quinta-feira, 11 de junho de 2015

5 sugestões de bate-volta redondinhos a partir de Vitória - ES.

Pedra Azul
Pedra Azul
Do mar à montanha em 40 minutos”. Um dos motes da propaganda oficial do Governo do Estado do Espírito Santo faz realmente todo o sentido. Em um estado de distâncias tão curtas e cheio de diversidades geográficas e culturais, é muito fácil rechear a sua viagem com passeios super diferentes um do outro. Você pode tomar um banho de mar pela manhã e experimentar o melhor da culinária italiana nas montanhas capixabas à tarde, curtindo um clima bem mais agradável. Ou então, conhecer o legado da nossa colonização à beira-mar e, ainda, fazer um passeio de escuna pelas águas de um rio e visitar uma reserva indígena em Aracruz.
Para facilitar a sua vida, nesse post eu vou dar 5 sugestões de bate-volta redondinhos a partir de Vitória. Todos estão a 1 hora (no máximo!!!) de viagem da capital. Tem praia, tem montanha, tem passeio cultural e gastronômico. Basta que você escolha aquele que mais se identifica com o seu perfil de viajante.
1) Guarapari: praia e moqueca
Foto: Fabian.kron (CC BY-ND 2.0)
Guarapari – Foto: Fabian.kron (CC BY-ND 2.0)
O balneário mais famoso do Estado está a apenas 40 minutos de distância da capital. São mais de 30 praias para você escolher passar o dia. Dependendo do seu perfil, as mais famosas são: a) Setiba e Castanheiras, para crianças (esta última também atrai pessoas mais idosas); b) Areia Preta e Bacutia, para os mais jovens; e c) Meaípe ePeracanga, para famílias.
Esse super-post do 360 Meridianos traz mais detalhes sobre as praias de Guarapari.
Foto: Bruno Depizzol (CC BY-ND 2.0)
Meaípe – Foto: Bruno Depizzol (CC BY-ND 2.0)
Em Meaípe você ainda pode esticar o dia experimentando a famosa culinária capixaba nos restaurantes da região. O mais famoso é o Curuca. Eu, no entanto, recomendo fortemente o Gaeta.
Mas se você não quiser gastar uma centena de reais numa moqueca para 2 pessoas, aposte no bolinho de aipim da Zezé que, pelo tamanho, substitui facilmente uma refeição. Ele fica numa barraca entre o Curuca e a praia.
Restaurante Curuca - Foto: Aline (CC BY-NC 2.0)
Restaurante Curuca – Foto: Aline (CC BY-NC 2.0)
Se você gosta de trilha e natureza, uma visita ao Parque Estadual Paulo César Vinha– como fez a Liliana, do Catálogo de Viagens (leia aqui) – também é uma opção. O acesso é pela Rodovia do Sol, com sinalização antes da chegada ao município.
Parque Paulo César Vinha - Foto: Liliana Stahr, Catálogo de Viagens
Parque Paulo César Vinha – Foto: Liliana Stahr, Catálogo de Viagens
Para ir até Guarapari, você tem 2 opções: a ES 060 (mais conhecida como Rodovia do Sol) e a BR 101. Por ser inteiramente duplicada e estar praticamente à beira-mar, eu recomendo a ida pela Rodosol (que é administrada por uma concessionária e tem pedágio no valor de R$7,20).
2) Domingos Martins e Pedra Azul: no rastro da imigração européia
Pedra Azul
Parque Estadual da Pedra Azul
Para quem quer dar uma pausa no banho de mar, a dobradinha Domingos Martins XPedra Azul é uma ótima pedida. Você vai conhecer as belezas naturais da região e experimentar o vigor do agroturismo legado pelos imigrantes italianos e alemães que se instalaram por aí no início do século XX.
Sugiro que você faça exatamente como o Fred Marvila, do SundayCooks, fez e relatou nesse post. Siga reto pela BR 262 (tenha muita paciência porque a rodovia não é duplicada e há tráfego intenso de caminhões) até a entrada da famosa Rota do Lagarto, onde você acessa o Parque Estadual da Pedra Azul. Surpreenda-se com os encantos dessa rota, que eu considero um dos trechos rodoviários mais bonitos do Brasil.
Rota do Lagarto
Rota do Lagarto
Aí você tem várias opções de passeio: as trilhas do Parque, o passeio a cavalo doFjordland e, a depender da época, a colheita de morangos orgânicos.
Cavalgada ecológica
Cavalgada ecológica no Fjordland
Para almoçar, o Don Lorenzoni Due ou o Alecrim são os que eu mais recomendo. Se quiser apenas um café ou um lanche, a Cafeteria Heimen, dentro do Fjordland, ou aMarietta Delicatessen são as suas melhores opções.
Mas isso não é tudo. Você ainda tem várias opções de passeio nas proximidades. Tem as propriedades do agroturismo de Venda Nova que eu listei aqui, tem orquidários (como o Caliman), tem o arvorismo e, um pouquinho mais longe, o Zoológico de Marechal Floriano, que você pode visitar na ida para Domingos Martins.
O Socol da Família Lorenção
O Socol da Família Lorenção
Termine o dia visitando o centrinho de Domingos Martins, cidade fundada por imigrantes alemães. A cidade é bem pequenina e, do ponto de vista do turista, tudo o que interessa estará nos arredores da Praça Dr. Arthur Gherardt e da Rua do Lazer, onde você encontra várias opções de bares e restaurantes.
Foto: Nicoli Barea (CC BY-NC-SA 2.0)
Domingos Martins – Foto: Nicoli Barea (CC BY-NC-SA 2.0)
3) Santa Teresa: a doce terra dos colibris
Santa Teresa
Colibri no Museu Mello Leitão
Eu já dei vários motivos aqui no Rotas para você incluir Santa Teresa no seu planejamento de viagem ao Espírito Santo. E a principal razão para isso é que a cidade está a 40 minutos de Vitória, com acesso pela BR 101 Norte, no município de Fundão, proporcionando aquele que eu considero o melhor bate-volta dessa lista (mas é uma questão de gosto pessoal, claro!).
