segunda-feira, 20 de abril de 2015

10 passos para dormir melhor (e render mais durante o dia)




10 passos para dormir melhor e render mais durante o dia

Para quem vive na correria, ter uma boa noite de sono vale ouro. Mas, uma vez que a rotina se estabelece, fica difícil enxergar formas de melhorar a qualidade do descanso noturno. Por isso, é importante ficar de olho no próprio comportamento e estar disposto a alterar alguns hábitos prejudiciais à saúde.
De acordo com a médica Fernanda Haddad, coordenadora do Departamento de Medicina do Sono da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, para ter um sono de qualidade, é preciso atingir adequadamente as duas fases principais, não-REM e REM.
“Não dormir o número adequado de horas por noite e ter distúrbios do sono podem causar fadiga, cansaço, sonolência diurna e sensação de sono não reparador, com impacto desfavorável no rendimento diário e na qualidade de vida”, afirma.
Como no dia 14 de março é celebrado o Dia Mundial do Sono, a especialista indica alguns passos para que se tenha mais disposição ao longo do dia e consiga recarregar as baterias durante a noite.
1- Verifique se seu colchão e travesseiro estão bons
Se você acorda com dores musculares ou nas costas, talvez seja hora de trocar de colchão ou de travesseiro. Para que o sono seja satisfatório, é preciso que o corpo esteja em um ambiente confortável. E o tipo de cama varia de pessoa para pessoa.
2- Preste atenção na sua respiração
Não adianta dormir 8 horas todas as noites se você tem algum problema respiratório do sono. O cansaço vai persistir. “Os principais sintomas diurnos dos pacientes que apresentam distúrbios respiratórios do sono são a sonolência diurna, problemas de concentração e de memória, irritabilidade, dentre outros”, afirma a especialista.
Fernanda ainda afirma que muitas pessoas podem ainda sofrer com despertares durante a noite, micção involuntária, acordar com o próprio ronco ou até acordar com engasgo. Se apresentar alguma dessas características, o melhor é buscar um médico.
3- Tenha horários regulares
De acordo com a médica, ter horários regulares ajuda bastante a criar uma rotina de bom sono. Um adulto precisa, em média, de 7 a 9 horas de descanso por noite e uma rotina que possibilite essa pausa faz toda diferença no dia seguinte. O ideal é ir dormir e acordar sempre na mesma hora, para que o corpo se adapte e não demore demais a desligar.
4- Prepare o quarto
Deixar o quarto escuro e silencioso ajuda bastante no relaxamento para ter uma noite tranquila. Se houver luz dentro do quarto, seja de uma TV, seja de um celular, o organismo entenderá que é dia e o cérebro poderá parar de produzir a melatonina, hormônio que controla o relógio biológico.
5- Evite beber álcool ou produtos com cafeína antes de deitar
As bebidas cafeinadas, como o café, refrigerantes, chá preto e mate, e as alcoólicas atrapalham o sono e, por isso, não é recomendado o consumo antes de dormir. Além delas, comer demais ou ingerir alimentos pesados também pode prejudicar a qualidade do descanso.
6- Chega de TV, celular e computador na cama
Se quiser ter um sono melhor, será preciso renunciar ao hábito de verificar as últimas novidades das redes sociais ou de assistir àquele filme na TV, pelo menos 30 minutos antes da hora programada para dormir. Esse tempo é necessário para que o corpo comece a relaxar e deixe o cansaço natural bater na hora certa.
7- Faça atividades relaxantes antes de ir para a cama
Depois de dar um tempo nos aparelhos tecnológicos, os 30 minutos antes de dormir devem ser dedicados ao relaxamento. Deixar a luz do ambiente mais baixa, ler algo agradável e leve, meditar ou tomar um banho são algumas atitudes que ajudam a dissipar a agitação do dia.
8- Durante o dia, exercite-se e tenha uma boa alimentação
A médica Fernanda Haddad também recomenda fazer exercícios físicos com frequência, para gastar a energia do corpo e manter a saúde. Mas é importante saber que as atividades físicas devem ser feitas, idealmente, ao longo do dia, e não em horário próximo ao recolhimento, para que o corpo tenha tempo suficiente para se acalmar sem atrapalhar o sono.
9- Controle o estresse
A rotina corrida traz, muitas vezes, não só o cansaço físico, mas também o estresse mental, mas é preciso ter plena consciência de que a sobrecarga do dia pode se refletir entre os lençóis, prejudicando o descanso. Para não deixar que isso aconteça, é necessário refletir bem sobre a própria vida e, se necessário, procurar um psicólogo ou psiquiatra que ajude a lidar com o problema.
10- Cochile depois do almoço, se for preciso
Se a noite de sono não foi suficiente, a médica afirmou que pode ser benéfico tirar um breve cochilo depois do almoço. A soneca pode ajudar a recarregar as baterias, mas é válido ter em mente que ela não resolve o problema central, do sono desregulado.
“Infelizmente, hora de sono perdida não é recuperada, principalmente, quando isso se torna um hábito. O melhor é reavaliar e readequar a rotina”, diz. Segundo Fernanda, a pausa da tarde deve durar de 30 a 40 minutos, no máximo, pois, se for mais longa, pode prejudicar o sono da noite e complicar ainda mais o quadro.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Petição de 100 folhas: pra que, pra quem?

