidaturas de inscritos.

A Constituição dos EUA determina que “nenhuma pessoa, exceto um cidadão natural ou cidadão dos Estados Unidos, na época da adoção desta Constituição, dever ser elegível ao cargo de presidente; também não deve pessoa alguma ser elegível a esse cargo se não tiver chegado à idade dos trinta e cinco anos e tenha sido por quatorze anos um residente dos Estados Unidos”.

Cédulas
Nas eleições de 8 de novembro deste ano, apenas três candidatos terão seus nomes nas cédulas de todos os 50 estados: Hillary Clinton, Donald Trump e Gary Johnson. Jill Stein constará nos papéis em 44 estados e concorrerá em mais três como candidata inscrita.

Uma pesquisa ABC/Washington Post divulgada em 1º de novembro apontava Trump com 46%, contra 45% de Hillary. Johnson aparecia com 3% e 2% dos entrevistados diziam apoiar Stein. 

A pontuação de Johnson é atribuída principalmente a republicanos e democratas que não aceitam as escolhas de seus partidos e se recusam a votar em seus oponentes diretos. Stein, em menor proporção, também é favorecida pelo desencanto desses grupos. Mas quem são eles e quais suas propostas? Veja a seguir.
Gary Johnson, candidato do Partido Libertário à presidência dos EUA (Foto: Divulgação)
Gary Johnson, candidato do Partido Libertário à presidência dos EUA (Foto: Divulgação)
Gary Johnson
Gary Earl Johnson tem 63 anos e foi governador do Novo México entre 1995 e 2003. Ele já concorreu à presidência em 2012, inicialmente como republicano, mas assumindo a candidatura como libertário depois de alguns meses. Naquele ano, teve 1.2 milhão de votos, ou 0,99% do total, e ficou em terceiro lugar.

Como governador, ganhou o apelido de “Governor Veto” porque vetou mais de 750 leis durante seus dois mandatos. Johnson também ficou conhecido por ser “o governador mais conservador em termos fiscais” e se orgulha de ter cortado impostos 14 vezes e deixado o cargo com o Novo México sendo um dos únicos quatro estados do país com finanças equilibradas.

Entre suas principais propostas estão a legalização da maconha e o que ele diz ser “o melhor plano de criação de empregos entre todos os candidatos”. Johnson é contra a pena de morte e a militarização da polícia e indica alternativas que não concordam com republicanos ou democratas em assuntos como imigração, política externa e defesa, impostos e controle de gastos.

O candidato libertário também pode ser surpreendente, seja por seu comportamento inesperado em algumas situações ou por gafes. Em uma entrevista à MSNBC, por exemplo, ele começou a morder a própria língua em meio a uma resposta, assustando a repórter. Além disso, também admitiu que sequer sabia o que era Aleppo, a cidade mais atingida pela guerra civil na Síria, e não conseguia nomear um único líder mundial que admire, mesmo com a ajuda de seu candidato a vice,  Bill Weld.

Em sua vida pessoal, Gary Johnson se define como um atleta e aventureiro, tendo escalado os picos mais altos dos sete continentes, incluindo o Monte Everest. Ele é casado, tem dois filhos adultos e mora em uma casa que construiu com suas próprias mãos na cidade de Taos, no Novo México.
Jill Stein, candidata do Partido Verde à presidência dos EUA (Foto: Divulgação)
Jill Stein, candidata do Partido Verde à presidência dos EUA (Foto: Divulgação)
Jill Stein
Jill Ellen Stein, de 66 anos, é médica, foi professora de Medicina em Harvard e também concorreu à presidência em 2012. Com quase 470 mil votos (0,36% do total), ela é a mulher mais votada para o cargo até hoje. Seu único cargo público por enquanto foi como vereadora em Lexington, mas ela também já concorreu a deputada e duas vezes ao governo do estado de Massachusetts.

