segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Vacina contra Zika já está sendo desenvolvida há mais de um ano na Índia

Uma companhia farmacêutica tem duas candidatas para a vacina
 
Por Ana Luísa Fernandes Editado por Tiago Jokura Atualizado em 05/02/2016 - Super
Quando os pesquisadores da companhia indiana Bharat Biotech começaram a produzir uma vacina contra o Zika vírus, em novembro de 2014, não imaginavam que, menos de seis meses depois, a doença se tornaria uma epidemia. Primeiro no Brasil, depois no resto da América, África e Europa.

A doença em si não é o grande problema - em adultos, ela causa febre, algumas manchas vermelhas e outros sintomas, que geralmente passam em menos de uma semana. A grande questão é a microcefalia, condição neurológica que acomete os recém-nascidos de mães infectadas.
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Com a epidemia e com a possibilidade de a doença ser sexualmente transmissível, existe uma certa urgência na fabricação da vacina - grandes empresas farmacêuticas já estão no processo, mas a Bharat é a que está mais avançada. A companhia se prepara para começar a realizar testes em animas, o que leva, em média, cinco meses. Só depois ela poderá ser testada em humanos. Se tudo ocorrer como esperado, alguns anos ainda serão necessários até que a droga esteja de fato disponível para a população.

A Bharat tem duas possíveis candidatas para a vacina, o que aumenta as chances de sucesso. A primeira usa o DNA do vírus vivo, para estimular a resposta imunológica com uma versão mais fraca da doença. Essas são mais fáceis de serem criadas, mas não costumam criar uma resposta imunológica forte. Já a segunda usa uma versão inativa do vírus, que, mesmo assim, consegue estimular uma resposta do sistema. 
Os especialistas acreditam que a última tem mais chances de sucesso.

Se hoje temos uma vacina em estágio de desenvolvimento avançado para a Zika, o fato se deve a uma peculiaridade da indústria indiana: trabalhar com doenças tropicais negligenciadas, como era o caso da Zika até 2015. "Nós nuncas esperamos que o vírus se tornasse um problema tão sério", diz o dono da Bharat, Krishna Ella.

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