Será necessário escrever uma petição tão grande assim?


Publicado por Pedro Magalhães Ganem
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Petio de 100 folhas pra que pra quem
Ainda nos dias de hoje é possível ver petições volumosas, repetitivas, infestadas de “jurisprudências” (que, muitas vezes, sequer possuem relevância com o tema), nomeadas e com pedidos totalmente diferentes do seu real objetivo.
Um dia desses, ao analisar um processo, vi uma petição que continha 100 (cem) páginas, isso mesmo, CEM PÁGINAS! E, por incrível que pareça, o próprio advogado que escreveu a petição, durante uma audiência, disse que já escreveu uma peça recursal para os Tribunais Superiores com mais de 1000 (mil) páginas.
Com relação à petição de 100 páginas (que já acho um “exagero exagerado”), se, por acaso, pensam que, devido ao tamanho, seria recheada de teses, argumentos ou outras questões pertinentes e importantes para o julgamento do pleito, se equivocaram.
Dessas 100 páginas, a maior parte era de “jurisprudências” e de repetições e mais repetições, mais especificamente “enchimento de linguiça”.
Será necessário escrever uma petição tão grande assim?
Será que o autor da peça sabe da grande demanda de processos no Judiciário e que uma correta e devida análise do que escrito demanda um tempo e uma dedicação inexistentes?
Será que alguém pensa que essa petição será realmente lida, em sua integralidade, e compreendida, como merece?
Será que as afirmações e pedidos não poderiam ter sido realizados em uma petição menor?
O momento é de sermos sucintos, diretos e sem rodeios, expondo o direito da respectiva parte e requerendo o seu reconhecimento pelo Judiciário.
Quando falo de uma petição direta, não quero dizer que devemos deixar de expor aquilo que é necessário, em prol de petições curtas, até pelo fato de que existem questões que demandam uma melhor explicação.
Repito, não me refiro a uma longa petição que, por necessidade, tem que ser grande, pois, caso contrário, seria insuficiente para expor o direito da parte. Falo daquela petição grande injustificadamente.
Nesse sentido, enquanto pensava sobre esse assunto, vi uma notícia no CONJUR[1]: “Em decisão, Suprema Corte dos EUA exige simplicidade nas petições”.
Consta no referido texto, dentre outras coisas, que:
“As recentes discussões na comunidade jurídica americana sobre a linguagem das petições chegaram à Suprema Corte dos EUA. Em decisão unânime, em um “processo disciplinar extraordinário”, os ministros advertiram advogados e procuradores que atuam na corte: as petições devem ser redigidas em plain terms — que significa linguagem clara, direta e objetiva.”
[...].
“O presidente do comitê executivo da Sidley Austin, Carter Phillips, disse ao Legal Times que advogados novos costumam pensar, erradamente, que o juiz entende ou se importa com a questão proposta na petição mais do que realmente ele realmente entende ou se importa ou, ainda, que tem tempo para se dedicar a ela. ‘Os advogados experientes sabem como é importante “traduzir materiais ou ideias complexas em algo que é realmente fácil de entender, se a redação for em linguagem clara, direta e objetiva’.”
Inclusive, sabemos que vigora no Brasil o princípio jura novit curia (o juiz conhece o direito), sendo suficiente, para tanto, que a parte interessada apresente os fatos para que o julgador aplique a norma cabível.
Ademais, o magistrado deverá motivar a decisão conforme sua livre convicção e não nos termos requeridos pelas partes, visto que o julgamento é relacionado aos pedidos e não aos fundamentos trazidos pelos litigantes, sendo aplicável, ainda, o brocardomihi factum, dabo tibi ius (dá-me o fato, dar-te-ei o direito).
Assim, acredito que uma petição de 100 folhas, quando não há conteúdo para tanto (maior parte dos casos), prejudicará o interesse do cliente muito mais do que contribuirá, atrasando o processo e, principalmente, dificultando o entendimento do que pleiteado, que é o que interessa.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Bebida energética à base de limão, cloreto de magnésio e mel.

