segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Divórcio e Partilha de imóvel financiado

Divrcio e Partilha de imvel financiado
O casal planejou uma linda festa de casamento, comprou o apartamento dos sonhos, mas de repente o conto de fadas acabou e deixou como fruto do casamento dividas e bens a partilhar. Mas o que fazer se o imóvel ainda está financiado?
No ato do divórcio, divide-se tanto os bens quantos as dividas, tudo a depender do regime de bens do casal. Vamos falar então no caso do regime de bens mais comumente usado no Brasil: comunhão parcial de bens. Nesse regime, a partir da união, tudo que for adquirido (lembre-se bens e dividas) é dividido meio a meio. Havendo o divórcio isto não exime o pagamento do imóvel financiado, podendo o nome de ambos serem negativados (SPC / SERASA) e inclusive o imóvel ir a leilão.
Os artigos 1.659 e 1.660 do Código Civil enumeram as hipóteses de comunicação ou não dos bens no regime da comunhão parcial, vejamos:
Art. 1.659. Excluem-se da comunhão:
I - os bens que cada cônjuge possuir ao casar, e os que lhe sobrevierem, na constância do casamento, por doação ou sucessão, e os sub-rogados em seu lugar;
II - os bens adquiridos com valores exclusivamente pertencentes a um dos cônjuges em sub-rogação dos bens particulares;
III - as obrigações anteriores ao casamento;
IV - as obrigações provenientes de atos ilícitos, salvo reversão em proveito do casal;
V - os bens de uso pessoal, os livros e instrumentos de profissão;
VI - os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge;
VII - as pensões, meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes.
Art. 1.660. Entram na comunhão:
I - os bens adquiridos na constância do casamento por título oneroso, ainda que só em nome de um dos cônjuges;
II - os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior;
III - os bens adquiridos por doação, herança ou legado, em favor de ambos os cônjuges;
IV - as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge;
V - os frutos dos bens comuns, ou dos particulares de cada cônjuge, percebidos na constância do casamento, ou pendentes ao tempo de cessar a comunhão.
Assim, havendo divórcio, os bens adquiridos na constância do casamento serão partilhados em igual proporção (50% para cada um), ainda que a contribuição financeira dos cônjuges para aquisição do patrimônio tenha sido desigual.
Vamos as hipóteses:
Acordo: Havendo comum acordo, beleza! Muitas vezes um dos ex-conjuges adota a parte do outro e assume as parcelas ainda a vencer. Cabe destacar que tal decisão deve ser formalizada através de um acordo extrajudicial por escritura publica ou na ação de divorcio perante o juiz. E não se esqueça de comunicar a instituição credora que a partir de então um dos cônjuges assumirá a divida. Lembre-se que haverá uma nova analise de credito, portanto quem assumir deve dar conta de pagar! Caso a parte não tenha condições financeiras, o financiamento continuará no nome de ambos, a responsabilidade é solidária!
Sem acordo: Se não tem acordo entre o casal a alternativa é ratear a divida, cada um assumirá o seu percentual e os encargos da responsabilidade do financiamento. Após a quitação, pode, caso queiram, vender o imóvel e dar a quota parte de cada um!
Agora atenção, mesmo que somente um cônjuge tenha pago todas as parcelas anteriores, a divisão do financiamento é metade-metade!
Ninguém quer o imóvel: E se nenhum dos dois queira assumir a divida e nem saber mais de ouvir falar do imóvel? O melhor a se fazer é colocar o imóvel a venda antes de quita-lo. Pode-se transferir o financiamento imobiliário para terceiros (sujeito a analise de credito, claro!) Ou também pode, como ultima opção, vender o imóvel em leilão publico. Sabendo dos encargos quais sejam: demora, valor do imóvel pode diminuir e não ser suficiente pra quitar o restante do valor do financiamento.
Lembrem-se, mesmo que o casamento, infelizmente, tenha acabado, achem a chave para uma melhor solução: o dialogo! Uma boa conversa sempre é a melhor saída!
Ana Beatriz Saraiva de Oliveira
OAB/DF 47.659

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Primeiro HÁBITO que você deve perder para ser mais produtivo