Santa Teresa
Santa Teresa
Santa Teresa é a cidade-natal de Augusto Ruschi, naturalista brasileiro mundialmente conhecido por seus estudos e luta pela preservação da mata atlântica. Nela se encontra a maior concentração de beija-flores do mundo. É um espetáculo que você pode ver ao vivo e a cores no Museu Professor Mello Leitão, bem no centro da cidade, onde você deve começar o seu passeio.
Dali, dependendo da hora, você pode almoçar no requintado Café Haus (mesma rua do museu) ou no despojado Fabrício Bar e Restaurante, que fica bem no meio da famosa Rua do Lazer, a mais fotogênica da cidade.
Santa Teresa
Rua do Lazer
Reserve a sobremesa para o Trentino Café, que fica bem em frente à Praça Augusto Ruschi, outra atração da cidade. De lá, você pode percorrer o Circuito Caravaggio e explorar as atrações que se vê ao longo do caminho, como a Casa Lambert, a Cantina Matiello, a Vinícola Tomazelli, a Casa dos Espumantes e, ao final, o mirante daRampa de Vôo Livre (os mais aventureiros podem arriscar um vôo). Leia mais sobre eles aqui.
Santa Teresa
Rampa do Vôo Livre, Circuito Caravaggio
Na volta para Vitória, não se esqueça de fazer uma paradinha na fábrica de biscoitosClaid’s, que fica bem na saída da cidade, para experimentar e levar pra casa os seus famosos biscoitos caseiros.
4) Manguinhos e Nova Almeida: delícias do litoral norte
Eu sei que a maioria dos turistas que vem para o Espírito Santo costuma voltar sua atenção para o litoral sul do Estado em razão da fama de Guarapari. Mas vai por mim. O litoral norte pode ser igualmente interessante no quesito praia.
Foto: Divulgação (www.manguinhos.org.br)
Praia de Manguinhos – Foto: Divulgação (www.manguinhos.org.br)
Na Serra, por exemplo, município que fica ao lado de Vitória, o balneário deManguinhos é uma agradável surpresa. O mar de águas calmas e o ambiente bucólico da antiga vila de pescadores são ótimos para quem gosta de um lugar mais tranqüilo (mas não espere mar azul!).
Na praça principal almoce no famoso Geraldo, um dos mais tradicionais restaurantes de comida capixaba.
De lá, siga na direção norte pela ES 010 até Jacaraípe para conhecer a inusitada Casa de Pedra, do artista Neusso. A casa – cuja aparência mexe com a imaginação dos visitantes – foi inteiramente construída pelo artista com material não-convencional e hoje funciona como ateliê e galeria de arte.
Casa de Pedra, Jacaraípe
Casa de Pedra, Jacaraípe
Continue a viagem até Nova Almeida, ainda na Serra. Siga as placas que indicam aIgreja dos Reis Magos para conhecer uma das igrejas mais antigas do Brasil. Deslumbre-se com o cenário e com a paisagem que se descortina do alto da falésia. Este é um dos meus recantos favoritos aqui no Estado.
Igreja Reis Magos
Igreja dos Reis Magos – Foto: Gabriela Valente
Na volta, não deixe de experimentar os quitutes mais famosos do local: o quindim do Sr. Wilson (Cantinho’s Bar) e o picolé ituzinho da Sorveteria Domingos (leia maisaqui).
5) Aracruz: circuito das águas
Foto: Adriano Lima (CC BY-NC-SA 2.0)
Santa Cruz – Foto: Adriano Lima (CC BY-NC-SA 2.0)
Ainda no litoral norte, Aracruz é um segredo a ser revelado para o turismo nacional. A 1 hora de viagem da capital Vitória pela Rodovia ES 010 (que já garante visuais incríveis à beira-mar), a cidade tem um litoral belíssimo, ainda pouco conhecido por quem é de fora.
Santa Cruz
Rio Piraqueaçú – Foto: Adriano Lima (CC BY-NC-SA 2.0)
Num bate-volta, eu sugiro você fazer como a Liliana, do Catálogo de Viagens (leiaaqui). Siga até Santa Cruz e comece fazendo o passeio de escuna pelo Rio Piraqueaçu para apreciar as paisagens intocadas de um dos maiores manguezais da América Latina. Ligue para confirmar as saídas: 27 3250 1941 (Escuna Princesinha do Mar).
Foto: Daniel Filgueiras (CC BY-NC-SA 2.0)
Mangue – Foto: Daniel Filgueiras (CC BY-NC-SA 2.0)
Ao final do passeio, experimente a moqueca do Restaurante Mocambo, que fica anexo ao deck de embarque e desembarque da escuna. Aproveite ainda para conhecer aIgrejinha de Santa Cruz e a Casa de Câmara e Cadeia, ambas construídas no período imperial e tombadas pelo patrimônio histórico estadual.
Foto: Gabriela Valente
Vista da aldeia temática – Foto: Gabriela Valente
De lá, você pode visitar uma das 9 reservas indígenas existentes no município de Aracruz, o único no Estado que possui índios aldeados. A mais próxima é a Aldeia Piraqueaçú, que fica na primeira entrada à esquerda após a ponte que cruza o rio de mesmo nome. A tribo é de origem guarani e produz um variado artesanato indígena, como chocalhos, pau de chuva, brincos etc.
Bem perto dali encontra-se a aldeia temática, uma espécie de aldeia cenográfica que reproduz as antigas habitações indígenas. As crianças adoram.
Coqueiral de Aracruz - Foto: Rodrigo Borçato (CC BY-NC 2.0)
Coqueiral de Aracruz – Foto: Rodrigo Borçato (CC BY-NC 2.0)
Ao final da tarde, assistir ao pôr-do-sol em meio aos coqueirais da praia de Coqueiral antes de voltar pra Vitória pode ser uma boa idéia.