Não culpe ninguém pelo seu fracasso

É bastante comum as pessoas atribuírem o insucesso a motivos que lhes são externos: famílias, governos, instituições etc. Essa mentalidade retrata uma transferência de responsabilidade que na maioria das vezes serve de justificativa para os nossos fracassos. Culpar alguém é muito melhor que assumir a culpa. Esse pacto de mediocridade interpessoal faz com que muitos se utilizem da cruel vitimização para dar respostas a uma vida sem brilho, sem projetos, sem realização.
Ao culparmos os outros por nossas desventuras, estamos atribuindo a eles a responsabilidade sobre o nosso insucesso. Isso de fato é bastante cômodo porque não exige uma investigação sobre as causas e muito menos uma ação concreta no sentido de superar aquele estado de inércia. Se fracassamos, a culpa é do professor, do pai, do vizinho, do político, quem sabe até da cegonha. Nesse contexto nos permitimos enveredar pelo ciclo vicioso da zona de conforto.
E haja culpados para tanto fracasso. Será uma existência inteira de lamentações. Pior ainda para quem vai ter que ouvir e conviver com esse rosário de lamúrias. Com certeza vocês já partilharam do convívio de pessoas que preferem valorizar suas desgraças a lutar para transformar as realidades que lhe são adversas. Apontam seus culpados, ao contrário de perceberem que são eles próprios, na maioria das vezes, a razão de seus infortúnios. Esquecem-se da lição básica de avaliar os seus erros, de reconhecer suas omissões. Tornam-se algozes de si mesmos, atiram-se no abismo de suas desventuras.
Dessa tragédia do conformismo cego, devemos colher boas lições. Uma delas é percebermos que se fracassamos, parcela ou quase totalidade desse fatídico resultado, advém dos nossos próprios erros. Faltou-nos coragem e audácia. Deixamos de enxergar o mundo pelas possibilidades e optamos por aceitar os horizontes sombrios de uma existência pífia, morna e amorfa.
Talvez alguns de vocês tenham a vontade de me dizer que o que ora escrevo não tem sentido, pois desconheço sua história pessoal. Mais ou menos isso: “Se você soubesse como é a minha vida, com certeza me daria razão...” Lamento desapontá-lo mas mesmo a meio das maiores intempéries e dos invernos existenciais pelos quais você passa, nada justifica o fracasso que se ampara no imobilismo, na ausência de ação, na aceitação imotivada.
Já disse antes e repito: Nascemos para a vitória. Basta que façamos as escolhas certas. Isso, entretanto, impõe trabalho, determinação e foco. Muito mais ainda nos exige amor próprio e vontade de construir uma história diferente, motivada pela singularidade que é peculiar à nossa própria existência; somos únicos e há em cada um de nós uma inarredável vocação para a vida em plenitude. Vida que viceja vida. Vida que se dinamiza, se transforma e se renova.
Por isso, antes de atribuir a alguém seus fracassos, olhe para dentro de si mesmo e se redescubra como um ser capaz de superar o comodismo, as limitações. Siga em frente como quem olha o mundo com os olhos de criança. Um olhar de quem sonha e acredita, de quem supera os obstáculos pela fé e pela certeza de que aqui estamos, fruto de uma vontade sublime e divina, para construir uma grande história. Não deixe, portanto, de ser o ator principal da sua vida

10 dicas para escrever emails profissionais mais eficientes

Este post é sobre um assunto muito simples e diário: como ser capaz de transmitir a informação necessária de forma direta e clara através de um email, além de chamar a atenção de quem vai ler para os temas certos. Reuni 10 dicas fundamentais para ajudar vocês; espero que sejam úteis.
1. Antes de começar a escrever o e-mail, pense no que você quer dizer:
Em primeiro lugar e de forma a evitar escrever de forma confusa e perder tempo rescrevendo o e-mail, pense quais são seus objetivos ao escrever esse e-mail. Pense na informação exata que você quer transmitir naquele momento e inspire-se a se manter focado nesta informação.
Misturar assuntos sem organizar a ligação entre eles ou mencionar fatos secundários que não estão realmente relacionados com o tema central não são comportamentos de escrita aconselháveis no contexto profissional - eles fazem o escritor e o leitor perderem tempo.
2 - Verifique os e-mails anteriores sobre o assunto:
Muitas pessoas parecem esquecer que já existe uma conversa em curso sobre o assunto (ou às vezes eles não estavam cientes disso e jogaram fora e-mails importantes sobre um assunto pertinente) e iniciam um novo e-mail sobre uma pergunta ou um assunto que vem sendo discutido há algum tempo pela equipe.
Evite: se você se lembra de ter lido algo relacionado com o assunto na sua caixa de entrada faça uma busca simples nas pastas do seu email e veja se há alguma conversa que você não está se lembrando que pode fazer o seu e-mail desnecessário, ou mesmo que pode ajudá-lo a ir direto ao ponto.
3 - Organize o seu e-mail em sub-temas:
Se que você está escrevendo sobre mais de um assunto em um e-mail, divida-os em sub-itens e use números, letras e símbolos para marcar a separação entre eles e as diferentes categorias (por exemplo, a, b, c ou "1", "2", "3").
Isso ajuda o leitor a entender quando você está falando sobre cada tema e quais são as correspondentes as categorias de assuntos.
4 - Tente evitar e-mails longos:
Não importa se você é o chefe ou o estagiário da empresa, é importante tentar evitar e-mails longos e com explicações longas (que às vezes não são necessárias naquele momento).
Tente se concentrar no que realmente importa e o que precisa ser transmitido no e-mail (item 1), organizá-lo em itens (item 3) e tentar ser breve. A menos que você está falando de algo que precisa ser profundamente explicado ou sobre um acontecimento incomum, não faça de e-mails longos um hábito. Ser curto e direto ao ponto fará toda a equipe feliz.
5 - Seja preciso no campo "Assunto" do e-mail:
Escrevendo "Olá" no campo de assunto de um e-mail sobre as tarefas semanais não é útil e até mesmo não soa profissional. Tente ajudar os leitores de seus e-mails identificar com precisão o que é o e-mail e sobre o que você vai falar.
Se for um e-mail urgente (que deve ser lido no mesmo dia, por exemplo), coloque isso no campo de assunto. Se for um e-mail "off topic", coloque no assunto. Isso ajuda a equipe a se organizar e dar prioridade ao que é verdadeiramente importante.
6 - Faça destaques no que é mais importante:
Usando marcas em negrito, itálico ou amarelas em seu texto vai ajudar o seu leitor se concentrar no que é a parte mais importante de seu e-mail e a identificar a ação que você espera deles ao final do email. Por exemplo, se você quer que todos que leiam seu e-mail respondam com a sua opinião sobre algo, tente destaque em algum lugar que a ação de "responder com sua opinião sobre o assunto" é muito importantee você está aguardando isso.
7 - Não se esqueça dos anexos e tente enviar todas as informações pertinentes já no primeiro e-mail:
Se você está enviando um e-mail com diversas informações para um grupo de pessoas, por exemplo, não se esqueça de ser organizado e preciso e já no primeiro e-mail enviar os anexos corretos e informações complementares. Ter que adicionar informações e anexos já existentes e disponíveis muitas vezes pode ser confuso para os leitores e perturbar todo o fluxo de trabalho.
8 - Verifique se você está enviando para as pessoas certas:
Nunca se esqueça de verificar o campo "Enviar para" de sua caixa de correio antes de enviar a mensagem. Muitas pessoas ficam em situações constrangedoras porque enviaram um email para pessoas erradas.
9 - Verifique se você está enviando o e-mail do endereço correto (aos que têm mais de uma conta) e com as informações pessoais necessárias (assinatura) para que possam entrar em contato com você.
Muitas pessoas têm mais de uma conta de e-mail e cada um com uma assinatura diferente e às vezes todos são reunidos em uma única conta coletora de e-mails (por exemplo, duas contas de trabalho e uma conta pessoal, todas recolhidas pela conta de e-mail pessoal).
Não se esqueça de verificar o campo "de" em sua caixa de correio para verificar se a conta de e-mail do remetente é a correta e se a sua assinatura contém todas as informações necessárias para que os leitores do seu e-mail possam entrar em contato com você.
10 - Verifique se você foi educado.
Às vezes, na pressa para concluir todas as tarefas, as pessoas esquecem de dizer "boa tarde", "atenciosamente", "por favor", "obrigado", "você se importaria" etc. Ser educado é um "must" na vida profissional. Todos gostam de cordialidade e bom humor, itens que são, inclusive, grandes facilitadores na rotina de trabalho.
Não se esqueça de ser educado sempre, mesmo nos e-mails, pois é algo que vai ajudar você e sua equipe a trabalharem com mais eficiência e serem mais felizes durante o dia:-)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Nossa esquerda é de direita, mente e rouba