Quem é que nunca sofreu ao se dar conta de que perdeu o dia inteiro fazendo coisas inúteis e não conseguiu terminar a única coisa que realmente precisava fazer, não é mesmo? Ou então fez uma planilha detalhada para cobrir todos os tópicos de estudo, mas não conseguiu cumprir nem a metade.
Na área de administração e gestão, fala-se da chamada Lei de Parkinson, segundo a qual “O trabalho se expande de modo a preencher o tempo disponível para a sua realização”.
Segundo o historiador e administrador inglês Cyril Northcote Parkinson, vamos sempre nos ajustar para usar todo o prazo disponível para terminar uma tarefa – por mais simples que ela seja.
Se você tem um dia todo para escrever um artigo que demoraria uma hora a ser feito, tende a usar esse dia todo para terminá-lo. Mas é claro que essa “lei” diz respeito a uma tendência que pode ser evitada. Em outras palavras, as pessoas tendem a procrastinar até o último momento para, depois, ter de terminar algo correndo para cumprir o prazo.
Isto é um erro e alguns hábitos favorecem erros desse tipo. Veja cinco deles. Vamos la:
Resultado de imagem para fazer várias coisas ao mesmo tempo

Primeiro: Fazer várias coisas ao mesmo tempo
Precisamos aceitar de uma vez este fato: não somos capazes de fazer mais de uma coisa que exija a concentração ao mesmo tempo. Ou você lê um livro ou assiste à TV; ou escreve um texto ou lê um artigo na internet.
Fazer essas coisas ao mesmo tempo é impossível. Você só está, na verdade, alternando tarefas e perdendo mais tempo, já que perde a concentração cada vez que para de fazer uma coisa e vai para outra.

Amanhã post do segundo hábito

Multa para quem recusar bafômetro e outros

É o que a nova redação da Lei Nº 13.281, De 4 De Maio De 2016 trouxe.


Multa para quem recusar bafmetro e outros

Recentemente foi publicado o texto normativo LEI Nº 13.281, DE 4 DE MAIO DE 2016 que entrará em vigor em 1 de novembro de 2016 no qual novamente trouxe a polêmica da simples recusa aos testes, exames e perícia capazes de identificar influencia de álcool ou outro tipo de substancia psicoativa.
Agora a nova redação alínea A do artigo 165 do CTB passa a vigorá da seguinte forma:
“Art. 165-A. Recusar-se a ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa, na forma estabelecida pelo art. 277:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo, observado o disposto no § 4º do art. 270.
Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no período de até 12 (doze) meses.”

Muito se discute a cerca da inconstitucionalidade da recusa a tais exames.
Constituição Federal no seu art.  Inciso LXIII, consagra o Direito a permanecer calado, e correspondentemente à não produzir provas contra si mesmo.
Por outro lado na mesma Carta, o art. 5º Inciso II no qual reza:
"ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei".
A pergunta é:
Poderei realmente sofrer alguma sanção caso exerça o Direito de não me Autoincriminar?

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A amante do meu marido fica me enviando mensagens pelo WhatsApp. Doutora, como faço para processá-la?


A amante do meu marido fica me enviando mensagens pelo WhatsApp Doutora como fao para process-la
Recentemente, o Tribunal do Estado do Rio Grande do Sul condenou uma mulher ao pagamento de danos morais por constranger a autora da ação fazendo ligações e encaminhando mensagens de texto afirmando manter um relacionamento extraconjugal com o marido da demandante.
O acórdão entendeu que se mostra contrário ao Direito – muito mais do que a infidelidade do marido – são as diversas ofensas promovidas pela ré em desfavor da requerente, ofensas que ultrapassavam a esfera do mero dissabor. Destaco que serviu como prova para condenação por dano moral as ligações feitas pela demandada à autora.
Agora, você sabe como utilizar como prova ligações, conversas por WhatsApp até mesmo fotos do Facebook? Respondo, a ata notarial é o instrumento hábil, já que é um instrumento público, lavrado pelo tabelião de notas, o qual irá formalizar o registro dessa prova.
O que o notário registrar em seu livro terá fé pública, ou seja, terá presunção de veracidade, e passará a ter o valor de prova. Ele poderá reproduzir conversas, vídeos, imagens, podendo, até mesmo, realizar uma captura da tela.
A utilização da ata notarial é de grande valia nos processos de Direito de Família, considerando que o que foi registrado no livro do tabelião poderá ser utilizado a qualquer tempo, não correndo o risco de desaparecer com o tempo ou ser apagada do seu aparelho telefônico.
Raquel Tedesco, Advogado

Advogada de Direito de Família e Sucessõe

O empregador pode suspender o fornecimento da cesta básica?