Ela se tornou ativista no final dos anos 90, quando intensificou sua preocupação na relação entre a saúde das pessoas e o ambiente no qual elas vivem. Desde então passou a participar de protestos e testemunhou perante diversas comissões governamentais que analisavam riscos de contaminação e impacto ambiental de projetos.

O ponto central de sua campanha é cancelar as dívidas de estudantes universitários, concedendo anistia a milhares deles em todo o país. Ela também promete expandir medidas de proteção ao meio ambiente, direitos LGBT e reduzir desigualdades salariais entre homens e mulheres. 

Stein, porém, também tem algumas opiniões polêmicas. Ela defende, por exemplo, uma nova investigação sobre o 11 de Setembro, dizendo que é preciso “descobrir a verdade” por trás dos atentados terroristas, e é criticada por cientistas por declarações já feitas sobre vacinas e wi-fi.

Primeiro a candidata disse em seu perfil no Twitter que “não há evidência” que exista uma relação entre vacinas e autismo, mas depois de um tempo mudou o discurso para “não estou ciente de evidências ligando autismo a vacinas”. Atualmente, no entanto, ela diz que defende a vacinação de todas as crianças. Quanto ao wi-fi, em um evento com mães e professoras, ela afirmou que é preciso afastar as crianças das telas o máximo possível e, ao ser perguntada sobre redes sem fio, disse que “não deveríamos sujeitar os cérebros das crianças a elas”.

Jill Stein é casada, tem dois filhos adultos e se considera agnóstica. Ela se aposentou como médica em 2005 e deixou de dar aulas em 2006, dedicando-se exclusivamente ao ativismo e à política desde então. Mora em Lexington, Massachusetts.


Boca de Anitta volta a ser assunto nas redes após vídeo

"Gente, uma abelha picou a boca dela? Será que ela pensa que está realmente bonita?", criticou uma seguidora

A boca de Anitta voltou a virar assunto nas redes sociais por causa dos procedimentos estéticos que a cantora tem feito. Após publicar um vídeo no Snapchat, a Poderosa foi vítima de comentários maldosos dos seguidores.“Gente, uma abelha picou a boca dela? Será que ela pensa que está realmente bonita?“, criticou uma seguidora.
Foto: Reprodução
Seguidores implicam com boca de Anitta
Em março deste ano, Anitta se pronunciou sobre os os lábios inchados."Gente, liguei para o meu assessor para entender o que está acontecendo e eu tô morrendo (risos). Minha boca virou pauta nacional e eu juro pela minha vida que eu não estava sabendo", garantiu ela, aos risos. "Pior que anteontem eu estava falando aqui e parecia alfinetada (...) Tem acontecido tanta coisa incrível que eu não parei pra ver internet, não sabia. Aí hoje minha tia me ligou desesperada, e eu falei 'o que está acontecendo? Pelo amor de Deus!'. Liguei pro meu assessor e ele me atualizou", disse.
"Pelo amor de Deus. Ninguém aqui operou e depois achou uó e depois foi consertar, nada disso aconteceu. Eu tava vivendo e trabalhando, feliz. O povo tá falando que faço preenchimento. Eu faço preenchimento sei lá quanto tempo, faz muito tempo. Até me perguntaram alguns meses atrás, mas já tinha tanto tempo que falei que não era uma coisa nova. Aí eu resolvi fazer de novo porque tinha passado, só que daí nos primeiros dias fica muito inchado, só que eu tô cagando, saio na rua, não tô nem aí. Não ligo pra essa palhaçada. Depois de uns dias volta ao normal", explicou.