Publicado por Léo Rosa
Rouba mesmo, e muito, e sistematicamente. A presidenta tem razão: “A corrupção é uma velha senhora”. Acrescento que essa senhora velha sempre circulou com desenvoltura pelo nosso país. Agora, nunca havia sido sistema administrativo, nem método de governo. O Partido dos Trabalhadores rouba para locupletar companheiros, e nisso cumpre os costumes. Além disso, faz mais e pior: rouba e usa dinheiro público como método de corromper para governar o seu governo. O governo compra parlamentares para fazer base aliada no Congresso.
Mas corrupção por corrupção, não seria tudo igual? De jeito nenhum. Os petistas, ademais de roubar, estão, na medida em que sistematizam e instrumentalizam a corrupção para obter votos, desvirtuando o pouco que nos resta de República. Comprar o Congresso equivale a dispensá-lo.
E o petismo trai o discurso. A Dilma imputava a Aécio planos para arrochar o Brasil. O sujeito de fato os tinha. Mas é Dilma quem arrocha. Alguém me responderá: seria burrice a Dilma confessar o que faria. Rebato: depende de como se vê a política. Política deveria ser mais do que truque eleitoral. Ao mentir para o País, Dilma repete o mal que muitos políticos praticam: desqualificam a política como modo de organização social: ora, se todo político mente e rouba, então todo político é igual. Mas os políticos já não mentiam? Sim, mas só o discurso purista do PT prometeu salvar a pátria.
O “nunca antes nesse país” era messiânico. Era mentira, mas ficou como um salvacionismo que o PT se atribuiu. Hoje se sabe, salvo os sectários, que o PT é uma fraude política, não só eleitoral. Se alguém tem dúvida, basta conferir se o currículo do ministro da Fazenda cabe no programa de governo da Dilma ou no estatuto do PT.
O ministro que controla o controle da Dilma sobre a economia é de direita (o que não o desabona), é banqueiro, é tudo o que o PT execra (va). O PT defende o ministro, mas a classe média (e sobre ela estou de acordo com Marilena Chauí) se assustou. E foi pra rua, levar seu protesto de medo de não sabe o quê. E nem tem que saber. O povo não tem que propor plano administrativo. Quem é pago pra isso são os governantes. Só a direita ou a nossa esquerda de direita acusa uma passeata de não ter agenda, proposta e solução.
Essa desqualificação dos milhares de pessoas que foram às ruas, imputando-lhes fascismo, oposicionismo, saudosismo etc, é arrogância autoritária e disparatada. E deixo claro: por mim, que os patifes que defendem ditadura tropecem no cadáver de um milico torturador e morram afogados nas dores de um torturado.
O desgosto da população está legitimamente posto na rua. Pretextar com a presença de alguns sabujos dos militares para desabonar a multidão também é ditadura, é impor uma opinião chapa-branca; é alinhar-se com o governo. Este governo está de direita, mentindo, roubando. E só o que faltava era tornar-se autoritário. O PT não reconhece, mas a coisa está difícil. Só que tem solução: bastaria a Dilma cumprir no Planalto o que prometeu na televisão. Claro, se ela tivesse lastro para tanto, o que não tem. É triste que ela precise da credibilidade do Joaquim Levy.