O empregador pode suspender o fornecimento da cesta bsica
A cesta básica é um benefício que o empregador pode conceder ao empregado de forma espontânea ou decorrer de obrigação estipulada em Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho.
Quando decorre de obrigação fixada em norma coletiva, certamente que o empregador não pode deixar de cumprir a obrigação, pois provavelmente será penalizado com multa e ainda ser obrigado ao fornecimento do benefício.
Quando o fornecimento ocorre por liberalidade do empregador surge a dúvida se o benefício pode ser suspenso.
A resposta é não. O empregador não pode suspender o benefício que venha concedendo de forma habitual, mesmo que por liberalidade.
Dispõe o art. 468 da CLT que
Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e, ainda assim, desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.
A habitualidade no fornecimento da cesta básica faz com que esse benefício se incorpore entre os direitos decorrentes do contrato de trabalho e não pode ser suprimido de forma unilateral em prejuízo do empregado.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Após investigação a famosos, 'Aviões do Forró' deve cancelar shows

A polícia do Ceará chamou Solange Almeida e Xand, vocalistas da banda, para esclarecerem a situação


Nesta terça-feira (18), a Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram a Operação “For All” que investiga fraudes no imposto de renda envolvendo famosos e a situação ficou complicada para o grupo 'Aviões do Forró'.

Segundo informações da colunista Fabíola Reipert, do site 'R7', a polícia do Ceará chamou Solange Almeida e Xand, vocalistas da banda, para esclarecerem assuntos ligados a não pagamento de impostos.
Segundo a polícia, eles declaravam apenas de 20 a 50 por cento do valor dos contratos. Foram bloqueados bens, como imóveis e veículos, que não eram declarados. 
Ainda de acordo com a colunista, para os contratantes de shows, com esta situação, algumas apresentações do grupo devem ser canceladas. Ninguém está querendo ver seu nome envolvido nesta confusão.
Mas não é somente o Aviões e bandas de forró que estão omitindo rendimentos. Outros cantores bem famosos também estão sendo investigados e o bicho vai pegar.

PSDB pagou viagem de Aécio a Nova Iorque

O custo do 'bate e volta' do senador foi de R$ 20.042,67

O PSDB pagou com fundo partidário a ida do senador Aécio Neves (MG) à Nova Iorque, EUA, em 2015, na ocasião da premiação "Personalidade do Ano", anualmente concedida pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. O custo do 'bate e volta' do senador foi de R$ 20.042,67. Na ocasião, de acordo com o site UOL, fora dado o título aos ex-presidentes do Brasil Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Bill Clinton, dos Estados Unidos.

O fundo partidário, cujo nome oficial é Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, é um montante repassado todos os anos pelo poder público para os partidos formalmente registrados junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Para receber o dinheiro, que serve para atividades partidárias, as siglas devem estar com suas prestações de conta em dia. Em 2015, o fundo distribuiu R$ 867 milhões aos partidos.
A legislação prevê que o fundo possa ser utilizado para o pagamento de passagens e de hospedagens a dirigentes e funcionários do partido. Contudo, a Asepa (Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias), vinculada ao TSE, cobra que as viagens custeadas com recursos do fundo partidário tenham relação com a ação desempenhada pelas legendas, o que claramente não foi o caso da viagem de Aécio Neves.

QUANDO A VIAGEM NÃO COMPENSA

Viajar é que nem viver: às vezes dá ruim. Por isso o turismo deve ser mais crítico sobre o impacto ambiental, social e econômico