Fátima Bernardes fica com a casa e os cachorros em partilha com Bonner

Antes de anunciar o término da relação, que enfrentava dois anos de crise, o âncora do "Jornal Nacional" já havia saído de casa

Foto: Reprodução | Pure People | Arquivo
William Bonner e Fátima Bernades
Quase dois meses após anunciarem o divórcio, Fátima Bernardes e William Bonner continuam na Justiça com o processo de separação e partilha de bens envolvendo quatro imóveis de luxo e até animais de estimação do ex-casal, que tem evitado de se encontrar e tocar no assunto do fim do casamento.
De acordo com o colunista Ricardo Feltrin, do site "UOL", a apresentadora do "Encontro", que agitou a web ao comparar casamento com prisão em seu programa, continua morando com os trigêmeos, de 19 anos, Laura, Beatriz e Vinícius, na casa onde viviam juntos na Barra da Tijuca. Além disso, também fica com a guarda dos dois cachorros da família: o labrador Gulliver e o bulldog francês Twister.
BONNER SAIU DE CASA ANTES DE ANUNCIAR SEPARAÇÃO
Antes de anunciar o término da relação, que enfrentava dois anos de crise, o âncora do "Jornal Nacional" já havia saído de casa. Atualmente, o jornalista, visto ao lado da filha Beatriz para comprar utensílios de cozinha, está morando em um apartamento na Borges de Medeiros com Frei Leandro, na Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro. O imóvel foi reformado e a mudança aconteceu no final de junho deste ano.

Qual a diferença entre salário e remuneração?

Qual a diferena entre salrio e remunerao
O Direito do Trabalho possui alguns institutos que a primeira vista parecem significar a mesma coisa, porém após uma análise mais cuidadosa percebemos as suas diferenças e a importância em saber distingui-las.
Veja também:
Dois institutos que causam muita confusão entre os trabalhadores são osalário e a remuneração.
Afinal de contas, qual a diferença entre salário e remuneração?

Diferença entre salário e remuneração

Salário é toda contraprestação ou vantagem paga em dinheiro ou utilidade concedida diretamente pelo empregador ao empregado em decorrência do contrato de trabalho. Este pagamento é feito pelos serviços e pelo tempo do trabalhador à disposição do patrão.
De outra maneira, a remuneração é a soma do pagamento feito diretamente pelo empregador com o pagamento feito indiretamente, ou seja, por terceiros, também em decorrência do contrato de trabalho celebrado entre patrão e empregado. Exemplo muito comum de uma verba de caráter remuneratório paga por terceiros é a famosa gorjeta.
Veja o que diz a parte inicial da Súmula nº 354 do Tribunal Superior do Trabalho (TST): “As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado”.
Além das gorjetas, são exemplos de remuneração as seguintes verbas: utilidades, taxa de serviços, gueltas, pontos, prêmios, gratificações desde que efetivamente pagas por terceiros e não diretamente pelo empregador.
De outra forma, podemos dizer que a remuneração é o gênero e o salário é espécie pertencente ao gênero. A remuneração indica o total dos ganhos recebidos pelo trabalhador, enquanto o salário indica apenas o que é pago pelo patrão diretamente.

Integração do salário e da remuneração

Entendida qual a diferença entre salário e remuneração devemos agora aprender a importância prática desta distinção. Os tribunais, por entenderem que a integração da remuneração é “para todos os fins”, ou seja, o FGTS, 13º salário, aviso prévio, INSS, etc., seria muito oneroso para o patrão, excluiu o reflexo da remuneração de algumas delas.
Para saber quais as parcelas não são integradas pela remuneração, nos socorremos novamente à Súmula 354 do TST: “As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, não servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso-prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado”.
Obs.: Importante lembrar que a Súmula 354 do TST trata todas as parcelas remuneratórias como “gorjetas”.
Desta forma, pode-se concluir que as verbas pagas por terceiros não integram o cálculo das horas extras, do repouso semanal remunerado, do aviso-prévio e do adicional noturno, devendo estas verbas ser calculadas sempre com base apenas no salário, já as demais computam tanto o salário como a remuneração.
Conclui-se então, que a diferença entre salário e remuneração refere-se ao pagador da verba. Se quem paga diretamente é o empregador, salário; se quem paga é um terceiro, remuneração.
Outra diferença entre salário e remuneração é que apenas o salário repercute nas horas extras, no repouso semanal remunerado, no aviso-prévio e no adicional noturno, estando a remuneração excluída destas verbas.
Adriano Alves de Araujo, Advogado

Sócio do escritório Alves Araujo - Advogados Associados

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Fifa pune Bolívia, e Chile tira Argentina do G5 nas Eliminatórias

Punição ocorre por conta da escalação irregular de Nelson Cabrera

A Fifa anunciou nesta terça-feira (1º) punição à Bolívia pela escalação irregular do volante paraguaio Nelson Cabrera por não atender aos requisitos da entidade para naturalização.