Léo Rosa
Doutor e Mestre em Direito pela UFSC. Especialista em Administração de Empresas e em Economia. Professor da Unisul. Advogado, Psicólogo e Jornalista.

01 - Ice Bar - Argentina - 06-04-2015

Pelas Ruas de Foz do Iguaçu em 05-04-2015

Visita Noturna a Usina de Itaipu em 04-04-2015

sábado, 11 de abril de 2015

Jovens com menos de 30 anos que já faturam milhões contam truques e erros25

Três jovens empresários alcançaram uma marca surpreendente: faturaram mais de R$ 2 milhões antes dos 30 anos. São eles: Bruno Queiroz, 24, fundador das franquias The Original Cupcake e The Original Cake (bolos caseiros) e Jhonathan Ferreira, 29, e Adriano Massi Lima, 27, sócios das redes Pão Express (padaria "drive-thru") e Brasileirinho Delivery (comida típica).
Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, em geral, jovens empresários têm força de vontade, mas falta preparo. Até alcançarem o sucesso, esses três jovens milionários tiveram alguns tropeços, mas a veia empreendedora fez a diferença. Eles contam seus principais truques e erros: 

Truque: confiar no próprio talento e arriscar.

Queiroz fundou a rede de cupcakes (The Original Cupcake) em 2009, aos 19 anos, após voltar de uma viagem aos Estados Unidos onde conheceu o minibolo. O primeiro milhão veio em dois anos. Já em 2014, com quatro unidades próprias e 17 franqueadas, a empresa faturou R$ 12 milhões. O lucro não foi informado.
Até abrir o negócio, o jovem só havia trabalhado em uma rede de franquias. "Entrei como estagiário e seis meses depois já era gerente de expansão. Foi uma ascensão rápida", diz. Ao todo, Queiroz ficou um ano e meio na empresa. Com o dinheiro da rescisão, investiu R$ 20 mil na abertura do primeiro quiosque de cupcakes, em São Paulo.

Erro: empolgar-se demais e tomar medidas precipitadas.

No início da empresa, como a moda dos cupcakes estava em alta, Queiroz resolveu apostar na expansão e transformou o negócio em franquia. O jovem precisou trancar a faculdade de administração para tomar conta do negócio. Nesse período, no entanto, reconhece ter cometido erros devido à pouca idade.
"Abri três quiosques em Curitiba e tive de fechá-los no primeiro mês porque não conseguia administrá-los a distância e não tinha produção suficiente para atendê-los", afirma. "Fui muito ansioso e tomei prejuízo". O valor da perda não foi revelado.

Truque: identificar uma tendência no início e surfar na onda.

Em 2013, os cupcakes já haviam saído de cena e os bolos caseiros é que começavam a ganhar espaço. Queiroz aproveitou a semelhança entre os produtos e criou a The Original Cake, com investimento de R$ 200 mil. No ano seguinte, desta vez de forma mais planejada, a marca virou franquia e faturou R$ 7,2 milhões, segundo a empresa.
"A maior dificuldade da juventude é se manter focada. É uma fase de festas, baladas e muitas coisas que distraem", declara Queiroz. O empresário também é criador do grupo NQZ Multi, que cuida da expansão das franquias Q Reparo Express e Estética Hollywood, além das duas marcas fundadas por ele.

Truque: encontrar aliados com perfis complementares.

A história de Jhonathan Ferreira e Adriano Lima, que fundaram a Pão Express no início de 2013, mostra a força de uma boa parceria. Ferreira vem de uma família de criadores de gado, enquanto Lima tem experiência como consultor de campo para redes de franquias.
Após o bom resultado com a primeira empresa, a Pão Express, no mesmo ano, a dupla investiu mais R$ 160 mil e fundou a segunda marca, a Brasileirinho Delivery, com investimento de R$ 200 mil.  As duas empresas de São José do Rio Preto (438 km a noroeste de São Paulo), viraram franquias e faturaram juntas R$ 2,4 milhões em 2014.  

Truque: identificar uma necessidade e oferecer a solução.

O primeiro negócio dos sócios (Pao Express) foi criado na tentativa de fazer com que as pessoas economizassem tempo para ir à padaria. No formato "drive-thru", o cliente faz o pedido dentro do carro, paga e retira na cabine. "O cliente não perde tempo procurando vaga no estacionamento, caçando o produto na prateleira e, depois, na fila do caixa", diz Ferreira. "É possível fazer tudo sem sair do carro."
Já a Brasileirinho Delivery foi criada para atender o público que pede comida pelo telefone que, muitas vezes, não tem opções de alimentação saudável, segundo o empresário. "A maioria das entregas é de pizza ou outro tipo de fast-food. É muito difícil encontrar quem entregue arroz e feijão", diz.

Erro: confiar só no boca a boca e não divulgar o negócio.