Considerada a mais bela ilha da Tailândia, Ko Tachai foi explorada até o osso por turistas do mundo todo, afetando a vida marinha da região. A coisa chegou num nível de descontrole que o país está fechando o acesso à ilha indefinidamente. Há quem critique, dizendo que isso vai sobrecarregar outras ilha-paraísos do Sudeste Asiático, mas também há quem argumente que esse pode ser o caminho certo, sim.
A Tailândia não está sozinha nesse rolê. Machu Picchu, a Muralha da China e as pirâmides do Egito são "destinos" (jargão da indústria do turismo para "local visitado") que sofrem a cada temporada com o excesso de visitantes humanos que, barulhentos e cheios de necessidades, espantam animais, alteram o cenário e esgotam recursos na mesma velocidade com que tiram selfies. 
Ko Tachai, na Tailândia: comporta 80 pessoas por dia, mas recebe mais de 1.000. Barulho e fumaça de diesel dos barcos acabam com a vida marinha
Mas o problema pode ser menos o fluxo exagerado de gente e mais a falta de educação dos visitantes. Pense no vexame do nadador olímpico Ryan Lochte na Olimpíada do Rio de Janeiro (leia aqui), que encheu a cara e destruiu o banheiro de um posto de gasolina. O caso dele é piorado por tentar inventar um assalto e por, claro, ser atleta olímpico. Mas esse tipo de comportamento babaca acontece no Rio, acontece em Dubrovinik (que planeja como restringir o acesso de turistas ao seu centro histórico medieval), acontece em Angkor Wat (onde turistas foram multados por tirarem fotos pelados) e acontece em Amsterdam (onde recentemente a população votou pelo fim da venda de cannabis para turistas nos coffee shops). 
Em resumo: acontece. É a famosa falta de educação, de empatia, de responsabilidade. Todo turista é assim? Óbvio que não. Mas em casos como o do maluco que subiu num moai na Ilha de Páscoa e arrancou um pedaço da orelha da estátua (juro!), fica claro que basta um idiota para que algo de valor inestimável seja danificado para sempre. Como contornar?
Momento "vida real" na chegada a Angkor Wat, no Camboja
Turismo é um negócio e tanto. Lazer é a primeira coisa que uma pessoa investe quando o dinheiro dá, e viajar é o lazer máximo: ver coisas bonitas, comer bem, fazer, comprar e colocar as fotos no Facebook. É status, mas não só. É um prazer. Só que no afã de aproveitar seu momento de prazer, tem turista que esquece que é um convidado e age como dono do lugar. E quando isso acontece, todo mundo sai perdendo.
A boa notícia é que não é tarde demais. Exemplos como os da Tailândia, da Costa Rica, do Butão e de Fernando de Noronha ganham espaço. A solução que esses lugares encontraram para lidar com o problemas do turismo são variadas. No Butão a estratégia é “high cost and low impact”, ou seja, poucos visitantes e custos altos.
O Butão não enxerga seu patrimônio histórico e cultural como algo que todo mundo tem direito de ver e sim como algo que é único, especial e deve ser preservado. Já na Costa Rica, um dos países mais verdes do mundo, a abertura existe, o turismo é a indústria principal e é tratado com cuidado. O país entende que, se destruir aquilo que tem de precioso no país, a entrada de grana acaba. E Fernando de Noronha, candidato brasileiro a geoparque da UNESCO, usa o formato de cobrar taxas e controlar quantas pessoas entram por vez no território. 
Templo no Butão: o direito de não receber turistas.
Lá funciona porque é uma ilha. Outros lugares, em especial os de natureza delicada como o deserto de sal da Bolívia ou a lagoa de Veneza, vão precisar encontrar seus próprios formatos para continuarem existindo. Nunca se viajou tanto e para tantos lugares como hoje, mas o que vivemos está longe de ser uma era de ouro do turismo. É, isso sim, um momento crucial que pede reflexão e uma visão mais crítica do impacto ambiental, social e econômico do turismo.
Fonte: Revistatrip

PRIMEIRA CLASSE QUASE DESAPARECE NAS COMPANHIAS AÉREAS

Sucesso no passado, cabines de alto luxo hoje estão limitadas a poucos assentos e perdendo espaço para a classe executiva, mesmo aeronaves de grande porte.


Desde os anos 1980, as cabines de primeira classe vêm perdendo passageiros para a classe executiva (Lufthansa)