Assim, os resultados dos jogos do país nas Eliminatórias Sul-americana contra Peru e Chile foram alterados. A medida beneficiou as duas seleções.
Nas partidas em questão, a Bolívia havia vencido o Peru por 2 a 0 no dia 1º de setembro e, cinco dias depois, empatado por 0 a 0 com o Chile.
Com a punição, a Fifa declarou os dois jogos com o placar de 3 a 0 a favor dos adversários dos bolivianos.
A alteração de resultados fez o Chile saltar de 14 para os mesmos 16 pontos da Argentina. Porém, os chilenos levam a melhor nos critérios de desempate, com maior número de gols marcados (18 a 11) e assumiram a quinta posição. Os argentinos enfrentarão o Brasil no dia 10 de novembro ainda mais pressionados, já que o sexto colocado fica fora inclusive da repescagem.
O Peru, por sua vez, saltou para 11 pontos, mas permanece na oitava colocação. Com a perda dos pontos, a Bolívia fica com quatro pontos, à frente apenas da Venezuela, que tem dois.
Nascido no Paraguai. Nelson Cabrera defendeu o time boliviano nas duas partidas, o que rendeu uma denúncia das federações do Chile e do Peru. Na reclamação feita à Fifa, os denunciantes disseram que Cabrera não vive há cinco anos na Bolívia, período mínimo exigido pela entidade para aceitar a naturalização de um atleta.
No comunicado, a Fifa ainda informa que aplicou uma multa de 12 mil francos suíços (R$ 39,5 mil) à Bolívia por violação ao parágrafo 1º do artigo 55 do Código Disciplinar da FIFA (FDC) e do artigo 8º do Regulamento da Copa do Mundo da Rússia-2018. Os dois tratam de violação das regras de elegibilidade para jogar nas equipes nacionais. Com informações da Folhapress. 

Collor pagou Lamborghini com 1,2 milhões em dinheiro vivo

Resto do dinheiro teria vindo da TV Gazeta de Alagoas, diz coluna

O senador Fernando Collor de Mello teria pago parte da conta de um veículo de luxo com R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo. As informações são da coluna Radar On-Line, da revista Veja, desta terça-feira (1º).

De acordo com denúncia da Procuradoria-Geral da República, o parlamentar comprou por R$ 3,2 milhões uma Lamborghini Aventador Roadster.
Além do montante em dinheiro vivo, o senador teria usado verba vinda da TV Gazeta de Alagoas. O veículo teria sido registrado em nome de uma empresa que ele utilizava para ocultar seu patrimônio, segundo texto do Ministério Público.

Multas de trânsito ficam mais pesadas a partir de hoje

Alguns dos maiores penalizados serão aqueles que forem flagrados usando aparelhos celulares ou dirigindo sob efeito de álcool.

Punições mais severas a motoristas infratores começam a ser aplicadas a partir desta terça-feira (01) em todo o Brasil. As multas sofreram reajustes que variam de 52% a 244%. Alguns dos maiores penalizados serão aqueles que forem flagrados usando aparelhos celulares ou dirigindo sob efeito de álcool. As alterações são as maiores desde a criação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em 1997.