Ao abrir a segunda franquia (Brasileirinho Delivery), Ferreira diz ter cometido um erro comum: acreditar que o círculo de amizades e o boca a boca seriam suficientes para atrair clientela, o que não aconteceu. Às pressas, os sócios tiveram de montar panfletos de divulgação e "tropeçaram" novamente.
As fotos dos pratos mostravam os ingredientes separados. Porém, eles vêm misturados na caixa. Segundo Ferreira, isso gerou críticas por parte de alguns clientes. "Tivemos de refazer as fotos e o material de divulgação para corrigir o erro. Foi um custo a mais, mas eliminamos as reclamações de pessoas que se diziam enganadas."

Fonte. Uol



O que fazer em caso de crimes cometidos pelo WhatsApp?


Publicado por José Antonio Milagre 
O WhatsApp é um dos mais populares aplicativos no Brasil. Cresceu ao integrar o celular à comunicação via Internet, de forma gratuita. Não se justifica mais o envio de torpedos SMS pagos se é possível se comunicar com maior eficiência em uma interface gratuita. Além disso, o aplicativo permite o envio de conteúdo multimídia, áudio e vídeo e a criação de grupos. A aplicação diz ter 38 milhões de usuários no Brasil. 430 milhões de usuário no mundo.
A qualquer cidadão, com um pacote mínimo de dados, é permitido se valer dos benefícios do mensageiro. Porém, tal aplicação, hoje de responsabilidade do provedor de serviços Facebook, vem sendo utilizada como plataforma para a prática de crimes eletrônicos, nomeadamente, compartilhamento de conteúdo ofensivo, ameaçador, difamatório e envolvendo crimes de intolerância e pornografia infantil.
Graças a possibilidade de criação de grupos, usuários podem criar “grupos fechados” e adicionar somente quem desejar. Quem é adicionado não recebe um convite mas entra de imediato, devendo deixar o grupo caso não se sinta confortável. E se o grupo compartilha conteúdo ilegal? Seu nome pode ser listado como um participante, mesmo não tendo aceitado convite algum.
Diante da vingança pornô, ou da cópia indevida de fotos e vídeos íntimos, privados ou de cunho sexual envolvendo uma pessoa, era comum a criação de blogs anônimos, perfis ou páginas em redes sociais divulgando o conteúdo que “caiu na rede”. De posse da “URL” ou do link específico da postagem (com a numeração do usuário (id), página ou postagem) era possível mover ação para identificação da pessoa por trás da ofensa, bem como para remoção do conteúdo.
Porém, no Whatsapp, vítimas de crimes na Internet sofrem com um agravante: a mensagem com conteúdo inverídico corre de celular para celular, ponto a ponto, ou é postada em grupos que sequer a vitima faz parte ou conhece, sendo que muitas vezes não tem como especificar o “local” em que o conteúdo foi compartilhado, dentro do serviço, quanto mais precisar “qual” telefone realizou a postagem inicial.
Os tempos são outros. Se antes a vítima comparecia à polícia ou a um escritório de advocacia com cópias das postagens, hoje comparece informando que “ouviu dizer” que em algum no lugar no WhatsApp suas fotos ou vídeos em situação íntima estão circulando.
E o cenário se ultraja, pois com a Lei 12.965/2014, o Marco Civil da Internet, nos termos do seu art. 21, o provedor deverá indisponibilizar, tão logo notificado extrajudicialmente, o conteúdo envolvendo imagens, vídeos ou outros materiais contendo cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado em relação a vítima, sob pena de ser responsabilizado. Por outro lado, esta notificação deverá ter elementos que permitam a identificação específica do material apontado como violador da intimidade. Mas como identificar?
Neste contexto, algumas orientações e procedimentos simples podem auxiliar aqueles que tiveram problemas com o uso indevido do WhatsApp para a divulgação de conteúdo íntimo:
1. Converse com quem viu a mensagem ou que participa do grupo referido e verifique se podem transmitir o conteúdo ou ao menos indicar os nomes dos grupos, nomes ou números telefônicos das pessoas responsáveis pelo conteúdo ofensivo; Lembrando que se conseguir entrar no grupo, só verá as mensagens posteriores ao ingresso;
2. Tenha em mente que o nome que aparece em um contato pode ser fantasiado, então, busque pelo número de telefone utilizado pelas mensagens; Embora com certeza usuários e grupos tenham um “ID” na aplicação, ao contrário de outras redes sociais, tal dado não é exibível ao público;
3. Se algum amigo recebeu o conteúdo, ele pode fazer um backup da conversa e remeter para um e-mail ou mesmo lhe remeter o conteúdo; Se algum conhecido é participante do grupo, ele pode extrair uma lista de todos os participantes;
4. Você não vai conseguir pesquisar por repositório de grupos na Internet e só consegue entrar em um grupo se te adicionarem – O que é bem diferente das redes sociais convencionais; Por outro lado, considere o Google na busca por pessoas mencionando o grupo no Whatsapp;
5. Uma pessoa pode estar cadastrada no Whatsapp com um numero que não mais detém ou (em casos específicos) de terceiros; Cuidado em tomar conclusões precipitadas. Converse com um perito digital; Jamais processe alguém por achismo ou presunção;
6. Registre todo o material envolvendo o conteúdo ofensivo, se necessário lavre uma ata notarial, onde um cartório irá constatar que acessando a aplicação pelo usuário x, na data e hora y, obteve acesso ao conteúdo ilegal;
7. É um erro processar a operadora de telefonia ou provedor de Internet para que forneça dados de um usuário do Whatsapp; Embora o WhatsApp atue com números telefônicos (como ID na aplicação), cada usuário faz um cadastro independente no sistema. O provedor de conexão deverá ser acionado após a vitima descobrir o Ip ou os dados do telefone do responsável;
8. No pedido de dados de acesso a aplicação, solicite também os números telefônicos cadastrados e o IMEI (número de série do equipamento) (O WhatsApp registra esta informação);
9. De posse dos dados cadastrais do responsável pela publicação do conteúdo (após fornecimento dos dados pelo provedor de conexão ou telefonia), pode ser o caso da determinação judicial de uma busca e apreensão do equipamento celular para verificar se o conteúdo lá se encontra, podendo os chats serem recuperados mesmo após a exclusão;
10. Ordem judicial específica poderá requerer o extrato das comunicações feitas de um usuário WhatsApp para outro.
Com estas orientações e medidas a vítima minimizará a dificuldade de apuração da autoria de um crime virtual cometido na plataforma, lembrando que, embora o WhatsApp declare em seus termos que está sob a Lei da Califórnia, ao tratar informações de brasileiros, deve oferecer foro no Brasil para resolução de litígios e principalmente, está obrigado, pelo Marco Civil da Internet, a guardar os registros de acesso a aplicação por 6 (seis) meses. Portanto, a vitima deve agir rapidamente.