Desde os anos 1980, as cabines de primeira classe vêm perdendo passageiros para a classe executiva (Lufthansa)
Viajar na cabine de primeira classe de um avião comercial é um privilégio que poucos passageiros têm acesso. Além da barreira do preço, com bilhetes que beiram os R$ 20.000, esses espaços têm poucos assentos, geralmente menos de 10 “leitos”. No entanto, nos últimos anos esse luxo aéreo vem perdendo espaço e em muitos países, como no Brasil, foi completamente extinto pelas companhias aéreas.
Veja também: os SUVs mais vendidos em 2016
A Tam, hoje Latam Airlines, foi a última empresa brasileira que operou aeronaves com cabines de alto luxo. O serviço, encerrado em novembro de 2014, era oferecido nos jatos Boeing 767 e 777, e no Airbus A330. Com a alteração, a companhia pode aumentar as cabines econômicas e a classe executiva, principal responsável pela redução da primeira classe.
“A qualidade da classe executiva melhorou muito nos últimos anos e isso fez a procura pela primeira classe diminuir. Primeiro, as cabines foram reduzidas e depois acabaram extintas em determinadas rotas, devido a baixa demanda”, explicou Dilson Verçosa Junior, diretor regional de vendas da American Airlines, uma das poucas empresas que ainda oferecem voos em primeira classe para o Brasil – a AA opera o Boeing 777 com 10 assentos de primeira classe na rota São Paulo – Nova York.
“Esse tipo de serviço hoje compete com voos fretados em aviões executivos. A tendência é que a primeira classe diminua, mas ela não vai acabar”, prevê o diretor da American Airlines.
Quem viaja de primeira classe?
A primeira classe é vista como um luxo, mas ela também funciona principalmente como ferramenta de trabalho para altos executivos que viajam constantemente. O assento nesta parte do avião reclina até virar uma cama, onde o passageiro pode dormir como se estivesse em casa e chegar ao destino do outro lado do mundo descansado. Ou então, aproveitando a conexão de internet via satélite, pode continuar trabalhando durante o voo. “No Brasil, esse serviço é adquirido na maioria dos casos por clientes corporativos”, revelou Verçosa.
As poltronas de primeira classe podem reclinar até virar camas (American Airlines)
As poltronas de primeira classe podem reclinar até virar camas (American Airlines)
A cabine de alto luxo é sempre instalada da parte frontal do avião, justamente a mais silenciosa. Além das diversas possibilidades de ajuste da poltrona, os passageiros de primeira classe viajam em divisórias, para maior privacidade, os chamados “leitos”. Já o serviço de bordo oferece diversas opções de comidas e bebidas para diferentes gostos e paladares, e mais requintadas que as oferecidas no “fundão” da aeronave. Algumas companhias ainda presenteiam os ocupantes com pijamas e pantufas especiais.
O sistema de entretenimento basicamente é o mesmo oferecido nas demais classes da aeronave, mas na “first class” a tela é bem maior, assim como a resolução, e a qualidade de som dos fones é superior. Outro diferencial é o “carinho” dos comissários, que atendem prontamente os poucos e exigentes passageiros de primeira classe.
Os passageiros da cabine “premium” ainda têm facilidades como prioridade no embarque e desembarque, possibilidade de levar mais bagagens e raramente enfrentam filas nos toaletes da aeronave.
Porém, boa parte das qualidades da cabine de primeira classe migraram para a executiva, levando junto muitos dos antigos passageiros mais abastados.
Evolução da classe executiva
A primeira companhia aérea que equipou suas aeronaves com classes executivas foi a Qantas, da Austrália, em 1979. A empresa criou a nova seção entre a primeira classe e a econômica, também levando em consideração as zonas mais silenciosas do avião. Esses eram também os últimos capítulos da “era de ouro” da aviação comercial, quando os aviões eram praticamente divididos meio a meio entre a primeira classe e a econômica.
Lounge a bordo de um Boeing 747, na parte superior da aeronave (Domínio Público)
Bar e Lounge a bordo de um Boeing 747, na parte inferior da aeronave (Domínio Público)
Justamente no ano em que a classe executiva foi criada, a Varig foi premiada como a melhor companhia aérea do mundo, pela revista norte-americana Air Transport World. A empresa brasileira oferecia um refinado serviço de bordo, mesmo na classe econômica.
A classe executiva, normalmente com cerca de 30 assentos, reduziu drasticamente o tamanho da primeira classe, que nos anos 1960 e 1970 tinham bares, lounges e até música ao vivo. Em contrapartida, os preços para um voo com maior conforto e melhor serviço de bordo foram reduzido na mesma proporção.