Blogger Brasil vai acabar:


O Blogger Brasil está com os dias contados. De acordo com a Globo.com, responsável pela plataforma, o serviço de hospedagens de blog sairá do ar no dia 1º de julho . Quem tem um site hospedado poderá visualizá-lo até o dia 30 de junho, mas só poderá atualizar ou administrar seu conteúdo até o dia 31 de maio. Confira cinco coisas que você precisa saber sobre o encerramento dos blogs no Blogger Brasil.

Como deletar meu blog?
Acesse sua conta do Blogger e escolha o blog que deseja excluir na lista localizada no lado direito da tela. No canto esquerdo superior da tela, clique na opção “Configurações” e em seguida em “deletar este blog”. Por fim, clique em “OK” para confirmar a exclusão. Vale lembrar que ao deletar seu blog todas as imagens e textos serão excluídos permanentemente e não será possível recuperar.
Esqueci minha senha ou não consigo acessar minha conta
Se você esqueceu sua senha, acesse a tela de autenticação do Blogger (login.globo.com) e clique em “Esqueci a senha”. Digite o e-mail cadastrado no serviço e o código de segurança que aparecerá abaixo do e-mail. Um link para recuperação da senha será enviado para seu e-mail alternativo. 
Caso você tenha ficado mais de 60 dias sem acessar sua conta, ela foi desativada. Sendo assim, aguarde até o dia 01/06/2015 para fazer o login e backup dos arquivos como posts e fotos. 
Até quando consigo visualizar o meu site hospedado no Blogger Brasil?
O endereço do seu blog ficará disponível até o dia 30/06/15. Após esta data o Blogger Brasil encerrá suas atividades e todos os sites hospedados no serviço sairão do ar.
Como as atividades do serviço Blogger Brasil serão encerradas no dia 30/06/15, a partir do dia 01/07/15 o acesso à sua conta não será mais permitido.
Você pode solicitar o backup com os arquivos publicados na sua página através do própria home do Blogger Brasil no período de 01/06 à 30/06/2015.
É importante lembrar que os sites hospedados no Blogger do Google, ou seja, com o domínio “blogspot.com”, não serão afetados, pois são plataformas diferentes.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Sangue jovem ajuda a regenerar ossos de idosos, conclui estudo


Sangue jovem ajuda a regenerar ossos de idosos, conclui estudo


  • Thinkstock
A capacidade de regeneração celular diminui com a idade, isso já se sabe. Mas isso pode ser revertido no futuro, segundo um estudo publicado na revista científica Nature nesta semana. Pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, descobriram que o sangue jovem pode ajudar a regenerar ossos quebrados dos mais velhos.  
A intenção do estudo era descobrir o quanto a idade das células e da circulação afetavam no processo de regeneração dos ossos. Os cientistas "ligaram" a circulação sanguínea de ratos jovens com a de ratos velhos, em uma técnica chamada parabiose, em que os dois ratos ficam vivos, mas "dividindo" a mesma circulação. Percebeu-se que o processo de cura nos ratos mais velhos aconteceu muito mais rápido que o normal e o processo de cura dos ossos nos ratos mais jovens, consequentemente, foi mais devagar, ao ter o sangue mais velho circulando em suas veias.
Segundo a pesquisa, o que dificulta a cicatrização óssea em pessoas mais velhas é o sangue que "envelheceu" e esse atraso não é ligado a uma dificuldade de regeneração das células dos ossos, como se pensava. Ainda há um longo caminho a se entender sobre o papel das proteínas chamadas beta-cateninas na regeneração dos ossos, mas os cientistas acreditam que, no futuro, essa pesquisa possa ajudar no desenvolvimento de remédios contra a osteoporose em idosos. 

PRESIDIÁRIA USA APLICATIVO DE PAQUERA DE DENTRO DA PRISÃO




Mulher usa o Tinder de dentro da prisão - Foto: Reprodução/ Internet
Mulher usa o Tinder de dentro da prisão – Foto: Reprodução/ Internet
Mesmo presa, uma mulher identificada apenas como Renata continua usando o Tinder, aplicativo de paquera.
A imagem começou a ser compartilhada nesta sexta-feira (22/5) na internet, e mostra uma mulher loira usando um top branco, fazendo pose supostamente dentro de uma cela.
Um usuário do Tinder divulgou a conversa que teve com Renata. Não dá para saber o local exato onde ocorreu, já que o aplicativo mostra apenas a distância que uma pessoa está da outra.
Abaixo da foto de perfil, a frase “Presidiária cumprindo pena, faltam 4 anos, 2 meses e 1 dia” dá a entender que a moça está mesmo atrás das grades.
No diálogo, o outro usuário pergunta: “É sério isso? Que você é presidiária? E tá falando como no celular?”. Ela responde: “Sim, em que país você vive? (rs) Tô a dois anos, falta um pouquinho ainda pra sair”.

Fonte: Uol - 2-05-2015

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Magnata chinês gasta R$ 181 milhões para fazer prédio que é réplica de nave de 'Star Trek'

Redação RedeTV!.


Um magnata chinês gastou pouco mais de R$ 478 milhões para transformar o prédio de sua empresa em uma réplica da nave Enterprise, na série "Star Trek". As informações são do Mail Online.

Liu Dejian, diretor de um dos provedores de internet mais populares da China, conseguiu uma licença da emissora CBS, que detém os direitos do seriado, para construir o prédio na província de Fujian. O prêdio tem o tamanho de três campos de futebol e foi demorou seis anos para ficar pronto. A construção começou em 2008 e a inauguração foi em 2014.
O executivo de 43 anos é um grande fã do show, e sua fortuna é estima em cerca em R$ 1,87 bilhão.

O desabafo: "Não me submeterei a honorários fixados em 17 reais e triunfarei na Advocacia! Quem viver, verá"!

Uma crítica aos míseros honorários ofertados aos advogados brasileiros.



Publicado por Fátima Burégio

Um artigo publicado esta semana no JusBrasil ¹ me fez ficar mais reflexiva e obstinada a ser uma advogada, digamos, ousada e diferente. Trata-se da notícia de que há escritórios recrutando advogados para participarem de audiências trabalhistas e perceberem meros 17 reais pelo ato.
Sim, não errei na digitação: são ofertados apenas a merrequinha de 17 reais por audiência. Escritórios pagam, de forma cínica e inoportuna, honorários míseros a advogados profissionais que estejam dispostos a participarem de audiências trabalhistas percebendo a bagatela que mal dá para comprar um sorvete top aqui na capital pernambucana.
O interessante nesta história é que, infelizmente alguns advogados estão aceitando a indecente proposta, pois se formaram, meteram o canudo debaixo do braço, mas perceberam de plano que o negócio aqui do lado de fora da universidade é feio para chuchu e o jeito é 'alisar a cara' e se submeter aos infames honorários ofertados pelos sanguessugas do meio jurídico.
Estava conversando com minha faxineira e perguntei para ela se por menos de 80 reais ela faria a faxina numa casa de 2 quartos e ela me disse: Jamais, dona Fátima! Somos uma classe unida e nós tabelamos nossos preços. O patrão pode até não gostar, mas sempre cede, pois ele precisa...
Balancei a cabeça e pensei: meu Deus, minha faxineira, se fizer duas faxinas pequenas durante o dia, recebe mais que minha classe e ela nem estudou tanto quanto eu...
Olhei para um Vade Mecum que dorme ao meu lado, contemplei em pensamento o diploma que receberei em breves dias, e pensei: Comigo não, violão! Aqui a banda toca diferente! Não alisei banca de universidade por longos 5 anos para receber honorários de 17 reais, de jeito nenhum! Farei a diferença!
Saí determinada a conversar com amigos advogados já tarimbados e percebi que o negócio é bem mais sério de que eu imaginava: - Fátima, precisamos nos unir mais... Advogado precisa sentir a dor do colega, precisa não se submeter à propostas indecorosas, mas infelizmente, o sistema é quem dita as regras, menina! Você ainda é "novinha"... Vai aprender!
Meio atarantada, revoltada e obstinada, decidi que eu, "euzinha da Silva" não me submeterei a 'merrequinhas' de 17 reais e farei o que for possível para que meus clientes atentem para a grandeza de serem assistidos por uma advogada da minha envergadura, pois sempre idealizei ser uma advogada compromissada com os ideais de justiça e para que isto ocorra, é imprescindível que eu promova justiça inicialmente a mim mesma, vez que se eu aceitar uma proposta indecorosa desta, comungando com a bagatela de "17 contos por audiência", estarei praticando a injustiça que tanto abomino e repudio.
Advogados brasileiros, pensem nisto: se nós nos unirmos e dissermos um sonoro "não" aos abutres do meio jurídico, livraremos nossa pelé, seremos melhores reconhecidos e justamente remunerados.
Custa nada sonhar!
Irreverente que sou, conversando com um renomado advogado, amigo e confidente, alfinetei: Pra ganhar 17 reais numa audiência, lanço o diploma na lixeira mais próxima, vou vender água de coco na praia de Porto de Galinhas, viver bronzeada, sem estresses e com a certeza de faturar mais que o vendedor de sorvetes e a moça da faxina.
(1) Artigo mencionado no texto