A multa por falar ou usar aplicativos de celular mais do que triplica: passa de R$ 85,13 para R$ 293,47, reclassificada de média para gravíssima. A expectativa é de mudança do hábito cada vez mais comum, comprovado pelo aumento de 43,3% nos registros do Detran-SP nos últimos cinco anos. "Com certeza vai ajudar, porque o bolso é o que mais pesa na tomada de decisão do motorista", acredita Paulo Bacaltchuck, consultor e professor de Engenharia de Tráfego da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Para quem se recusar a fazer o teste do bafômetro a penalização aumenta de R$ 1.915,40 para R$ 2.934,70. Também é criada uma infração específica para a recusa do exame - que, na avaliação de Mauricio Januzzi Santos, presidente da Comissão de Direito Viário da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), abrirá brecha para ainda mais contestações judiciais. "É inconstitucional desde a alteração anterior, porque vai contra o princípio de presunção de inocência."
Já para Bacaltchuck, a maior rigidez contra o álcool alinha a legislação brasileira com as de vários países desenvolvidos, que nem ao menos permitem a negativa ao exame.
Tem de ter tolerância zero mesmo. O álcool é uma das causas determinantes de acidentes, como o excesso de velocidade", defende o professor.
Outra mudança é no tempo mínimo de suspensão do direito de dirigir, quando o condutor atinge 20 pontos na CNH, que aumenta de um para seis meses. Além disso, haverá mais rigidez com aqueles que usarem irregularmente vagas destinadas a idosos ou deficientes físicos em estacionamentos, até privados. A multa passa de grave a gravíssima, de R$ 127,69 para R$ 293,47.
Embora os reajustes venham em período de crise econômica, o argumento do governo foi o período de 19 anos sem aumento das multas. A Lei 13.281/2016 foi sancionada por Dilma Rousseff em maio deste ano, dias antes de seu afastamento da Presidência. Alguns itens previstos, como um sistema eletrônico para substituir notificações pelos Correios, ainda devem demorar a ser implementados. Com informações de Estadão Conteúdo.

Bar presenteia cliente que bebeu e largou carro no estacionamento

O Bar Original Joe’s, em Sherwood Park, no Canadá, resolveu parabenizar uma mulher que preferiu deixar seu carro estacionado no local e não ir embora dirigindo, após ingerir bebida alcoólica. A motorista consciente ainda foi presenteada com uma porção da casa.
Paula Grzelak-Schultz deixou seu veículo no estacionamento do bar durante toda a noite e retornou apenas no dia seguinte para buscá-lo. Ao chegar, ela visualizou um papel no para-brisas e confessou que estava com medo do que poderia ser. "Eu tinha certeza de que era um bilhete ou uma bronca de alguém para deixar meu veículo lá por tanto tempo", disse Grzelak-Schultz.
No entanto, no bilhete havia uma mensagem de Jay McLean, sócio-gerente do pub, cumprimentando a motorista pela postura responsável de não dirigir sob efeitos do álcool.
O recado dizia: “Querido cliente Original Joe’s Sherwood Park, só queria agradecer-lhe por deixar o seu carro estacionado durante a noite. Eu não tenho certeza se você consumiu bebida alcóolica em nosso restaurante ou não, mas queria te agradecer por não beber e dirigir”.
Ainda ao fim, a mensagem garantia a motorista uma recompensa. “Incluso está um voucher de 1 quilo das nossas deliciosas asas de frango. Por favor, aceite isso como um agradecimento por ser responsável. A vida é valiosa, tenha um ótimo final de semana.”
Grzelak-Schultz esteve no bar na semana seguinte para agradecer ao estabelecimento pela gentileza e descobriu que ela não era a única premiada. McLean disse que tem deixado notas semelhantes a outros frequentadores do bar, já há cerca de um ano.
A mulher compartilhou a imagem do bilhete em seu Facebook e pouco depois a publicação já tinha sido reproduzida por mais de 8 mil pessoas. Ela afirmou ainda que voltará ao bar e não apenas pelo voucher mas pela maneira como o estabelecimento trata as pessoas.
O Original Joe’s respondeu à publicação, festejando os milhares de compartilhamentos e ainda deixou um recado aos futuros frequentadores. “Que louco como um ato de bondade pode se tornar viral. Estamos em Sherwood Park Original Joe’s e só quero que todos voltem para casa em segurança. Obrigado por não beber e dirigir!”
(Com informações - CBS News)

Vaquejada: até que ponto a cultura se sobrepõe à crueldade?