Classe executiva da Hawaiian Airlines, inspirada em recife de corais... (Hawaiian Airlines)
Classe executiva da Hawaiian Airlines, inspirada em recifes de corais (Hawaiian Airlines)
No Brasil, o preço de uma passagem ida e volta de classe executiva para Europa com a Azul ou a Latam, únicas empresas nacionais que oferecem essa opção, varia de R$ 4.000 a R$ 5.000, cerca de um triplo do valor do bilhete para a classe econômica.
Viajando além da primeira classe
São poucas as companhias que voam para o Brasil com aviões equipados com primeira classe. Além da American Airlines, outros exemplos são alemã Lufthansa e o trio de Oriente Médio, Etihad, Qatar e Emirates Airlines, que oferece o voo mais caro do mercado brasileiro: a passagem de primeira classe no trecho São Paulo – Dubai custa fabulosos R$ 43 mil.
O bilhete de primeira classe da Emirates para Dubai é a passagem aérea mais cara à venda no Brasil
O bilhete de primeira classe da Emirates para Dubai é a passagem aérea mais cara à venda no Brasil
Ainda investindo alto na primeira classe, a Etihad foi além e criou um novo conceito de cabine, a “Residence”(Residência), disponível apenas no gigante Airbus A380 . O espaço, lançado pela companhia em 2014, é como um pequeno apartamento para apenas dois passageiros, com uma sala de estar, quarto com cama, banheiro com chuveiro e serviço de bordo realizado por um mordomo.
O “bilhete de ouro” da Etihad (para duas pessoas) não sai por menos de US$ 20 mil (cerca de R$ 64 mil). A companhia oferece esse serviço em voos com o A380 de Abu Dhabi para os EUA e países da Europa e Oceania.
O segmento também sobrevive no mercado de aviação dos EUA, inclusive em voos regionais. A American Airlines tem primeira classe nos jatos A321 que voam de São Francisco e Los Angeles para Nova York. “A empresa detectou essa demanda nos voos para Nova York, novamente procurado por altos executivos e clientes corporativos”, contou o diretor da AA no Brasil.
Sala de estar na cabine "Residence", da Etihad; bilhete custa mais de US$ 20 mil (Etihad Airlines)
Sala de estar na cabine “Residence”, da Etihad; bilhete custa mais de US$ 20 mil (Etihad Airlines)
Os aviões com cabines de primeira classe que chegam ao Brasil costumam trazer mais passageiros do exterior, do que levar de volta a base original da companhia. Mesmo assim, continuam na ativa, afinal que veio na cabine de alto luxo faz o mesmo no retorno.
Enquanto houver demanda e espaço nos aviões, a primeira classe não vai acabar. Atualmente as companhias, mesmo voando com grandes jatos como o Boeing 747 e o Airbus A380, mantém no máximo 10 assentos na classe de luxo. Em aeronaves menores, como o Boeing 767 ou o A330, o espaço é reduzido para cerca de seis leitos.
Deleite para alguns e ferramenta de trabalho para outros, a experiência e praticidade de viajar de primeira classe só é superada por um voo executivo realizado em jatos luxuosos de alta performance. Quem pode pagar ainda mais, escolhe essa opção.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

5 estratégias para suportar um emprego que você detesta até conseguir outro

Do UOL

Nem sempre um novo emprego aparece logo que a insatisfação profissional toma conta. E se você não tem dinheiro guardado para jogar tudo para o alto, terá de engolir o emprego atual, até que uma oportunidade melhor apareça. Mas o processo não precisa ser tão sofrido. Há formas de tornar o dia a dia profissional menos estressante e mais estimulante.
Getty Images

  • Comece a agir para mudar de emprego

    Buscar um novo emprego deve ser uma das razões para você sair da cama todos os dias. "O que faz as pessoas desanimarem é a falta de perspectiva", diz a psicóloga orientadora de carreira Adriana Gomes, autora do livro "Tô Perdido! Mudança e Gestão de Carreira" (editora Qualitymark). O primeiro passo é atualizar o currículo (inclusive no LinkedIn e em sites de vagas), o que pode ajudar a aumentar a autoestima profissional, uma vez que o exercício permite se deparar com a própria evolução. Retomar contatos com quem você já trabalhou é outra estratégia eficiente, avisando sobre o seu interesse por novas oportunidades. Participar ativamente de grupos que discutem assuntos profissionais nas redes sociais é outra forma de se aproximar de novas pessoas, que poderão indicar vagas.
  • Mantenha o comprometimento