domingo, 7 de junho de 2015

Vereador. Para que serve? Tem superpoderes? Quais são suas atribuições?

Os nossos políticos insistem em protagonizar situações que se não fossem trágicas por tolher direitos constitucionalmente constituídos, seriam cômicas por mostrarem o abissal desconhecimento das funções para as quais foram eleitos.
Recentemente, ao abrir meu perfil no Facebook, deparei-me com uma aberração tão grotesca que precisei fazer aquele exercício de ler e reler algumas vezes para, somente então, acreditar que o que estava vendo realmente existia.
A pérola foi a seguinte: “Requerimento 020/2015 de autoria do vereador Fulano de Tal, solicita convocação do cidadão Beltrano das Couves, para prestar esclarecimentos em relação a comentários na rede social”. Deus do céu, misto de despreparo e pretensão materializado!
Reputo de extrema importância a elucidação deste monstrengo travestido de “requerimento”. Bem, grosso modo, acreditem, Vereador é um ser sem superpoderes. É eleito pelos cidadãos, exatamente, para criar leis – diante da situação, não é demais falar que, obviamente, em âmbito municipal- que visem preservar a harmonia e bem-estar dos munícipes. Outra atribuição importantíssima do vereador é a de fiscalizar os atos do executivo. Cobram transparência dos atos do prefeito, propõe e sugerem possibilidades de leis que são de iniciativa exclusiva do executivo. Aliás, importante falar que, excetuando a câmara dos vereadores e seus servidores, vereador não administra diretamente os negócios municipais, mas indiretamente na feitura de leis de interesse da população.
No que tange à função de julgar, limita-se, obedecendo sempre a um sem-fim de formalidades, declarar extintos os mandatos de seus pares, prefeito e vice-prefeito.
O vereador, pela proximidade com os munícipes, deveria ser o perfeito porta-voz das necessidades da comunidade. Me preocupo em pensar que, exorbitando em suas funções, quem deveria promover a harmonia cria o caos com esse tipo de ato que na prática soa como algum tipo de intimidação. É ilegítimo e antidemocrático.
Não advogo a tese de que seja necessário ser um douto para exercer a função parlamentar. Há pessoas com pouca instrução acadêmica e que possuem um senso lógico excepcional; têm o altruísmo e o bom senso à flor da pelé; querem, efetivamente, produzir o bem estar social e desempenham a função com maestria e excelência.
No entanto, lamentavelmente, há aqueles que não fazem a mais remota ideia do que estão fazendo na função, não sabem das atribuições do cargo, e, pior, não sabem das limitações e vedações legais do cargo. Trazem constrangimento à população e vergonha à casa parlamentar.
Apoiado em que parâmetros o vereador convoca o cidadão para prestar esclarecimentos sobre comentários de rede social? Importante avisar a este senhor que a Constituição da República, nossa Lei maior, diz que ninguém fará ou deixará de fazer algo que não seja por força de Lei.
No que concerne à imunidades, sabe-se que, como decidido pelo Supremo Tribunal Federal, “Os vereadores não podem ser responsáveis civilmente por suas opiniões proferidas na tribuna da Câmara Municipal.” Todavia, o caso em tela, está completamente à margem dos limites da legalidade, não existe pertinência alguma com o exercício do mandato. Ao revés, criou-se constrangimento ao cidadão, podendo, este sim, vir a ingressar em juízo para obter reparação pelos danos morais sofridos.
Mantendo a linha tragicômica, imaginemos, só por um instante, que sejam chamados a dar explicações todos cidadãos que teçam algum tipo de crítica aos políticos ou à política… melhor reservarem estádios de futebol. Se a moda pega, vai faltar lugar!

Qual a melhor forma de evitar dor de cabeça na hora do divórcio?

O regime de casamento mais comum, adotado quando os noivos não fazem o pacto antenupcial é o da comunhão parcial de bens. Nesse regime de bens, quando se divorciam os cônjuges partilham somente o que foi adquirido pelo casal durante a constância do casamento. Os demais regimes tem como pressuposto a exigência do pacto antenupcial. É o caso da comunhão universal de bens, que estabelece a divisão de todo o patrimônio entre os cônjuges, tanto o que possuíam antes quanto o que adquiriram depois do casamento. Totalmente contrário a isso é a separação de bens. Como o próprio nome faz alusão, os que escolhem esse regime não dividem nada, o que cada cônjuge tem em seu nome é seu, não há divisão de patrimônio. Vale ressaltar que, em alguns casos, a separação de bens é obrigatória. É o que acontece, por exemplo, com quem se casa com mais de 70 anos ou com menos de 18 anos.
Existe outro regime de bens pouco conhecido por nossa sociedade, que, a meu ver, é a melhor opção para que não haja brigas após a separação do casal. Trata-se da participação final nos aqüestos. Aqüestos significa simplesmente bens, esse sistema é uma espécie de junção da separação de bens e da comunhão parcial. Nesse regime, em caso de separação ou divórcio, cada cônjuge mantem o que está em seu nome, dividindo apenas o que estiver em nome do casal. Essa discrepância é salutar, pois, na comunhão parcial, tudo o que foi adquirido após o casamento é dividido, independentemente de estar em nome de um ou de outro.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Novas regras para venda de veículos novos e usados