Vaquejada at que ponto a cultura se sobrepe crueldade
O Supremo Tribunal Federal, no dia 06 de outubro do corrente ano, decidiu pela inconstitucionalidade de lei cearense (Lei n. 15.299/2013) que regulamentava a prática de vaquejada, referente à ADI 4983.
A discussão lastreou-se no conflito de normas constitucionais, quais sejam o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e o direito às manifestações culturais como expressão da pluralidade, estatuídas nos artigos 225§ 1ºVII e 215, da Carta Magna, respectivamente.
É sabido que a vaquejada é considerada uma prática esportiva e inerente à cultura nordestina, constituindo-se quando dois vaqueiros, montados em cavalos diversos, tentam derrubar o touro, puxando-o pelo rabo.
Pelo próprio conceito da atividade, explícitos se revelam os maus tratos aos animais envolvidos (aos cavalos e, principalmente, ao touro). O rabo do touro sempre sofre uma tração forçada com o propósito de ser derrubado e dominado. Laudos técnicos evidenciam consequências de diversas gravidades, como sofrimento físico e mental, muitas vezes a cauda é arrancada ou, no mínimo, sofre algum tipo de lesão, o que compromete os nervos e a medula espinhal do bovino, além de fraturas nas patas, ruptura de vasos sanguíneos e de intenso estresse.
Ainda, não se deve olvidar que na prática da vaquejada, o touro é mantido enclausurado, sofrendo intenso açoitamento com a finalidade de sair em correria no momento da abertura do portão.
Torna-se, destarte, inquestionável a tamanha crueldade a que são submetidos os bovinos envolvidos. Porém, mesmo diante de tal visibilidade, muitos ainda tendem a sustentar que a proibição da vaquejada seria um atentado ao direito da manifestação cultural e, consequentemente, ao patrimônio histórico da sociedade nordestina.
Para superação de tal controvérsia, utilizou o Supremo a técnica da ponderação entre os direitos constitucionais do meio ambiente e da manifestação da cultura. Fato é que a prática da vaquejada, apesar de ter seu valor cultural inerente, sempre expõe os animais envolvidos a uma imensurável crueldade.
Nesse sentido, o artigo 225 da Constituição Federal impõe a proteção da fauna como forma de se atingir um meio ambiente equilibrado, sendo este um direito fundamental de terceira geração, atrelado à solidariedade, como um direito transindividual que tem seu escopo na proteção do próprio ser humano.
Ou seja, é dever da coletividade defender e preservar o meio ambiente para a presente e as futuras gerações, de maneira tal que quando houver conflito de direitos, deve-se realizar a ponderação a fim de se ter maior preocupação com a proteção ambiental, mantendo-se, somente assim, uma vida saudável para a sociedade atual e as vindouras, observando a relação existente entre a proteção do meio ambiente e a vida ecologicamente equilibrada do homem.
E mais, deve-se haver a incidência constante do princípio da precaução atrelado à proteção do ambiente, desprezando-se qualquer tipo de maus tratos aos animais.
Revela-se, assim, a vaquejada um espetáculo de entretenimento por meio de tortura aos animais, tendo a crueldade sempre intrínseca à esta prática (inimaginável a vaquejada sem quaisquer danos aos bovinos envolvidos), o que, por si só, impossibilita a prevalência da manifestação cultural sobre a proteção da fauna e do meio ambiente.
Não se pode tutelar, portanto, a prática da crueldade contra animais com a justificativa única do valor cultural. Não é razão suficiente o mero entretém das pessoas para legitimar as inúmeros atrocidades e sofrimentos implicados aos bovinos envolvidos na vaquejada. Esta não existe sem a crueldade, a qual não possui na Constituição Federal seu amparo, muito pelo contrário, tem seu repúdio expresso.