José Antonio Milagre
Advogado e Perito em Informática.
Advogado, perito digital, vice-presidente da Comissão de Informática da OAB/SP. Professor da Escola Superior da Advocacia - ESA. Árbitro da CIAMTEC.br

Milhares de turistas admiram "maré do século" na França

Fenômeno foi provocado por alinhamento da lua e do sol

21/03/2015 | 17h20
Milhares de turistas admiram "maré do século" na França Philippe Huguen/AFP
Foto: Philippe Huguen / AFP
O famoso Monte Saint-Michel (na Normandia, França) foi invadido neste sábado por turistas de todos os cantos franceses e também de outros países para a "maré do século", um fenômeno espetacular provocado por um alinhamento excepcional da lua e do sol, que influencia nas correntes marítimas. Desde as primeiras horas deste sábado, os turistas atravessavam a passarela que garante o acesso do continente ao Monte Saint-Michel, e que será completamente encoberto pelas águas.

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O Monte, que voltou a ser uma ilha na manhã deste sábado na maré cheia, voltou a ficar isolado do continente esta noite na França, às 20h07min (16h07min no horário de Brasília), quando as águas do Atlântico subiram mais de 14 metros. O espetáculo já havia atraído cerca de 10 mil pessoas na sexta-feira à noite.

Parecido com uma ilha, o Monte Saint-Michel é classificado como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e recebe turistas durante o ano inteiro. Os períodos de maré alta, no entanto, são os mais procurados.

Próxima "maré do século" será em 2033
A última "maré do século" foi em 10 de março de 1997 e a próxima será em 3 de março de 2033. O fenômeno ocorre pela conjunção de diversos fatores astronômicos como o alinhamento dos astros, distância mais curta entre as órbitas, dado que as marés resultam da atração da Lua e do Sol sobre os mares e oceanos. Com a maré do século, que ocorre a cada 18 anos ou mais, a amplitude das marés (máxima diferença entre maré baixa e alta) ultrapassa os 14 metros.

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Na histórica cidade de Saint-Malo, cerca de 20 mil pessoas, de acordo com a prefeitura, se reuniram para assistir a maré alta na parte da manhã. Amontoados na calçada, com botas de borracha e capas, as pessoas imortalizaram com suas câmeras a espuma se elevando acima do dique antes de tomar um verdadeiro banho.

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— Não havia muito vento, tomamos um pequeno banho, tudo na medida — comemorou Karine, que veio de Chartres (norte da França) com toda a família.
— Nós amamos a Bretanha. Esta é a terceira vez que visitamos a região e encontramos uma desculpa para voltar — declarou um casal italiano, Francesca e Gianni, que cruzaram 1,4 mil quilômetros para passar uma semana de férias na Bretanha.
Na maré baixa, o mar é raso até se perder de vista, e pescadores descalços aproveitam para catar, com pás e ancinhos, berbigões, amêijoas e outros. Mas as autoridades locais têm advertido nos últimos dias os pescadores para que não sejam surpreendidos pela maré, especialmente na Baía do Monte Saint-Michel, onde, como diz o ditado, a maré sobe "à velocidade da um cavalo a galope".
A maré máxima observada no mundo se produzirá na Baía de Fundy, no Canadá, onde deve alcançar 16 metros. O fenômeno também será muito visível na costa leste da Terra do Fogo, e na costa norte da Austrália e no Reino Unido, no Canal de Bristol (mais de 14 metros).

*AFP

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A Bomba do BNDES está para estourar. 20 Obras e 3000 empréstimos a outros países

Como estes existem mais de 3.000 empréstimos concedidos pelo BNDES no período de 2009 a 2014. A seleção dos recebedores destes investimentos, porém, segue incerta..