A comercialização de veículos novos e usados esta amparada pela égide do Código de Proteçâo e Defesa do Consumidor, que garante dentre outros direitos, que o consumidor tenha a sua disposição todas as informações necessárias para que a compra seja feita de forma consciente e livre de vícios.
Nesta esteira, no dia 25 de março de 2015, foi promulgada a Lei nº 13.111, que visa garantir que o consumidor seja munido de todas as informações necessárias referentes ao veículo que está sendo adquirido.
A referida legislação, que entrará em vigor 60 dias após sua publicação, passando então a ter exigibilidade a partir do dia 25 de maio de 2015, traz em seu bojo a obrigação do fornecedor que comercializa veículos, novos e usados, e de prestar aos consumidores as seguintes informações:
a) Valor dos tributos incidentes sobre a comercialização do veículo
O fornecedor deverá, obrigatoriamente, informar ao consumidor quais tributos incidiram sobre aquela determinada operação de compra e venda do veículo. Desta forma, o consumidor deverá saber claramente no momento da contratação quais os custos que ele deverá arcar na operação perpetrada.
b) Situação de regularidade do veículo
No momento da comercialização o fornecedor deverá, obrigatoriamente, informar ao consumidor a situação do veículo, no que se refere a registro de furto, multas e taxas anuais legalmente devidas, vinculadas ao bem; débitos de impostos que por ventura estejam em aberto junto aos órgão competentes; bem como, se há registro de alienação fiduciária ou quaisquer outros registros que limitem ou impeçam a circulação do veículo, junto as autoridades policiais, de trânsito e fazendárias da unidade da federação aonde o veículo foi registrado.
c) Cláusulas do contrato
No contrato de compra e venda assinado, deverá constar cláusula contendo as informações sobre a natureza e o valor dos tributos que envolvem a operação, bem como sobre a situação de regularidade do veículo junto aos órgão competentes quanto a eventuais restrições.
As referidas medidas visam fornecer ao consumidor um ambiente de consumo mais seguro, munindo o mesmo com informações que lhe permita realizar suas contratações com o máximo de clareza possível.
Os pontos elencados na referida lei, obrigam objetivamente o empresário comerciante a prestar tais informações sob pena de serem compelidos a arcar como o pagamento do valor correspondente ao montante dos tributos, taxas, emolumentos e multas incidentes sobre o veículo existentes até o momento da aquisição do bem, tanto quanto, a restituir o valor integralmente pago, no caso do veículo ter sido objeto de furto, além de outras sanções administrativas pertinentes.
Desta forma, tanto os consumidores, quanto os consumidores deverão ficar atentos aos ditames na nova legislação, evitando ter problemas futuros nas contratações que vierem a ser concretizadas.

O que você responderia para Renato se ele te perguntasse "que país é esse?"


A música e a sua forma de nos fazer entender a história.



Renato Manfredini Júnior, mais conhecido apenas como Renato Russo, escreveu músicas que mesmo após a sua morte formam um legado incrível para todas as gerações. Hoje, prestes a completar vinte anos de sua passagem, Renato ainda embala e anima milhares de fãs espalhados por festas e shows que pipocam todos os finais de semana em qualquer lugar deste Brasil.
De todas as músicas sejam românticas sejam as de protesto, uma em específico continua sendo cantada com o mesmo tom de indignação e atualidade com o qual foi escrita em plena ditadura militar. Renato, escreveu "Que PAÍS É ESSE" em 1978 ainda no Aborto Elétrico, mas só a gravou e lançou em um álbum de mesmo nome em 1987, na famosa "década perdida", já como vocalista da Legião Urbana. Na ocasião, justificaram no encarte do álbum a demora no lançamento "oficial" da canção com o seguinte texto.
""QUE PAÍS É ESSE"nunca foi gravada porque sempre havia a esperança de que algo iria realmente mudar no País, tornando-se a música então totalmente obsoleta. Isto não aconteceu e ainda é possível se fazer a mesma pergunta do título".
O que assombrava Renato em 78, o assombrava também em 87. Os problemas de corrupção, estabilidade econômica, grande concentração de riqueza por alguns e pobreza desvairada para muitos, violência contra negros, pobres e índios, é problema antigo dessa nossa nação e que infelizmente continua assombrando a todos nós mesmo quase 30 anos após Renato, ter escrito tal música.
Para aqueles como eu, que não vivenciaram a ditadura (explícita) e que já nasceram sob a égide da Constituição Cidadã Brasileira cheios de Direitos e de si, a música, principalmente aquelas feitas pelas bandas de Brasília no alto da colina, muitas das vezes são melhores do que os livros escolares para compreender a nossa história. Elas contêm relatos primorosos sem edições, da vida como ela realmente era. Das alegrias de se viver numa época em que tudo era muito novo, era descoberta e que as relações e emoções eram mais intensas do que as vivida por nós atualmente, desde as agonias das batidas policiais, das torturas, da censura e das carteiradas.
A música, assim como a literatura escrita naquela época por pessoas que vivenciaram este momento são tesouros que não podemos perder no tempo. E Russo dizia já no final da década de 70 que repetimos diariamente agora em nossos facebooks e twitters. Muitas das vezes a música nos dá um tapa na cara nos provocando por conta de nossa completa inércia. Nascemos numa era democrática, mas quantos dos nossos Direitos não são pisoteados diariamente? E o que fazemos para mudar a realidade descrita por Renato lá atrás?
Renato já gritava para todos que a sujeira está no Senado assim como nas favelas. No primeiro, abrigam os políticos corruptos que nos assaltam todos os dias e no segundo grandes chefões de crimes tão organizados quanto no Senado. O que mudou? Apenas a forma como os primeiros vão parar lá. Hoje em dia, somos nós que escolhemos os nossos bandidos.
Naquela época ninguém respeitava a constituição e hoje em dia também não. É necessário cada vez mais a elaboração de leis para que as pessoas se respeitem e que ninguém seja discriminado em função de cor, credo, classe social ou orientação sexual.
Nós não vendemos mais apenas os nossos índios, até por que estes já matamos, e os que sobraram foram expulsos de suas casas. Vendemos agora força de trabalho a preços módicos para que grandes empresas lucrem ainda mais. Flexibilizamos a terceirização como se fosse bom para o trabalhador ser explorado até o seu limite e após 127 anos da lei Áurea, agora discutimos a flexibilização também do trabalho escravo, mas estou louca ou ele nem deveria existir? Ou a discussão ao invés de ser sobre flexibilizar não deveria ser sobre erradicar de uma vez por todas
Será que alguém ainda acredita no futuro da nação ou já correram todos para as montanhas? Será que ainda ficou alguém disposto a bater no peito e dizer com orgulho "eu sou brasileiro"?
Se Renato estivesse aqui sentado numa mesa de bar com você, me diga o que responderia para ele se ouvisse a pergunta "que país é esse"?