    Ainda que esteja descontente com a posição que ocupa, é preciso entregar um trabalho de qualidade. Até porque passar o dia de olho no relógio só vai fazer o tempo correr mais lento para você. A capacidade de tornar um trabalho chato suportável também pode ser bem-vista por avaliadores em processos seletivos de outras empresas. "Isso mostra que o profissional consegue lidar com situações desagradáveis, que colocam à prova a resiliência. É uma habilidade que poderá servir como instrumento de transformação em outros ambientes organizacionais", diz o consultor de recursos humanos Fernando Capella.
  • Considere mudar de área dentro da empresa

    Às vezes, novos ares, um novo chefe ou novos desafios são medidas paliativas que ajudam a manter o estímulo para ficar mais alguns meses na empresa. "O caminho para a mudança é estabelecer relações com as pessoas daquela área e entender quem manda ali. Só chegue no chefe da área quando estiver pronto para dizer como pode contribuir e jamais critique o departamento ou o gestor atual", diz a especialista em comportamento do trabalho Daniela do Lago, professora da Fundação Getúlio Vargas. E não é preciso se sentir culpado por pleitear uma nova vaga, mesmo se tiver planos de deixar a empresa. "O profissional tem de ver o que é melhor para ele. A mudança lateral dentro de uma corporação cuja cultura ele conhece pode amenizar a ansiedade", diz Adriana Gomes.
  • Invista em novos conhecimentos

    Matricular-se em um curso é uma forma de obter novos aprendizados que vão estimulá-lo no dia a dia, além de ser um recurso para turbinar o currículo. "É uma boa oportunidade para estabelecer novos contatos e agilizar outros trabalhos", diz Daniela. A duração do curso vai depender do que se pretende. "Se é desenvolver uma habilidade técnica em uma única ferramenta, um de curta duração é suficiente. Se o desejo é mudar de cargo, é preciso pensar em estudos de longa duração, como uma pós-graduação", diz a especialista em comportamento do trabalho.
  • Tenha um hobby

    A atividade servirá para aliviar as tensões e assim melhorar o humor e aumentar a disposição. É também uma maneira de aumentar sua rede de contatos, de conhecer pessoas novas. É importante que a satisfação pessoal seja o único retorno esperado. "Hobby é algo prazeroso e não deve ser encarado como uma forma de ganhar dinheiro. Porque aí vira um segundo trabalho", diz Daniela. Também não pode haver nenhum tipo de compromisso ou obrigação com a atividade. Fotografar, pintar, nadar, dançar, cozinhar e aprender a tocar um instrumento musical são algumas das infinitas opções nesse caminho.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Viajar é ótimo, mas não esqueça: é privilégio

Li uma pesquisa outro dia que dizia que após a garantia de bens como educação, casa, carro e plano de saúde, a próxima coisa que a pessoa adulta de classe média investe é numa viagem.  

Isso me lembrou de pensar a viagem de lazer como o que realmente é: um bem de consumo. Pode ser mais caro ou mais barato, pra mais longe ou mais perto, de navio ou de ônibus. Pode ser de mil jeitos. Mas viajar, acredite, não é um direito essencial do integrante produtivo da sociedade (se deveria ser é outra discussão). É algo que se você quer fazer você tem que achar um jeito de fazer. Em 99% dos casos você compra e vai. É consumo.  





Estudo aponta que pessoas de 26 a 38 anos são mais estressada

58% dos entrevistados desse grupo relataram altos níveis de estresse. Saiba quais são as causas do estresse da chamada geração Y

Texto Vand Vieira | Adaptação Ana Paula Ferreira
Estudo aponta que pessoas de 26 a 38 anos sao mais estressada
 Um levantamento feito pela empresa nacional de seguros de saúde SulAmérica com mais de 43 mil brasileiros de várias capitais do país revelou que a faixa etária mais estressada da população é a chamada geração Y, das pessoas entre 26 a 38 anos – 58% dos entrevistados desse grupo relataram altos níveis de estresse.
A dependência da tecnologia e o modelo de trabalho que privilegia a autonomia e o empreendedorismo (mas resulta em muitas horas a mais de expediente) estão entre as causas para o alto nível de tensão entre os jovens adultos. 
Estressou? Procure compensar praticando atividade física, passando mais tempo com as pessoas queridas e realizando atividades que tragam prazer.
Fonte: Uol