Não é novidade para ninguém que o Brasil tem um problema grave de infraestrutura. Diante dessa questão, o que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) faz? Financia portos, estradas e ferrovias – não exatamente no Brasil, mas em diversos países ao redor do mundo.
Desde que Guido Mantega deixou a presidência do BNDES, em 2006, e se tornou Ministro da Fazenda, em 2006, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social tornou-se peça chave no modelo de desenvolvimento proposto pelo governo. Desde então, o total de empréstimos do Tesouro ao BNDES saltou de R$ 9,9 bilhões — 0,4% do PIB — para R$ 414 bilhões — 8,4% do PIB.
Alguns desses empréstimos, aqueles destinados a financiar atividades de empresas brasileiras no exterior, eram considerados secretos pelo banco. Só foram revelados porque o Ministério Público Federal pediu na justiça a liberação dessas informações. Em agosto, o juiz Adverci Mendes de Abreu, da 20.ª Vara Federal de Brasília, considerou que a divulgação dos dados de operações com empresas privadas “não viola os princípios que garantem o sigilo fiscal e bancário” dos envolvidos. A partir dessa decisão, o BNDES é obrigado a fornecer dados sobre que o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) solicitarem. Descobriu-se assim uma lista com mais de 2.000 empréstimos concedidos pelo banco desde 1998 para construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior.
Quem defende o financiamento de empresas brasileiras no exterior argumenta que a prática não é exclusiva do Brasil. Também ocorre na China, Espanha ou Estados Unidos por exemplo. O BNDES alega também que os valores destinados a essa modalidade de financiamento correspondem a cerca de 2% do total de empréstimos, e que os valores são destinados a empresas brasileiras (empreiteiras em sua maioria), e não aos governos estrangeiros.
A seleção dos recebedores destes investimentos, porém, segue incerta: ninguém sabe quais critérios o BNDES usa para escolher os agraciados pelos empréstimos. Boa parte das obras financiadas ocorre em países pouco expressivos para o Brasil em termos de relações comerciais, o que leva a suspeita de caráter político na escolha.
Outra questão polêmica são os juros abaixo do mercado que o banco concede às empresas. Ao subsidiar os empréstimos, o BNDES funciona como um Bolsa Famíliaao contrário, um motor de desigualdade: tira dos pobres para dar aos ricos. Ou melhor, capta dinheiro emitindo títulos públicos, com base na taxa Selic (11% ao ano), e empresta a 6%. Isso significa que ele arca com 5% de todo o dinheiro emprestado. Dos R$ 414 bilhões emprestados este ano, R$ 20,7 bilhões são pagos pelo banco. É um valor similar aos R$ 25 bilhões gastos pelo governo no Bolsa Família, que atinge 36 milhões de brasileiros.
Seguem 20 exemplos de investimentos que o banco considerou estarem aptos a receberem investimentos financiados por recursos brasileiros. Você confirma todas as informações clicando aqui.

1) Porto de Mariel (Cuba)

Valor da obra – US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

2) Hidrelétrica de San Francisco (Equador)

Valor da obra – US$ 243 milhões
Empresa responsável – Odebrecht
Após a conclusão da obra, o governo equatoriano questionou a empresa brasileira sobre defeitos apresentados pela planta. A Odebrecht foi expulsa do Equador e o presidente equatoriano ameaçou dar calote no BNDES.

3) Hidrelétrica Manduriacu (Equador)

Valor da obra – US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht
Após 3 anos, os dois países ‘reatam relações’, e apesar da ameaça de calote, o Brasil concede novo empréstimo ao Equador.

4) Hidroelétrica de Chaglla (Peru)

Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

5) Metrô Cidade do Panamá (Panamá)

Valor da obra – US$ 1 bilhão
Empresa responsável – Odebrecht

6) Autopista Madden-Colón (Panamá)

Valor da obra – US$ 152,8 milhões
Empresa responsável – Odebrecht

7) Aqueduto de Chaco (Argentina)

Valor da obra – US$ 180 milhões do BNDES
Empresa responsável – OAS

8) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina)

Valor – US$ 1,5 bilhões do BNDES
Empresa responsável – Odebrecht

9) Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela)

Valor da obra – US$ 732 milhões
Empresa responsável – Odebrecht

10) Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela)

Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

11) Barragem de Moamba Major (Moçambique)

Valor da obra – US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Andrade Gutierrez

12) Aeroporto de Nacala (Moçambique)

Valor da obra – US$ 200 milhões ($125 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

13) BRT da capital Maputo (Moçambique)

Valor da obra – US$ 220 milhões (US$ 180 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

14) Hidrelétrica de Tumarín (Nicarágua)

Valor da obra – US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões)
Empresa responsável – Queiroz Galvão
*A Eletrobrás participa do consórcio que irá gerir a hidroelétrica

15) Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia)

Valor da obra – US$ 199 milhões
Empresa responsável – Queiroz Galvão

16) Exportação de 127 ônibus (Colômbia)

Valor – US$ 26,8 milhões
Empresa responsável – San Marino

17) Exportação de 20 aviões (Argentina)

Valor – US$ 595 milhões
Empresa responsável – Embraer

18) Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru)

Valor – Não informado
Empresa responsável – Andrade Gutierrez

19) Renovação da rede de gasodutos em Montevideo (Uruguai)

Valor – Não informado
Empresa responsável – OAS

20) Via Expressa Luanda/Kifangondo

Valor – Não informado
Empresa responsável – Queiroz Galvão
Como estes existem mais de 3000 empréstimos concedidos pelo BNDES no período de 2009-2014. Conforme mencionado acima, o banco não fornece os valores… Ainda.