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Enquete: votar deveria ser obrigatório no Brasil?


Um portal de notícias fez a pergunta o povo "decidiu".



Enquete votar deveria ser obrigatrio no Brasil
Para mim a resposta a essa pergunta sempre esteve na "ponta da língua". NÃO! Um país que se diz democrático te obrigar a ir as urnas a votar nulo ou em branco, qual a lógica disso? O teu "não voto" vai para o lixo, somente serão computados os votos válidos. De que adianta você se dirigir aos locais de votação se no final das contas você não tem candidato, não quer votar, ou acha uma perda de tempo?
Parece que isso terá um fim. Tomara! Já não vejo a hora de "curtir" o dia das eleições fazendo alguma coisa útil (quiçá, ficar em casa estudando ganharia muito mais). Colocar um analfabeto, um corrupto ou um "carreirista" político para me representar é que não!
Em países ditos democráticos o voto é facultativo (EUA, por Exemplo). Nos mais desenvolvidos do mundo, nos mais modernos e nas democracias mais sólidas, o voto político é facultativo.
Entre os 10 países mais ricos do planeta, em todos, menos no Brasil, ir às urnas deixou de se obrigatório ou nunca foi.
Hoje o voto facultativo está vigente em 205 países do mundo e só em 24 deles (13 na América Latina) continua sendo obrigatório.
Notícia R7: Até o final deste mês, os deputados devem concluir a votação da tão discutida reforma políticaque, entre outras mudanças, propõe a adoção do voto facultativo. Caso esse ponto seja aprovado, os brasileiros não serão mais obrigados a comparecer às urnas.
Defensores da mudança argumentam que só os políticos se beneficiam da obrigatoriedade já que muitas pessoas votam sem pensar nas suas escolhas. Já os defensores da manutenção da lei argumentam que a democracia no Brasil ainda não está madura suficiente para que as pessoas possam fazer essa escolha.

Taxista pode negar a corrida ao passageiro quando a distância é pequena?




Taxista pode negar a corrida ao passageiro quando a distncia pequena
Caros amigos,
É mais comum do que imaginamos, principalmente nos grandes centros, a existência de taxistas que se negam a transportar o passageiro quando o trajeto da corrida é pequeno, ao argumento de que o atendimento seria economicamente inviável para o motorista.
Pois bem.
Poucos consumidores sabem, mas essa prática é considerada abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor. Notem o que diz o art. 39, inciso II, do CDC:
Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:
(...)
II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes.
Sendo assim, tendo a possibilidade de transportar o passageiro (consumidor), isto é, estando com o táxi livre, o taxista, na condição de fornecedor de serviço (vide art. e seu § 2º do CDC), não pode se recusar a prestar o serviço; não pode selecionar seus clientes. Ao disponibilizar o serviço, o taxista assume a obrigação de atender o passageiro, sob pena de incorrer, inclusive, em crime contra as relacoes de consumo, tipificado no art. , inciso VI, da Lei nº 8.137/90, assim redigidos:
(...)
VI - sonegar insumos ou bens, recusando-se a vendê-los a quem pretenda comprá-los nas condições publicamente ofertadas, ou retê-los para o fim de especulação.
Pena - detenção, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, ou multa.
Portanto, fica mais essa dica para os consumidores, a fim de que exijam seus direitos e não se deixem enganar pelos motoristas mal intencionados, que só visam auferir grandes vantagens.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil


Publicado por Leandro Narloch,
A diferena salarial entre homens e mulheres no Brasil
Por um motivo simples, sempre desconfiei da estatística da diferença salarial.
Se as mulheres de fato ganhassem menos que os homens para realizar as mesmastarefas, empresas que buscam o lucro só contratariam mulheres. Diante de dois candidatos com o mesmo potencial, o patrão, é claro, contrataria o mais barato.
Mas o que ocorre é o contrário: os homens ainda são maioria dos empregados do Brasil.
Portanto, ou os donos de empresas são tolos, e colocam o machismo acima do lucro, ou a estatística é furada.
Um novo estudo da Fundação de Economia e Estatística, do governo do Rio Grande do Sul, confirmou essa suspeita. Os economistas Guilherme Stein e Vanessa Sulzbach analisaram 100 mil salários e concluíram que as mulheres brasileiras ganham 20% menos que os homens — mas só 7% não podem ser explicados pela diferença de produtividade.
A pesquisa enfureceu feministas gaúchas, que escreveram artigos e "textões" no Facebook acusando os autores de machismo e pediram a demissão dos diretores da Fundação.
Em resposta, dezenas de economistas assinaram um manifesto defendendo os pesquisadores. "Ficamos surpresos com uma reação tão forte a um estudo que já foi replicado tantas vezes", me disse o economista Guilherme Stein.
A conclusão do estudo converge com os dados da economista Claudia Goldin, de Harvard, a grande especialista em diferença salarial. Para os Estados Unidos, Goldin encontrou uma porcentagem um pouco menor (5%) que não é explicada pela produtividade.
De acordo com os pesquisadores gaúchos, há principalmente dois fatores puxam o salário das mulheres para cima, mas há outros três o empurram para baixo. Veja a tabela abaixo
A diferena salarial entre homens e mulheres no Brasil
As mulheres têm em média mais anos de estudo e começam a trabalhar mais tarde. No entanto, interrompem a carreira com mais frequência, têm uma jornada um pouco menor que a dos homens e tendem a se concentrar em ocupações que remuneram menos.
Dos 20% de diferença salarial, 13 são explicados por essas razões. Ou seja: se homens e mulheres trabalhassem as mesmas horas e tivessem o mesmo perfil, ainda assim as mulheres ganhariam 7% menos. Como explicar essa diferença?
Pode ser preconceito e discriminação por parte dos patrões, ou algum outro fator ainda não revelado. O que se pode dizer é que o machismo dos empregadores diminui o salário das mulheres em no máximo 7%.
A pesquisa não contraria bandeiras feministas, pelo contrário. "Os dados sugerem que a diferença salarial diminuiria se os homens dividissem os afazeres domésticos com as mulheres", diz Stein.
Complemento do IMB
Em um mercado de trabalho com liberdade de contratação e demissão, é impossível haver divergências salariais entre homens e mulheres em decorrência unicamente de discriminação.
E isto por um motivo puramente econômico: se houvesse tal discriminação, qualquer empregador iria obter lucros fáceis contratando mulheres e dispensando homens, uma vez que as mulheres poderiam receber um salário menor para fazer exatamente o mesmo trabalho. A concorrência entre os empregadores iria, então, elevar os salários das mulheres e, assim, abolir qualquer diferença salarial que porventura exista.
Logo, sempre e em qualquer ocasião que houver qualquer tipo de discriminação salarial — e isto vale não apenas para gêneros, mas também para cor de pelé, religiões, etnias etc. —, o capitalismo irá abolir tal situação, e não aprofundá-la. E o motivo essencial é que um empregador que permite que seus preconceitos turvem seu juízo de valor estará assim criando uma oportunidade de lucro para seus concorrentes.
Uma mulher que produz $75.000 por ano em receitas para seu patrão, mas que recebe, digamos, $20.000 a menos que um empregado masculino igualmente produtivo, poderá ser contratada por um concorrente por, digamos, $10.000 a mais do que recebe hoje e ainda assim permitir que este novo empregador embolse os $10.000 de diferença.
À medida que este processo concorrencial for se aprofundando ele irá, ao fim e ao cabo, elevar os salários femininos ao ponto de paridade com os salários masculinos caso a concorrência salarial seja vigorosa o bastante.
Mas há outros fatores indeléveis nessa questão da divergência salarial entre homens e mulheres. Por exemplo, em termos gerais, a probabilidade de as mulheres saírem da força de trabalho por um período de tempo — por causa de gravidez, criação e educação de filhos e outras tarefas (das quais a maioria dos homens se esquiva) — é maior que a dos homens. As mulheres são muito mais propensas que os homens a se ausentar do mercado de trabalho por um período de tempo (anos) para se dedicar à família. E mesmo que não façam isso, elas tendem a gastar muito mais tempo que os homens cuidando das crianças e das tarefas domésticas. Consequentemente, elas ficam atrás de seus colegas homens em termos de acumulação de capital, produtividade e salários.
No entanto, explicações muito mais explosivas sobre diferenças salariais podem ser encontradas no livro do professor James T. Bennett, do departamento de economia da George Mason University, intitulado The Politics of American Feminism: Gender Conflict in Contemporary Society.
Neste livro, o professor Bennett enumera mais de vinte motivos por que os homens ganham mais que as mulheres. Cumulativamente, tais explicações respondem por completo a existência de qualquer "disparidade salarial", embora o próprio Bennett acredite que a discriminação salarial por gênero não seja algo inexistente.
Os motivos, baseados em generalizações respaldadas por volumosas estatísticas, são:
  • Homens têm mais interesse por tecnologia e ciências naturais do que as mulheres.
  • Homens são mais propensos a aceitar trabalhos perigosos, e tais empregos pagam mais do que empregos mais confortáveis e seguros.
  • Homens são mais dispostos a se expor a climas inclementes em seu trabalho, e são compensados por isso ("diferenças compensatórias" no linguajar econômico).
  • Homens tendem a aceitar empregos mais estressantes que não sigam a típica rotina de oito horas de trabalho em horários convencionais.
  • Muitas mulheres preferem a satisfação pessoal no emprego (profissões voltadas para a assistência a crianças e idosos, por exemplo) a salários mais altos.
  • Homens, em geral, gostam de correr mais riscos que mulheres. Maiores riscos levam a recompensas mais altas.
  • Horários de trabalho mais atípicos pagam mais, e homens são mais propensos que as mulheres a aceitar trabalhar em tais horários.
  • Empregos perigosos (carvoaria) pagam mais e são dominados por homens.
  • Homens tendem a "atualizar" suas qualificações de trabalho mais frequentemente do que mulheres.
  • Homens são mais propensos a trabalhar em jornadas mais longas, o que aumenta a divergência salarial.
  • Mulheres tendem a ter mais "interrupções" em suas carreiras, principalmente por causa da gravidez, da criação e da educação de seus filhos. E menos experiência significa salários menores.
  • Mulheres apresentam uma probabilidade nove vezes maior do que os homens de sair do trabalho por "razões familiares". Menos tempo de serviço leva a menores salários.
  • Homens trabalham mais semanas por ano do que mulheres.
  • Homens apresentam a metade da taxa de absenteísmo das mulheres.
  • Homens são mais dispostos a aturar longas viagens diárias para o local de trabalho.
  • Homens são mais propensos a se transferir para locais indesejáveis em troca de empregos que pagam mais.
  • Homens são mais propensos a aceitar empregos que exigem viagens constantes.
  • No mundo corporativo, homens são mais propensos a escolher áreas de salários mais altos, como finanças e vendas, ao passo que as mulheres são mais predominantes em áreas que pagam menos, como recursos humanos e relações públicas.
  • Quando homens e mulheres possuem o mesmo cargo, as responsabilidades masculinas tendem a ser maiores.
  • Homens são mais propensos a trabalhar por comissão; mulheres são mais propensas a procurar empregos que deem mais estabilidade. O primeiro apresenta maiores potenciais de ganho.
  • Mulheres atribuem maior valor à flexibilidade, a um ambiente de trabalho mais humano e a ter mais tempo para os filhos e para a família.
Portanto, caso as mulheres queiram salários maiores, elas deveriam prestar mais atenção a estes determinantes e se concentrar menos em cruzadas quixotescas como legislações sobre "diversidade e igualdade" que demonizam empregados e patrões homens.
A sugestão de que atributos sexuais são utilizados na escolha de um empregado, ou que eles são determinantes para o contra-cheque, nada diz a respeito dos gostos sexuais do empregador. Diz apenas sobre escassez. Empregadores não têm como saber qual a produtividade de um empregado antes de sua contratação. Mais ainda: a produtividade deste empregado pode não ser prontamente perceptível após sua contratação.
Adicionalmente, o período de teste e adaptação é custoso; ele também consome recursos da empresa na forma de monitoramento, supervisão e materiais. E empregadores têm um incentivo para economizar todos estes custos. Logo, uma contratação não pode ser algo guiado unicamente pelo sexo do indivíduo. Vários outros possíveis atributos e possíveis ocorrências futuras têm de ser considerados pelo empregador.
Porém, a lógica econômica é normalmente suprimida por grupos politicamente corretos que julgam ser muito mais fácil e produtivo simplesmente difamar aqueles que tentam explicar que há motivos economicamente racionais para a existência de eventuais divergências salariais entre homens e mulheres.

Leandro Narloch é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados.


Quanto pode demorar o bom senso

Fumar em avião: um privilégio dos tabagistas no século XX.




Quanto pode demorar o bom senso
Afivele os cintos. Risque o isqueiro e leve a chama ao cigarro. Está tudo bem. Até o ano de 1978 fumava-se não em algumas poltronas, mas em rigorosamente todos os lugares dos aviões comerciais brasileiros. Quem quisesse podia acender o cigarrinho para afastar o horror irracional de estar a bordo de uma cápsula precária singrando os ares durante seu voo. O companheiro de viagem podia ser uma criança, uma idosa com bronquite, qualquer um. Era um direito pitar até o último milímetro o cigarrinho.
Quanto pode demorar o bom senso
Lembrei disso ao arrumar umas gavetas e encontrar o artigo “Cigarro e egoísmo”. A colunagem entrega a idade do artigo. Era 20 de julho de 1977 e o Jornal do Brasil encampava uma briga que hoje parece sem qualquer cabimento: queria-se que apenas algumas poltronas fossem reservadas aos fumantes, não o voo inteiro. O artigo traz o dado de que 65% dos adultos em voo não fumavam (não é mencionada a fonte). O texto também tratava fumantes com um pejorativo “viciados”.
Argumentos não faltavam para restringir o fumo nas cabines de voo. É estimada entre 10% e 20% a umidade relativa do ar pressurizado nos jatos. A fumaça não se dissipa com tanta facilidade e irrita olhos já sensibilizados pelo pouco H2O que circula no ambiente. Qualquer substância consumida no voo tem um efeito maior (já experimentou beber a bordo?). A fumaça se espalhava até as cabines de controle do avião, irritando a vista dos pilotos. O mais grave: era creditada à bituca de cigarro acesa esquecida no cesto de papel do banheiro do avião alguns desastres aéreos. Um específico matou 122 pessoas em um 707 da Varig no aeroporto de Orly em 1973.
Os fumantes resistiram muito à campanha por restringir o fumo nos aviões. Um movimento vagamente parecido ao observado com a instituição da Lei Antifumo de 2009 — e com a diferença de ter sido um dos primeiros movimentos de restrição. O direito de fumar em aviões, empresas, escolas e hospitais foi defendido com unhas e dentes. O Instituto do Fumo norte-americano tratava os militantes da restrição ao fumo em voo como “fanáticos”, defendendo que era “desrespeitoso” tratar o fumante como “cidadão de segunda classe” por querer proibir que fumasse apenas em parte dos aviões. Mas as leis vieram. Em 1990, 23 países já proibiam completamente o fumo em voos. No final da década, nos EUA — que não tinha lei para isso mas contava com regulações das próprias companhias aéreas — 90% dos voos estavam despoluídos.
As inovações na aviação sempre vieram depois de grandes desastres. Detectores de fumaça tornaram-se itens obrigatórios imediatamente mas demorariam, ainda, mais cinco anos do desastre da Varig em Orly para que se adotasse uma restrição de assentos onde era permitido fumar. Em 1978, 50% da tripulação podia fumar em voos domésticos e 40% em voos internacionais. Só em fins de outubro de 1998 a restrição foi total. Decisão do juiz gaúcho Guilherme Pinho Machado seguiu o presidente Fernando Henrique na legislação de 1996 que proibia o fumo em ambientes fechados sem fumódromo. O avião, afinal, não poderia ter fumódromo. Em reportagem de novembro daquele ano a revista Veja acenava com a possibilidade de que a TAM oferecesse um fumódromo. Isso nunca aconteceu, que se saiba. Não me lembro se o gritedo foi muito, mas a mesma reportagem cita um belga que passou 12 horas circulando com um cigarro apagado entre Bruxelas e São Paulo, surpreendido pela nova lei.
A briga contra o cigarro sempre encontrou uma resistência de guerrilha dos fumantes. Como esquecer do meu início de carreira com um disputado fumódromo na Zero Hora. Old School, o colunista Paulo Sant’Ana não considerava a lei aplicável a ele e podia ser visto circulando pela redação com um crivo de filtro branco aceso. Trombava nas pessoas com um precário senso de espaço. Sua boca parecia moldada para receber o cigarro. Por se considerar do mesmo nível hierárquico de Sant’Ana, Wianey Carlet também fumava na sua máquina. Ninguém se atrevia a dizer nada. Deixei de frequentar a redação da avenida Ipiranga muito antes da lei paulista de 2009 influenciar decisões semelhantes em todo o país e todos os ambientes fechados ficarem livres de tabaco.
O assunto tem uma importância muito especial para mim porque meu pai foi um dos maiores militantes da proibição do fumo em ambientes fechados — especialmente voos, pela lógica, já que foi piloto. Aposentou-se em 1986 sem ver a restrição total que só viria 12 anos depois. Na frustração de não ter conseguido mais que uma proibição parcial dentro dos voos, descontava em qualquer um que acendesse um cigarro na sua frente — em todos os ambientes, mas especialmente restaurantes. “Ah, começou a poluição”, era sua catchphrase. Como estávamos na maioria das vezes em Porto Alegre nestas ocasiões, isso nunca era recebido com urbanidade. Houve uma vez em que o fumante partiu para cima do pai aos pontapés.
Mas, quando era comandante, guardou ao menos uma grande vitória contra o tabagismo. Conta que um argentino acendera um charuto antes mesmo da decolagem (o artefato nunca foi permitido, tampouco o cachimbo, pela quantidade de fumaça que produz). Instado a apagar seu cubano pela equipe de comissários, recusou-se terminantemente. Fumaria até o final. O caso foi levado ao comandante, autoridade máxima no voo, que foi ameaçadoramente até a poltrona do argentino. A partir deste momento o relato tem duas versões. Na primeira, papai teria arrancado o charuto violentamente direto da boca do fumante e apagado no cinzeiro da poltrona. A versão que prefiro: ele teria ameaçado disparar o extintor de incêndio do avião na boca do fumante se não o apagasse.
O artigo que encontrei me serviu como uma recordação do quanto pode demorar que o bom senso seja aplicado, mesmo quando muitas vidas dependem dele.
Fonte: Medium. Com